6 min de leitura
Aos 25 anos, gerente de projetos que começou na construção civil aos 17 rebate quem atribui sua ascensão ao “privilégio de beleza”, diz ter estudado, conquistado certificações e enfrentado dúvidas sobre sua capacidade de liderar homens antes de chegar ao cargo que ocupa hoje
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 07/09/2026 às 21:09
Atualizado em 07/09/2026 às 21:10
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Grace Graham, 25 anos, trabalha na construção civil há oito anos e foi promovida a gerente de projetos em 2025. Ela rebate a ideia de que sua aparência facilitou a carreira, destaca formação técnica e certificações e diz que precisa mostrar fotos das obras para convencer pessoas sobre sua profissão.
Grace Graham, de 25 anos, afirma ter construído sua trajetória na construção civil ao longo de oito anos e rejeita sugestões de que sua aparência teria sido responsável pelo avanço profissional. Moradora de Middlesbrough, na Inglaterra, ela foi promovida a gerente de projetos em agosto de 2025 depois de iniciar a carreira aos 17 anos, concluir um curso técnico e obter certificação em Gerenciamento de Projetos.
Segundo reportagem da PEOPLE, publicada em 6 de setembro de 2026 e assinada por Toria Sheffield, com informações da Kennedy News and Media, Graham relata ter ouvido referências a um suposto “privilégio de beleza”, além de questionamentos sobre sua capacidade de liderar equipes masculinas. Ela afirma que as situações não representam a maioria dos homens com quem trabalhou.
Grace Graham começou na construção civil aos 17 anos
imagem: Kennedy News & Media
A trajetória profissional de Graham começou oito anos antes de sua atual posição.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Geração de Energia
Copel libera R$ 971,6 milhões para modernizar usinas e transmissão enquanto prepara mais 2,1 GW para o sistema elétrico brasileiro
A Copel reservou R$ 971,6 milhões para ampliar e modernizar usinas, reforçar ativos de transmissão e preparar mais 2,1 GW de capacidade para o Sistema Interligado Nacional, numa carteira que…
Paulo Nogueira
0
Aos 17 anos, ela entrou no setor em uma função administrativa dentro de uma empresa imobiliária.
A experiência inicial abriu caminho para formação e qualificações posteriores.
Curso técnico veio antes da especialização em projetos
Graham concluiu um curso técnico enquanto avançava profissionalmente na área.
Posteriormente, obteve a certificação APM em Gerenciamento de Projetos, além de outras qualificações mencionadas pela fonte.
A formação acompanhou os anos de experiência acumulados até a promoção.
Promoção para gerente de projetos ocorreu em agosto de 2025
Grace Graham chegou ao cargo de gerente de projetos em agosto de 2025.
A promoção ocorreu depois de aproximadamente oito anos de atuação na construção civil.
Ela contesta a ideia de que o posto tenha sido conquistado por fatores relacionados à aparência.
“Privilégio de beleza” irrita gerente
Graham afirmou que algumas pessoas sugeriram que sua aparência teria contribuído para seu crescimento profissional.
“Às vezes acho que minha aparência influencia. As pessoas presumem que seja ‘privilégio de beleza’ e isso me irrita muito, pois elas não percebem o quanto trabalhei para chegar onde estou”, declarou.
A gerente atribui sua posição ao trabalho e às qualificações reunidas ao longo da carreira.
Homens já demonstraram surpresa ao vê-la liderar reuniões
A profissional, que é mãe de um filho, também relatou situações em que homens demonstraram surpresa ao encontrá-la em posições de liderança.
Segundo Graham, algumas pessoas olham duas vezes quando ela conduz uma reunião ou entra em uma sala destinada a decisões de trabalho.
Ela afirma perceber dúvidas sobre o motivo de estar naquele lugar.
Capacidade de liderar funcionários homens já foi questionada
Outro comentário ouvido ao longo da carreira envolveu sua condição de mulher em uma área predominantemente masculina.
“Ouvi pessoas dizerem que eu não poderia ser mulher e gerir uma equipe de homens”, contou.
Graham afirma que precisou desenvolver autoconfiança para continuar avançando apesar desse tipo de questionamento.
