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Cliente de restaurante ajuda uma idosa de 81 anos que trabalhava como garçonete, tinha dificuldade para andar, recebia menos de um salário mínimo por mês e, por isso, não conseguia parar de trabalhar; ajuda na internet e o gesto desencadeia uma vaquinha que supera R$ 1.5 milhão, com 13,7 mil doações para mudar a vida dela
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 08/09/2026 às 21:34
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Criada depois de um encontro casual em um Eat’n Park, na Pensilvânia, a campanha partiu de uma meta de US$ 25 mil e chegou a US$ 335.370, dando a Betty maior margem financeira para decidir se continuaria trabalhando, reduziria a jornada ou avaliaria a aposentadoria.
Uma campanha criada para ajudar Betty, garçonete de 81 anos que continuava trabalhando porque sua renda previdenciária não cobria as despesas, alcançou US$ 335.370, cerca de R$ 1,5 milhão, com 13.742 doadores. A página da arrecadação no GoFundMe registra o montante e informa que as contribuições foram pausadas.
A mobilização começou depois de um almoço de Tamie Konzier com o filho, Leo, em uma unidade do Eat’n Park na região de Pittsburgh, no estado da Pensilvânia. Durante o atendimento, Konzier percebeu que Betty tinha dificuldade para caminhar e ouviu a garçonete explicar por que ainda precisava trabalhar.
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Paulo Nogueira
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Betty relatou que recebia aproximadamente US$ 910 por mês da Previdência Social dos Estados Unidos. O dinheiro não seria suficiente para cobrir suas contas, o que a fazia complementar a renda continuando no restaurante mesmo depois dos 80 anos.
A situação também chamou a atenção pelo tempo de serviço acumulado. Betty trabalhava no Eat’n Park havia pelo menos três décadas e permanecia atendendo clientes apesar das limitações de mobilidade percebidas por Konzier durante aquela refeição.
Da gorjeta ao pedido de ajuda na internet
Konzier e o filho discutiram ainda no restaurante uma maneira de ajudar. O primeiro gesto foi deixar uma gorjeta de US$ 40, mas a iniciativa avançou quando ela decidiu publicar no TikTok um vídeo relatando a situação da garçonete.
Em entrevista à People, Konzier contou que sua ideia inicial era usar uma eventual remuneração do programa de recompensas da plataforma para voltar ao estabelecimento e entregar uma gorjeta maior a Betty.
A reação dos usuários ampliou o plano. Pessoas que assistiram ao vídeo começaram a perguntar como poderiam enviar dinheiro diretamente à garçonete e sugeriram a criação de uma arrecadação específica para receber as contribuições.
Konzier então abriu a campanha no GoFundMe com uma meta inicial de US$ 25 mil e apresentou como objetivo ajudar Betty a se aposentar. Na descrição, explicou que havia conhecido a trabalhadora ao lado do filho e queria oferecer a ela maior segurança financeira.
A meta foi ultrapassada rapidamente. A People informou que, cerca de uma semana após o encontro no restaurante, a arrecadação já havia superado US$ 323 mil; o valor exibido posteriormente pelo GoFundMe chegou aos US$ 335.370 registrados antes da pausa nas contribuições.
O total corresponde a mais de 13 vezes a meta inicial. A plataforma contabiliza ainda 13.742 participantes, resultado de uma mobilização que deixou de depender apenas das pessoas próximas a Konzier depois que o relato sobre Betty circulou pelas redes sociais.
Ajuda deu a Betty mais opções sobre o trabalho
Assista o vídeo
Konzier voltou a encontrar Betty quando a campanha já havia acumulado uma quantia elevada e contou à garçonete o que estava acontecendo. Betty preferiu não aparecer em vídeo nem ter sua reação gravada, decisão que a organizadora disse ter respeitado.
A arrecadação não significava, porém, que Betty deixaria o restaurante imediatamente. Antes da campanha, ela relacionava a permanência no emprego à necessidade de completar uma renda que não bastava para suas despesas; com o dinheiro recebido, passou a poder avaliar outras possibilidades.
À People, Konzier relatou que Betty pretendia cuidar de necessidades próprias e ajudar a família. A garçonete havia criado os filhos depois da morte do marido e acumulava décadas de trabalho quando a arrecadação acrescentou uma reserva financeira muito superior ao benefício mensal que recebia.
A organizadora também informou ao veículo que buscou orientação jurídica para estruturar um fundo destinado a Betty e organizar o dinheiro arrecadado sem prejudicar benefícios que ela já possuía. A providência foi tomada depois que as contribuições ultrapassaram amplamente o objetivo inicial da campanha.
O Eat’n Park tomou conhecimento da mobilização e manifestou satisfação com o apoio recebido pela funcionária. A rede também destacou a relação construída por Betty com clientes e colegas durante os anos de trabalho no estabelecimento.
Para Konzier, a decisão de divulgar a história teve relação com uma comparação pessoal feita durante o almoço. Ao ver uma mulher de 81 anos trabalhando para complementar a própria renda, ela pensou na avó, de idade semelhante, e conversou com Leo sobre uma forma de ajudar.
Betty ainda aconselhou mãe e filho, durante aquele primeiro encontro, a aproveitarem a vida porque ela passa rapidamente. Naquele momento, ela ainda não sabia que a conversa presenciada à mesa levaria milhares de pessoas a contribuírem para a campanha criada em seu nome.
Mesmo depois de receber a notícia sobre a arrecadação, Betty não indicou uma saída imediata do trabalho. Entre as possibilidades relatadas estavam reduzir a quantidade de horas e avaliar a aposentadoria, enquanto a decisão sobre como seguir sua rotina profissional permaneceria com ela.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

