4 min de leitura
Pai solteiro descobre que cinco irmãos pequenos estavam sendo criados separados e lutou para conseguir adotar todos
Escrito por Ruth Rodrigues
Publicado em 09/09/2026 às 22:09
Atualizado em 09/09/2026 às 22:10
Curiosidades
Canal
2 pessoas reagiram a isso.
Prefira o CPG no Google
Um pai solteiro que acolheu mais de 30 crianças decidiu adotar cinco irmãos que viviam separados e passou a ter 12 filhos, entre biológicos e adotivos.
Cinco irmãos pequenos passaram mais de um ano e meio separados, vivendo em quatro lares diferentes e em quatro cidades, até que Lamont Thomas decidiu reorganizar a própria vida para reuni-los. O pai solteiro, morador de Buffalo, em Nova York, já havia acolhido dezenas de crianças ao longo de cerca de duas décadas e acreditava que essa fase tinha terminado. Diante da situação do grupo, porém, voltou ao sistema de acolhimento com um objetivo específico: mantê-los juntos.
A adoção foi oficializada em 17 de outubro no tribunal da juíza Lisa Rodwin. Michaela, de 1 ano, Major, de 2, Nakia, de 3, Jamel, de 4, e Zendaya, de 5, passaram definitivamente a fazer parte da família. Com a decisão, Thomas tornou-se pai de 12 filhos, sendo dez adotivos e dois biológicos.
Irmãos haviam sido separados antes de chegar à casa de Lamont
Thomas já conhecia uma parte da história daquela família antes de receber as cinco crianças. Ele contou que havia acolhido anteriormente o pai biológico dos irmãos e, anos depois, soube que os pequenos precisavam de um lar.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Energia Nuclear
Os irmãos Joesley e Wesley Batista entraram na Nuclep de Itaguaí na mesma semana em que a estatal entregou estacas torpedo à Petrobras, e foram ver de perto os projetos do programa nuclear que decide o futuro de Angra 3
Os irmãos Joesley e Wesley Batista entraram no galpão da Nuclep em Itaguaí na mesma semana em que a estatal entregou estacas torpedo para a Petrobras, e passaram a tarde…
Paulo Nogueira
0
Segundo seu relato ao programa Good Morning America, as crianças foram encaminhadas ao sistema de acolhimento por uma situação que ele acreditava estar relacionada à negligência. O problema se agravou quando os irmãos acabaram distribuídos entre diferentes residências.
Foi essa separação que levou Thomas a voltar a atuar como pai adotivo. Ele se recertificou e solicitou a guarda das crianças já com a intenção de concluir posteriormente a adoção. Depois de dois anos vivendo com os cinco, chegou o momento de transformar juridicamente aquela convivência em vínculo permanente.
Pai já tinha acolhido mais de 30 crianças desde 2000
A decisão não representou a primeira experiência de Lamont com o sistema de acolhimento. Desde 2000, ele recebeu mais de 30 crianças em sua casa. Tudo começou quando tentou ajudar amigos que haviam perdido um filho para o sistema. A experiência levou Thomas a buscar a certificação necessária para se tornar oficialmente pai adotivo.
Ao longo dos anos, algumas crianças retornaram às famílias de origem e outras permaneceram sob seus cuidados até alcançarem a idade adulta. Em diferentes momentos, porém, o acolhimento evoluiu para adoções definitivas. Uma dessas histórias foi a de Michael, hoje adulto. Ele contou que a casa de Lamont foi seu terceiro lar adotivo, mas acabou se tornando o endereço em que permaneceu.
Antes dos cinco irmãos mais novos chegarem, Thomas já havia construído uma família numerosa. Em 2007, adotou os gêmeos Germayne e Tremayne e também Jamie. Posteriormente, German passou a integrar a família, seguido por Michael, a primeira criança que Lamont havia acolhido no início de sua trajetória.
Esses filhos se juntaram aos dois biológicos, Anthony e LaMonica. Com o passar dos anos, os mais velhos cresceram, deixaram a casa e alguns começaram a formar suas próprias famílias. Thomas imaginou que não voltaria a cuidar novamente de crianças pequenas em tempo integral. A situação dos cinco irmãos mudou esse planejamento.
Manter as crianças juntas virou prioridade
Ao explicar por que decidiu assumir novamente uma rotina intensa de criação, Thomas destacou um ponto específico: os cinco mereciam crescer como irmãos. Para ele, evitar uma nova separação justificava começar outra vez uma etapa que acreditava já ter encerrado.
A convivência também trouxe mudanças para a casa. Thomas descreveu as crianças como carinhosas e afirmou que elas trouxeram uma nova energia ao cotidiano familiar.
LaMonica, uma de suas filhas biológicas, também acompanhou a transformação. Aos 27 anos, ela recordou positivamente a experiência de crescer em uma residência que recebia constantemente novas crianças e disse ter criado forte ligação com os cinco irmãos mais novos.
A nova adoção chamou atenção até de quem já conhecia de perto a disposição de Thomas para acolher crianças. Michael afirmou ter ficado surpreso ao ver o pai retomar uma rotina que inclui novamente crianças de apenas 1, 2, 3, 4 e 5 anos. Para ele, entretanto, cuidar de jovens em situação de acolhimento sempre foi uma vocação de Lamont.
A relação entre os dois também ajuda a mostrar o impacto de decisões tomadas décadas antes. Michael credita ao pai adotivo uma mudança determinante em sua própria trajetória e afirma que não seria a mesma pessoa sem a entrada de Thomas em sua vida.
No tribunal, ao oficializar a adoção dos cinco mais novos, Lamont contou que precisou se esforçar para conter as lágrimas.
Depois de mais de 30 acolhimentos e várias adoções ao longo de duas décadas, sua casa voltou a receber crianças pequenas. Desta vez, a escolha teve um propósito muito definido: impedir que cinco irmãos continuassem crescendo separados e oferecer a eles a chance de permanecer juntos dentro de uma mesma família.
Fonte
ABC News
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Ruth Rodrigues.

