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Armas de IA capazes de escolher o alvo já existem – ONU alerta que o mundo está cruzando uma linha perigosa
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 05/09/2026 às 09:19
Ciência e Tecnologia
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A Organização das Nações Unidas e o Comitê Internacional da Cruz Vermelha alertaram que o desenvolvimento de armas de IA capazes de selecionar alvos e atacar sem intervenção humana já é uma realidade em curso.
A tecnologia que permite a robôs realizarem ataques sem supervisão humana direta deixa de ser uma hipótese e passa a integrar cenários de guerra. Em julho, um drone russo Molniya matou três civis na cidade ucraniana de Zaporizhzhia.
Investigações periciais em equipamentos similares apontaram o uso de computadores Nvidia Jetson Orin, ausência de antenas para controle remoto e softwares com categorias de alvos pré-definidas. O especialista Stuart Russell confirmou a presença dessa estrutura tecnológica.
O impasse global sobre o controle humano
Embora a automação militar exista há décadas, a mudança atual elimina a presença humana da etapa final do ataque. O conceito de controle humano significativo tem sido debatido há dez anos sem um consenso definitivo.
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Conforme a especialista Heather M. Roff, a ideia foi mal compreendida e descaracterizada por diversos atores. Paralelamente, o governo dos Estados Unidos adota o termo julgamento humano apropriado, aplicando a supervisão nas fases de projeto, testes e regras de engajamento.
Apelo por proibições e limites de responsabilidade
Com o barateamento e a evolução desses sistemas, a ONU e a Cruz Vermelha renovaram o apelo feito há três anos por restrições específicas. As entidades exigem restrições e proibições claras para equipamentos direcionados a humanos.
Representantes da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha afirmaram em declaração conjunta que “sistemas de armas de IA autônomas não fazem parte de um futuro distante”. As instituições alertam que a autonomia dificulta a responsabilização legal em casos de mortes de civis.
Fonte: Zme Science
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

