O senador Sérgio Petecão (PSD) reconheceu nesta sexta-feira, 04, que o sentimento de mudança que ele identifica entre os eleitores do Acre também pode atingir sua própria candidatura.
Questionado durante sabatina do ac24horas sobre o peso de seus 32 anos de vida pública em uma eleição marcada pelo discurso de renovação, o senador respondeu de forma direta: “Pode. Lógico que pode”, admitiu.
Petecão contou que ouviu recentemente de um eleitor do Taquari, em Rio Branco, que não pretendia mais votar nele. Segundo o senador, o homem disse que havia decidido votar nele desde os 16 anos.
“Eu cheguei no Taquari, duas semanas atrás, o cara chegou e disse: ‘Mas eu não voto mais em ti, não’. Eu disse: ‘Meu irmão, o que eu fiz?’. Eu pensei que eu tinha feito alguma coisa. ‘Petecão, quando eu tinha 16 anos, eu já votava em ti’. Aí eu disse: ‘Meu irmão, olha pra mim. Vota só mais essa, sabe?’. Ele disse: ‘Ó, ele disse, já me queixou. Eu vou ter que votar em ti’”, afirmou.
Para Petecão, o tempo de permanência na política não deve ser o principal critério para avaliar um mandato. Segundo ele, o que pesa é a entrega de resultados. “Não é tempo de mandato. É ação de mandato”, disse.
Ele usou como exemplo os produtores da agricultura familiar que, segundo ele, foram beneficiados por ações de seu mandato.
“O cara, o produtor rural, lá da agricultura familiar, porque eu tenho 32 mandatos, mas quem está trazendo o benefício dele sou eu”, afirmou.
Petecão também criticou políticos que, na avaliação dele, ficam apenas no discurso e defendeu que o eleitor prioriza benefícios concretos para sua comunidade.
“Aí tem um bacana que não é, que não sei o quê, que não sei o quê, que não sei o quê, só conversa. O cara, quando vê um benefício, ele não quer saber se vem da direita ou se vem da esquerda. Ele quer saber se chega o benefício lá na comunidade dele”, declarou.
O senador ainda rejeitou o que classificou como uma disputa baseada apenas em rótulos ideológicos.
“Essa conversa mole de que eu sou da direita, que eu sou da esquerda, não, rapaz. Vai lá onde o cabra tá. Vai lá conversar. Procura saber o que que tá precisando. Não é lá com o povo? Vê a situação do ramal”, afirmou.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

