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Família de 7 abandona vida convencional, constrói casa por menos de US$ 25 mil no meio da floresta e passa a viver sem água encanada, rede de esgoto ou conta de luz
Escrito por Viviane Alves
Publicado em 08/09/2026 às 14:31
Atualizado em 08/09/2026 às 14:32
Sustentabilidade
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Jeff e Rose Burkinshaw deixaram a vida suburbana, levaram as cinco filhas para uma propriedade de 40 acres no Canadá e criaram soluções próprias para obter eletricidade, água, aquecimento e saneamento.
Em 2011, Jeff e Rose Burkinshaw decidiram trocar a rotina convencional por uma vida no meio da floresta, no norte da Colúmbia Britânica, no Canadá. Com cinco filhas, o casal comprou uma propriedade de 40 acres ao lado de amigos e construiu uma casa de aproximadamente 84 metros quadrados por menos de US$ 25 mil.
O valor reduzido não significou abrir mão de toda a estrutura encontrada em uma residência moderna. A família desenvolveu um sistema baseado em energia solar, captação de água da chuva, aquecimento a lenha e banheiro de compostagem, criando uma rotina quase completamente independente das redes convencionais.
Casa de 84 metros quadrados eliminou fundação de concreto e ajudou família a gastar menos de US$ 25 mil
A construção da casa foi pensada para evitar algumas das etapas mais caras de uma obra tradicional. Em vez de escavar o terreno e erguer uma fundação convencional, Jeff e Rose fincaram postes de cedro diretamente no solo, adotando uma estrutura semelhante à utilizada em determinados galpões rurais.
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O restante da residência foi construído com troncos nas vigas, madeira compensada, isolamento de espuma e um telhado vivo coberto por vegetação. O casal também deixou de perfurar um poço e não instalou um sistema séptico convencional, decisões que ajudaram a manter o orçamento abaixo dos US$ 25 mil.
Por dentro, porém, a casa não funciona como uma cabana sem recursos modernos. A família encontrou maneiras de manter geladeira, freezer, máquina de lavar e pequenos eletrodomésticos mesmo vivendo longe da rede pública de eletricidade.
Sistema solar de 2,5 kW passou a alimentar geladeira, freezer, máquina de lavar e outros aparelhos da residência
A energia utilizada na casa passou a vir principalmente do sol. No sistema original, a família mantinha dois conjuntos de painéis solares, cada um responsável por diferentes necessidades da residência.
O menor utilizava um único painel e fornecia energia de 12 volts para iluminação, celulares e aparelhos de música. O sistema principal, por sua vez, alcançava 2,5 kW e utilizava baterias de íons de lítio para armazenar a eletricidade produzida.
Essa estrutura permitia ligar uma geladeira de tamanho convencional, freezer horizontal, máquina de lavar, liquidificador, batedeira e até uma torradeira. Durante períodos prolongados sem sol, principalmente no inverno canadense, a família mantinha um gerador de emergência, usado por cerca de 40 horas ao longo de um ano.
Com o passar do tempo, a instalação aumentou de capacidade. Em relato publicado em 2026, Jeff informou que o sistema alcançava aproximadamente 3,6 kW de potência solar e 15 kWh de armazenamento em baterias.
Água da chuva passou a abastecer cozinha e banheiro em casa sem ligação à rede convencional
A ausência de água encanada também exigiu uma solução própria. A família criou um sistema para captar a chuva que caía sobre os telhados das construções e armazená-la para diferentes tarefas do cotidiano.
No sistema original, a água seguia para um reservatório de aproximadamente 900 galões, equivalentes a 3,4 mil litros, instalado sob o piso de uma oficina. A posição ajudava a manter a água fresca antes de ela ser levada até a residência.
Os moradores transportavam baldes para cozinhar, lavar louças e tomar banho. Antes do consumo, a água era filtrada, enquanto a quantidade destinada ao banho era aquecida sobre o fogão a lenha.
