Apesar de a mandioca ser a principal cultura agrícola do Acre, os produtos derivados fabricados no estado chegam às prateleiras dos supermercados com preços, em média, 25% superiores aos importados de outras regiões do país. A constatação consta no Relatório Setorial do Mapa de Potencialidades Econômicas, encomendado pelo Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre com base em dados da Pesquisa Agrícola Municipal (PAM/IBGE) entre 2022 e 2024.
O estudo aponta que o setor padece de gargalos de comercialização, falta de tecnologia e pouca agregação de valor. Em itens como a goma de mandioca, enquanto a versão trazida de outros estados custa cerca de R$ 10,80, o produto acreano varia entre R$ 11,45 e R$ 14,99 nas principais redes de supermercados de Rio Branco. A disparidade ocorre mesmo com o produto externo arcando com frete e impostos mais elevados. Além disso, a goma importada conta com tecnologia de embalagem que permite o armazenamento ao ar livre, enquanto a local exige refrigeração.
Liderança no campo contrastada pela falta de inovação
O desempenho da mandioca no campo, no entanto, é expressivo. O valor real da produção deu um salto de 63,2% em dois anos, passando de R$ 212,2 milhões em 2022 para R$ 346,5 milhões em 2024. Com uma área cultivada estável — em torno de 21,8 mil hectares —, a cultura representa 50,9% do valor da produção agrícola estadual, superando com folga itens como milho (19,8%), soja (18,2%) e café (6,9%).
Diante do diagnóstico, especialistas e coordenadores do estudo reforçam que o setor privado local precisa investir em modernização, embalagens atrativas e pesquisa de mercado para tornar os produtos regionais competitivos e garantir renda ao longo de toda a cadeia da agricultura familiar no estado.
(Com informações do portal ac24Agro)
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por Redação Ecos da Notícia.

