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Pedreiro britânico assenta 1.065 tijolos em uma hora, supera recorde de 872 que durava mais de três décadas e alcança ritmo de um tijolo a cada 3,4 segundos
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 08/09/2026 às 18:54
Atualizado em 08/09/2026 às 18:55
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Charlie Collison levou a velocidade de um pedreiro a um nível incomum ao completar 1.065 tijolos em apenas uma hora na Inglaterra, superando uma marca de 872 peças que resistia havia mais de 30 anos e transformando técnica, resistência física e organização em parte decisiva do recorde.
Foram 1.065 tijolos em 60 minutos. Colher de pedreiro, argamassa, tijolo e alinhamento precisaram se repetir em um ritmo quase contínuo para que o britânico Charlie Collison alcançasse, em maio de 2026, uma marca reconhecida pelo Guinness.
Na média, o pedreiro colocou 17,75 tijolos por minuto, o equivalente a aproximadamente um tijolo a cada 3,4 segundos, sem descontar qualquer pausa durante a hora. O registro em vídeo foi publicado no Facebook, plataforma de rede social, e documenta a tentativa que levou Collison ao recorde.
Ritmo de 17,75 tijolos por minuto ajuda a mostrar a dimensão do recorde
Quando os 1.065 tijolos são distribuídos pelos 60 minutos da tentativa, o número revela a intensidade do trabalho. Collison precisou manter uma média de 17,75 peças por minuto durante toda a prova.
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Isso significa repetir o movimento de pegar argamassa, aplicá-la, posicionar o tijolo e manter o alinhamento em poucos segundos. A margem para perder ritmo era pequena, porque qualquer atraso se acumulava ao longo da hora.
O número final superou os 872 tijolos da marca anterior. Esse recorde permanecia sem ser derrubado havia mais de 30 anos, o que dá outra dimensão ao desempenho alcançado pelo pedreiro britânico.
Uma semana antes, pedreiro já havia assentado 1.102 tijolos durante um treino
A tentativa oficial não surgiu sem preparação. Uma semana antes do recorde, Collison realizou um treino no qual conseguiu assentar 1.102 tijolos em uma hora.
O número foi até superior aos 1.065 tijolos registrados posteriormente na tentativa oficial. Porém, o resultado de treinamento não poderia substituir a marca obtida sob as condições necessárias para o reconhecimento do recorde.
A diferença mostra por que o maior número alcançado pelo pedreiro não é necessariamente o número que aparece como recorde. O treino serviu como preparação, enquanto a tentativa formal precisava cumprir as regras estabelecidas para que o desempenho fosse reconhecido.
Guinness não considera apenas quantos tijolos o pedreiro consegue colocar
Em uma prova desse tipo, simplesmente colocar uma grande quantidade de peças não basta. O Guinness verifica dimensões e qualidade da parede, fazendo com que a execução também precise respeitar critérios durante a tentativa.
Isso muda a maneira de enxergar os 1.065 tijolos. Collison não podia simplesmente empilhar peças rapidamente. Era necessário manter a construção dentro das condições exigidas enquanto o relógio avançava.
O Facebook, plataforma de rede social, mantém o registro em vídeo da tentativa e permite observar justamente o ritmo necessário para repetir o mesmo conjunto de movimentos durante uma hora.
A prova ocorreu no Moreton Morrell College, na Inglaterra, onde o trabalho foi organizado para que o pedreiro pudesse manter a sequência necessária durante a tentativa oficial.
Recorde de pedreiro não representa a produtividade normal dentro de uma obra
Usar os 1.065 tijolos por hora como referência para calcular quanto um pedreiro deveria produzir em um canteiro comum seria uma comparação injusta. As condições encontradas em uma construção real são muito diferentes das usadas em uma tentativa de velocidade.
Uma parede de uma casa ou prédio pode exigir marcação, cortes, execução de cantos, aberturas, uso de andaimes, conferência de nível e limpeza. Cada uma dessas etapas consome tempo e faz parte do serviço.
Também existem interrupções e mudanças de posição durante a jornada. O profissional não passa todas as horas apenas repetindo a colocação de tijolos em uma sequência preparada previamente.
Por isso, o recorde funciona melhor como uma demonstração de velocidade, coordenação e resistência física, e não como uma tabela de produtividade para profissionais da construção civil.
Organização da argamassa e dos materiais foi decisiva para manter a velocidade
Para chegar a um tijolo colocado aproximadamente a cada 3,4 segundos, o posto de trabalho precisava permitir que Collison continuasse executando os movimentos com poucas interrupções.
O abastecimento de argamassa e tijolos faz parte dessa diferença. Em uma competição preparada para velocidade, os materiais podem estar organizados para reduzir deslocamentos e permitir que o pedreiro concentre o esforço na execução.
Assista o vídeo
Em uma obra convencional, essa situação dificilmente permanece igual durante todo o dia. O profissional precisa mudar de posição, organizar materiais e adaptar o serviço ao formato da construção.
É justamente essa preparação que ajuda a explicar como um número tão alto pode ser alcançado em uma hora sem significar que 1.065 tijolos por hora sejam uma expectativa normal para o trabalho cotidiano.
Marca de 1.065 tijolos mostra até onde técnica e resistência podem chegar
Ao superar um recorde de 872 tijolos que permanecia havia mais de três décadas, Charlie Collison transformou uma tarefa conhecida de qualquer canteiro de obras em uma demonstração extrema de ritmo e controle.
O resultado de 1.065 tijolos em uma hora mostra o peso da repetição, da preparação e da organização quando cada segundo importa. Ao mesmo tempo, as diferenças entre a tentativa e uma construção comum deixam claro por que o desempenho não deve ser usado para medir a produção diária de outros profissionais.
O que mais chama sua atenção nesse recorde: os 1.065 tijolos em uma hora ou a capacidade de manter praticamente um tijolo a cada 3,4 segundos? Compartilhe a matéria e deixe sua opinião nos comentários.
Fonte
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

