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Três estudantes passam semanas produzindo pulseiras, cartões, bichos de crochê e adesivos, vendem as peças diante de brechó e arrecadam US$ 1.050 para hospital infantil
Escrito por Caio Aviz
Publicado em 08/09/2026 às 21:44
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Amelia Claire, Sana e Rachel transformaram um projeto escolar de serviço comunitário em uma campanha para o Lucile Packard Children’s Hospital Stanford. A escolha foi inspirada pela história de Amelia, que nasceu com apenas 27 semanas e permaneceu 60 dias na UTI neonatal da instituição.
Três estudantes da Harker School, em San José, na Califórnia, passaram semanas produzindo peças artesanais, organizaram uma venda diante de um brechó e arrecadaram US$ 1.050 para ajudar crianças e famílias atendidas pelo Lucile Packard Children’s Hospital Stanford.
A iniciativa foi desenvolvida por Amelia Claire, Sana e Rachel como parte de um projeto de serviço comunitário solicitado pela escola. Durante as conversas para escolher a instituição beneficiada, as meninas conheceram a ligação pessoal de Amelia com o hospital.
A estudante nasceu prematuramente, com apenas 27 semanas de gestação, e permaneceu durante 60 dias na unidade de terapia intensiva neonatal do Lucile Packard Children’s Hospital. A história sensibilizou as colegas e levou o grupo a direcionar toda a arrecadação à instituição.
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Segundo a Lucile Packard Foundation for Children’s Health, as três decidiram aproveitar habilidades que já possuíam para produzir objetos que pudessem ser vendidos à comunidade.
Estudantes passaram semanas preparando peças artesanais
Cada integrante contribuiu com diferentes produtos. Amelia produziu pulseiras, desenhou uma ilustração e transformou o trabalho em cartões próprios para o Dia dos Namorados, celebrado em fevereiro nos Estados Unidos.
Sana também confeccionou pulseiras e utilizou o crochê para criar pequenos polvos cor-de-rosa de pelúcia. Rachel, por sua vez, produziu colares e brincos, além de desenhar imagens que posteriormente foram transformadas em adesivos.
As peças exigiram semanas de preparação antes de serem colocadas à venda. O trabalho envolveu desde a escolha dos materiais e a confecção dos produtos até a organização da mesa utilizada para apresentar os itens aos compradores.
Em vez de apenas cumprir formalmente a atividade escolar, as estudantes decidiram converter o projeto em uma ação ligada à história de Amelia e ao atendimento prestado pelo hospital a crianças em situações delicadas de saúde.
A escolha também permitiu que Amelia retribuísse parte do cuidado recebido desde os primeiros dias de vida. Aos 27 semanas, ela precisou permanecer dois meses na UTI neonatal antes de poder deixar a instituição com a família.
Venda ocorreu diante de brechó beneficente em San José
Depois da preparação, Amelia, Sana e Rachel montaram a banca diante do The Thrift Box, um brechó de San José administrado pela San Jose Auxiliary for Children.
A presença no local aproximou a campanha de clientes, moradores e voluntários ligados a iniciativas de apoio à saúde infantil. Pulseiras, cartões, bichos de crochê, brincos, colares e adesivos foram apresentados como parte de uma mesma mobilização.
Chrisanne Beebe, integrante da San Jose Auxiliary, afirmou que os voluntários do brechó tiveram a oportunidade de acompanhar jovens promissoras e voltadas para o futuro compartilharem o resultado do próprio trabalho.
A participação da comunidade permitiu que o projeto escolar começasse a gerar recursos para o hospital. Entretanto, a contribuição ganhou um reforço depois que as meninas descobriram que a Netflix, empresa onde o pai de Sana trabalhava, faria uma contrapartida financeira.
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Caio Aviz
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Netflix duplicou o valor obtido pelas meninas
Com o programa de contrapartida, a Netflix duplicou o dinheiro arrecadado pela venda. A contribuição total destinada ao hospital chegou a US$ 1.050, valor equivalente ao dobro dos aproximadamente US$ 525 obtidos inicialmente pelas estudantes.
O recurso foi direcionado às crianças e famílias atendidas pela organização sem fins lucrativos ligada ao Lucile Packard Children’s Hospital Stanford.
A campanha reuniu diferentes formas de participação. As estudantes contribuíram com tempo e criatividade, os moradores compraram os produtos, o brechó ofereceu espaço diante do estabelecimento e a empresa ampliou o impacto financeiro da iniciativa.
O caso foi publicado originalmente na edição do outono de 2024 da revista Packard Children’s News e divulgado pela fundação em janeiro de 2025.
Ao transformar uma tarefa escolar em ajuda concreta, Amelia, Sana e Rachel mostraram como produtos preparados manualmente durante algumas semanas puderam mobilizar uma comunidade e gerar uma doação de mais de US$ 1 mil para um hospital ligado à própria história de uma das integrantes.
Você acredita que projetos escolares como esse podem incentivar mais crianças e adolescentes a transformar criatividade e solidariedade em ajuda concreta para hospitais e outras instituições?
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HOSPITAL INFANTIL
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Caio Aviz.