Comportamento firme já foi classificado como “emocional”
A gerente também diz perceber diferenças na maneira como atitudes profissionais são interpretadas conforme o gênero.
Ela relembrou ter sido chamada de “emotiva” durante uma situação profissional ocorrida alguns meses antes da entrevista.
Graham afirma ainda que já foi chamada de “mandona”.
Graham acredita que homem seria considerado “assertivo”
A profissional compara os rótulos recebidos com aqueles que, em sua avaliação, seriam usados para homens no mesmo comportamento.
“Me chamam de mandona […] e frequentemente me dizem que estou tentando provar um ponto”, afirmou.
“Eu sabia que se fosse homem, me chamariam de assertiva”, acrescentou.
Experiências fizeram gerente desenvolver uma “casca grossa”
Graham afirma que os obstáculos reforçaram a importância da resiliência.
“Eu diria que você precisa ter a pele grossa”, declarou ao comentar a experiência de trabalhar em um setor majoritariamente masculino.
Ela acrescentou que mulheres não deveriam precisar enfrentar esse tipo de situação, mas precisam reconhecer a própria capacidade profissional.
Pessoas não acreditam quando ela diz trabalhar na construção
Os questionamentos não aparecem apenas dentro dos locais de trabalho.
Graham contou que pessoas que conhece fora do setor frequentemente demonstram surpresa quando descobrem sua profissão.
“Quando não estou trabalhando e digo às pessoas que trabalho na construção civil, já aconteceu de elas não acreditarem”, relatou.
Fotos das obras são usadas para provar o que ela faz
Em determinadas conversas, explicar a profissão não é suficiente.
“Às vezes, preciso mostrar fotos”, disse Graham.
Ela também relatou que algumas pessoas ficam “totalmente boquiabertas” quando descobrem que trabalha na construção e inicialmente não acreditam nela.
Gerente diz que 90% das pessoas do setor são “brilhantes”
Grace Graham fez questão de ressaltar que as experiências negativas não representam todos os profissionais com quem trabalhou.
Segundo ela, 90% de sua equipe e das demais pessoas que encontrou no setor são “brilhantes”, e a convivência profissional é boa.
Graham afirma ter consciência de que executa seu trabalho tão bem quanto qualquer homem.
Homens também ajudaram no crescimento profissional
A gerente reconhece que recebeu apoio masculino durante a trajetória.
“Não me interpretem mal, muitos homens realmente me ajudaram na minha carreira”, afirmou.
Ao mesmo tempo, ela diz que algumas situações tornaram mais difícil ser levada a sério e chegar à posição atual.
Próxima meta é virar gerente sênior em 18 meses
Graham pretende continuar avançando dentro da construção civil.
Sua meta de curto prazo é alcançar o cargo de gerente sênior de projetos nos próximos 18 meses.
A profissional não apresenta esse objetivo como promoção já definida, mas como um próximo passo que espera atingir.
Objetivo final é chegar à diretoria de operações
imagem: Kennedy News & Media
A ambição profissional de longo prazo vai além da gerência de projetos.
Grace Graham afirma que pretende se tornar diretora de operações.
“Eu sei que isso vai acontecer. Nada vai me impedir”, declarou ao falar sobre os planos para a carreira.
A gerente também incentiva outras mulheres a considerar oportunidades na construção civil.
Segundo ela, jovens deveriam pesquisar os diferentes tipos de funções existentes antes de escolher uma área específica, porque o setor oferece várias possibilidades profissionais.
Para meninas que estão terminando a escola, Graham recomenda especialmente programas de aprendizagem, por considerar que a experiência prática tem grande valor.
Oito anos de carreira sustentam novos planos profissionais
imagem: Kennedy News & Media
Aos 25 anos, Grace Graham soma oito anos na construção civil, formação técnica, certificação APM em Gerenciamento de Projetos e outras qualificações, além da promoção para gerente de projetos em agosto de 2025.
Mesmo relatando comentários sobre aparência, gênero e capacidade de liderança, ela afirma que pretende avançar para gerente sênior nos próximos 18 meses e, no futuro, chegar à diretoria de operações.
Na sua opinião, por que ainda existem pessoas que associam a aparência de uma profissional ao crescimento na carreira mesmo diante de anos de experiência e qualificação? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