A solução continuou fazendo parte da propriedade anos depois. Em 2026, Jeff afirmou que a água da chuva ainda era coletada para uso doméstico, enquanto jardins e animais eram atendidos por sistemas diferentes.
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Viviane Alves
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Banheiro de compostagem substituiu rede de esgoto e sistema séptico convencional
A falta de encanamento também mudou a forma como o banheiro foi planejado. Em vez de utilizar vasos sanitários ligados a uma rede pública de esgoto, a família adotou banheiros de compostagem.
Depois do uso, serragem é adicionada aos recipientes para ajudar a absorver a umidade. A chamada água cinza, proveniente principalmente da pia e do chuveiro, segue para uma área rasa de dispersão dentro da própria propriedade.
Esse sistema permitiu que Jeff e Rose mantivessem a casa funcionando sem instalar uma rede de esgoto e sem recorrer a uma estrutura séptica tradicional, reduzindo outra parte importante do custo inicial da construção.
Lenha retirada da propriedade passou a garantir aquecimento durante os invernos do norte do Canadá
O frio trouxe outro desafio para a família. No norte da Colúmbia Britânica, temperaturas abaixo de zero fazem parte do inverno e tornam o aquecimento uma necessidade importante dentro da residência.
Jeff e Rose passaram a cortar a própria lenha e utilizá-la em um fogão catalítico responsável por aquecer a casa. Na cozinha, um antigo fogão a lenha também permite preparar e assar alimentos sem depender totalmente da eletricidade.
A prática permaneceu ao longo dos anos. Em 2026, Jeff afirmou que a família continuava utilizando madeira tanto para aquecer a residência quanto para preparar alimentos, mantendo uma das soluções adotadas desde os primeiros anos da vida off-grid.
Cinco filhas cresceram com ensino domiciliar, cultivo de alimentos, cavalos e criação de abelhas
A mudança para a floresta também alterou a rotina educacional das cinco filhas do casal. Jeff e Rose escolheram o ensino domiciliar e passaram a dedicar algumas horas do dia às atividades acadêmicas.
O aprendizado, entretanto, não ficou restrito aos livros. As meninas também participavam das tarefas da propriedade e aprendiam atividades práticas relacionadas ao cultivo de alimentos, ao cuidado com cavalos e à criação de abelhas.
Os 40 acres ainda ofereciam espaço para cavalgadas, pesca e produção de alimentos. Dessa maneira, parte da educação das crianças passou a acontecer diretamente no ambiente onde a família vivia.
Projeto iniciado em 2011 transformou experiência off-grid em estilo de vida mantido por mais de uma década
O que poderia ter sido apenas uma experiência temporária acabou se transformando em um projeto de longo prazo. Jeff e Rose começaram a documentar a rotina da família sob o nome Gridlessness, mostrando como organizavam a vida longe das principais redes urbanas.
Ao longo dos anos, a propriedade também recebeu diferentes animais. Em 2026, Jeff relatou que a família mantinha galinhas, patos, porcos e cavalos, enquanto cabras e gado leiteiro também fizeram parte da criação em outros períodos.
O isolamento continua sendo uma característica importante da propriedade. Fora os amigos que participaram originalmente da compra dos 40 acres, não existem vizinhos próximos, e Jeff afirmou que é necessário dirigir aproximadamente 20 minutos para chegar à residência de outra pessoa.
Mais de uma década depois da mudança, a família continua baseada no mesmo princípio que motivou o projeto inicial. Energia solar, água da chuva, madeira para aquecimento e soluções próprias de saneamento transformaram uma casa barata no meio da floresta em uma residência autossuficiente para sete pessoas.
O que você acha desse estilo de vida: viver longe da cidade com energia solar, água da chuva e maior autonomia ou manter o conforto e a infraestrutura da vida urbana? Deixe sua opinião!
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Viviane Alves.

