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Após 13 ciclos de fertilização in vitro, atriz Nia Vardalos recebe telefonema e tem apenas 14 horas para preparar a casa para filha de quase 3 anos
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 04/09/2026 às 17:00
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Depois de nove anos tentando se tornar mãe, Nia Vardalos deixou os tratamentos de fertilidade, iniciou o processo de adoção pelo sistema de acolhimento dos Estados Unidos e viu a espera terminar de repente, quando uma menina chegou à sua vida em apenas 14 horas.
A atriz e roteirista Nia Vardalos, conhecida mundialmente pelo filme Casamento grego, percorreu um caminho de nove anos até conseguir formar uma família. Nesse período, ela enfrentou 13 ciclos de fertilização in vitro, duas tentativas de gestação por substituição que não tiveram sucesso e outras possibilidades de adoção.
A mudança ocorreu quando Nia e o então marido, o ator Ian Gomez, conheceram a adoção de crianças que já viviam no sistema de acolhimento norte-americano. Depois da habilitação e de meses aguardando uma compatibilidade, um telefonema informou que havia uma menina de quase 3 anos disponível para conhecer o casal.
O encontro avançou rapidamente. Segundo o relato apresentado pela própria atriz, a criança estava na nova casa dentro de apenas 14 horas, transformando uma espera de quase uma década em uma mudança familiar praticamente imediata. A trajetória foi posteriormente narrada no livro Instant Mom.
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Nove anos de tratamentos antecederam a decisão de adotar
Antes de procurar a adoção pelo acolhimento, Nia passou anos tentando engravidar. A atriz enfrentou procedimentos médicos, 13 ciclos de fertilização in vitro e duas tentativas malsucedidas de gestação por substituição.
O processo coincidiu com o período de maior exposição profissional de sua carreira. Casamento grego, lançado em 2002, tornou Nia internacionalmente conhecida e rendeu indicações ao Oscar de melhor roteiro original e ao Globo de Ouro.
Enquanto o público acompanhava o sucesso da atriz, porém, ela lidava de forma reservada com os tratamentos e com perguntas frequentes sobre maternidade. Em entrevista à organização Creating a Family, Nia contou que precisou interromper essa sequência e enfrentar o luto provocado pelas tentativas que não deram resultado.
A experiência também modificou sua maneira de encarar as decisões seguintes. Em vez de iniciar outro processo movida pelo medo de não conseguir ser mãe, ela passou a pesquisar com mais atenção os diferentes caminhos disponíveis para formar uma família.
A adoção pelo acolhimento apresentou um caminho diferente
Nia e Ian analisaram modalidades distintas de adoção antes de conhecerem as agências especializadas em crianças do sistema de acolhimento dos Estados Unidos. O casal decidiu então passar pelo processo de habilitação necessário para receber uma criança.
Durante a avaliação domiciliar, os dois conversaram com uma assistente social sobre o perfil que poderiam acolher. Embora estivessem abertos a crianças de qualquer sexo, idade ou origem étnica, Ian contou que conseguia imaginar a família com uma menina.
A aprovação, contudo, não produziu uma adoção imediata. Mesmo depois de serem habilitados como uma família acolhedora, Nia e Ian permaneceram durante meses à espera de uma compatibilidade.
Esse período terminou quando um profissional responsável pela colocação de crianças telefonou para a atriz. Ele explicou que havia uma menina de quase 3 anos legalmente disponível para adoção e perguntou se o casal gostaria de conhecê-la.
Telefonema colocou fim a meses de espera pela compatibilidade
Nia relatou que, antes mesmo de conhecer todos os detalhes, teve a sensação de que aquela poderia ser a criança pela qual esperava. Ela procurou Ian dentro da residência e contou que o encontro estava marcado para o dia seguinte.
A primeira aproximação ocorreu em um escritório, acompanhada por profissionais do sistema de acolhimento. Esse contato serviria para observar a interação entre a criança e os possíveis pais, reduzindo o risco de submetê-la a outra experiência de rejeição.
Segundo o trecho de Instant Mom publicado pela Adoptive Families, a menina sorriu ao ver Nia e aceitou ser carregada por ela. Durante o encontro, a equipe apresentou informações médicas e detalhes sobre o desenvolvimento da criança.
Nia e Ian receberam legalmente um período para avaliar a decisão, mas afirmaram que já desejavam prosseguir. Ao final daquele primeiro contato, os profissionais ainda precisaram levar a menina de volta enquanto as etapas obrigatórias eram cumpridas.
Pouco depois, a longa preparação para a maternidade deu lugar a uma corrida contra o relógio: o casal teve apenas 14 horas para organizar a casa e receber a filha.
Chegada de uma criança de quase 3 anos exigiu adaptação
A adoção não envolvia os primeiros cuidados com um recém-nascido, mas a chegada de uma menina que já carregava experiências anteriores e precisava compreender a nova rotina. Por isso, Nia destacou posteriormente que entusiasmo e afeto não eliminam a necessidade de tempo, paciência e preparação.
A criança inicialmente apresentava dificuldades de comunicação e não falava. O casal precisou aprender a reconhecer suas reações, oferecer segurança e permitir que o vínculo fosse construído progressivamente.
O próprio título Instant Mom, que pode ser traduzido como “mãe instantânea”, nasceu desse contraste. Nia passou nove anos tentando formar uma família, mas, quando a adoção aconteceu, a menina chegou à residência em questão de horas. A entrevista da Creating a Family registra tanto os 13 ciclos de fertilização quanto as 14 horas entre a confirmação e a chegada da criança.
A menina foi adotada em 2008. Anos depois, Nia transformou a experiência no livro lançado pela HarperOne, selo da HarperCollins. A editora apresentou a obra como o relato da longa jornada da atriz até conhecer uma criança de quase 3 anos por meio do acolhimento norte-americano. Segundo a HarperCollins, o livro também foi pensado para explicar diferentes caminhos disponíveis às famílias interessadas em adoção.
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Experiência transformou Nia Vardalos em defensora da adoção
Depois de formar a família, Nia passou a falar publicamente sobre crianças que permanecem em lares temporários enquanto aguardam uma colocação definitiva. Sua atuação buscou mostrar que a adoção pelo acolhimento pode incluir crianças maiores, com histórias anteriores e necessidades de adaptação diferentes daquelas associadas à chegada de um bebê.
Ao compartilhar a própria trajetória, a atriz também procurou tornar o processo mais compreensível para outros interessados. O relato reúne as dificuldades da infertilidade, a preparação exigida pela adoção e os desafios encontrados depois que a criança chega à residência.
A história ganhou repercussão justamente pelo contraste entre os dois períodos: foram quase dez anos de tentativas e espera, mas somente 14 horas para transformar a casa e começar uma nova rotina ao lado da filha.
O que mais chamou sua atenção na trajetória de Nia Vardalos até a adoção? Conte nos comentários e compartilhe a matéria com quem acompanha histórias de famílias formadas por caminhos diferentes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

