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Família adota vizinho idoso de 70 anos após pedir caminhonete emprestada e perceber que ele passaria os feriados sozinho; ele se tornou ‘avô’ dos três filhos dos vizinhos, com lugar garantido no Natal, aniversários e na rotina da casa
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 09/09/2026 às 11:46
Atualizado em 09/09/2026 às 11:47
Curiosidades
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Depois de 11 anos de convivência limitada a acenos e conversas rápidas, Gary passou a frequentar a casa de Kris Ann Valdez, participar das celebrações familiares e acompanhar as crianças em atividades cotidianas após ajudar o casal em uma obra no quintal.
Gary, um aposentado de 70 anos, tornou-se uma figura de avô para os três filhos de Kris Ann Valdez depois que o marido dela pediu ajuda para transportar terra durante um reparo no quintal. A própria Kris relatou a história ao Business Insider.
Embora morassem lado a lado havia 11 anos, os Valdez e Gary mantinham até então uma relação de vizinhança distante, formada principalmente por cumprimentos e conversas breves. A família sabia que ele era aposentado e solteiro, mas não havia desenvolvido uma convivência próxima.
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Paulo Nogueira
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A aproximação começou quando o casal encontrou um problema no terreno e decidiu realizar o reparo por conta própria. O trabalho exigiria algumas toneladas de terra, volume incompatível com o Subaru Forester usado pela família para os deslocamentos cotidianos.
O marido de Kris lembrou da caminhonete que costumava ver estacionada na propriedade ao lado e resolveu pedir ajuda. Gary estava do lado de fora, cuidando das plantas, quando foi abordado e aceitou participar do transporte.
Ele não se limitou a emprestar o veículo. O aposentado acompanhou o vizinho em um deslocamento de aproximadamente 20 minutos para buscar três jardas cúbicas de terra, que foram colocadas na caçamba e levadas até a casa da família.
Depois do serviço, o marido de Kris abasteceu a caminhonete, verificou os pneus e limpou a caçamba antes de devolvê-la. Como outra forma de agradecimento, Kris convidou Gary a permanecer na casa para jantar com o casal e as crianças.
Do jantar aos feriados em família
O jantar criou uma convivência que não havia se formado durante mais de uma década de vizinhança. As crianças conversaram com Gary, o cachorro da família circulou pelo ambiente e o aposentado permaneceu à mesa com todos.
Durante aquela conversa, Gary contou ao marido de Kris que atravessava uma fase em que pretendia estar mais aberto às oportunidades que aparecessem. O contato iniciado pela necessidade de transportar terra passou, a partir dali, a incluir novos encontros.
Ao conhecer melhor o vizinho, a família descobriu que os parentes dele viviam em Boston e que Gary passaria sozinho alguns dos principais feriados americanos. Kris e o marido começaram então a incluí-lo nas comemorações realizadas em casa.
Gary participou do jantar de Thanksgiving e também das celebrações de Natal. O convite chegou à manhã de Natal, quando os Valdez prepararam para ele uma meia com chocolates, café, balas de menta e outros pequenos presentes.
Logo surgiu outra ocasião para reunir todos. A família descobriu que o aniversário de Gary ocorre apenas três dias depois do Natal, e Kris preparou um bolo com uma das filhas, que tinha 6 anos na época, para comemorar a data.
A presença do vizinho deixou de depender apenas de feriados e aniversários. Com a convivência mais frequente, Kris passou a descrevê-lo como uma figura de avô para os três filhos, apesar de não existir parentesco entre eles.
Cada criança desenvolveu uma maneira própria de interagir com Gary. O filho mais novo passou a jogar bola com ele, enquanto uma das meninas gostava de mostrar seus movimentos de ginástica e incluí-lo nas brincadeiras.
O filho mais velho também ajudava a lembrar a família de chamar o vizinho para os passeios noturnos. Maple, o cachorro da casa, acostumou-se às visitas e passou a receber Gary com entusiasmo quando ele aparecia.
Convivência passou a incluir tarefas do cotidiano
O vínculo continuou fora das datas comemorativas. Em outro relato publicado no Ahwatukee City Lifestyle, também assinado por Kris Ann Valdez, ela descreveu Gary participando de atividades domésticas e acompanhando as crianças em diferentes situações.
Em uma delas, o aposentado ficou com o filho pequeno enquanto Kris trabalhava. Em outra, ajudou uma das crianças a preencher cartões de Dia dos Namorados, somando essas atividades às caminhadas e aos momentos de lazer compartilhados entre as duas casas.
A ajuda também ocorre no sentido contrário. Kris relatou que o marido corta a grama de Gary, enquanto o vizinho compartilha conhecimentos com a família e participa de tarefas ao lado das crianças.
Em uma dessas ocasiões, Gary ensinou aos Valdez uma maneira de fazer fogueira que havia aprendido nos escoteiros. O episódio se juntou às brincadeiras, caminhadas e refeições que passaram a fazer parte da convivência entre eles.
A mudança começou com uma necessidade concreta: transportar terra que não caberia no carro da família. Depois que a caminhonete foi devolvida abastecida e limpa, os convites continuaram sem depender de novos favores ou serviços.
A relação também passou a ocupar espaço na vida de Gary longe da casa dos Valdez. Quando viajou para visitar os próprios parentes em Boston, o aposentado pediu uma fotografia da família vizinha para levar consigo e mostrar a eles.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

