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Brasil reúne cerca de 700 militares brasileiros e 38 estrangeiros de cinco países em Foz do Iguaçu para exercício de guerra e paz com drones, explosivos, evacuação aeromédica, ajuda humanitária e descontaminação química em cenário fictício de conflito e crise humanitária
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 11/09/2026 às 13:49
Atualizado em 11/09/2026 às 13:50
Forças Armadas
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Coordenado pelo Ministério da Defesa, o Exercício Felino 2026 ocorreu entre 10 e 21 de agosto, na região de Foz do Iguaçu, no Paraná. A Marinha, o Exército e a Força Aérea treinaram ao lado de militares de cinco países da CPLP, simulando operações de paz no país fictício Carana
Militares do Brasil e de países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) passaram duas semanas na região de Foz do Iguaçu, no Paraná, treinando como agiriam dentro de um país em guerra civil. O Exercício Conjunto-Combinado Felino 2026, na fase chamada Forças no Terreno, aconteceu entre 10 e 21 de agosto e foi coordenado pelo Ministério da Defesa. O objetivo declarado foi aprimorar a interoperabilidade e a capacidade de atuação conjunta e combinada em um cenário de operações de paz.
As informações foram publicadas pelo Exército Brasileiro em seu site oficial, na editoria de Diplomacia Militar, em 8 de setembro de 2026. Segundo a publicação, o treinamento reuniu as três Forças Armadas brasileiras e militares de cinco outros países de língua portuguesa.
Cerca de 700 militares brasileiros e 38 estrangeiros participaram do treinamento
imagem: Exército Brasileiro
O Exercício Felino 2026 reuniu cerca de 700 militares brasileiros e 38 estrangeiros, conforme o balanço divulgado pelo Exército Brasileiro.
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Os participantes compartilharam conhecimentos, ajustaram procedimentos e atuaram de forma integrada diante de situações que exigiram planejamento e coordenação entre diferentes Forças e países.
Atividade durou duas semanas, entre 10 e 21 de agosto
O calendário do exercício foi de 10 a 21 de agosto, totalizando duas semanas de atividades na região de Foz do Iguaçu.
Ao longo desse período, o treinamento combinou trabalho de gabinete e ações práticas no terreno, com a sequência de situações simuladas se desenrolando sobre um mesmo cenário.
Marinha, Exército e Força Aérea treinaram ao lado de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste
imagem: Exército Brasileiro
A parte brasileira contou com a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira.
Do lado estrangeiro, participaram militares de Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste, os cinco países que se somaram ao Brasil no campo de treinamento paranaense.
Exercício foi ‘conjunto’ e ‘combinado’ ao mesmo tempo
imagem: Exército Brasileiro
A classificação do Felino 2026 usa dois termos militares que se somam. A atividade foi conjunta porque envolveu mais de uma Força Armada, e combinada porque reuniu diferentes nações.
Essa dupla condição é justamente o que se pretendia testar: fazer marinheiros, soldados e aviadores de seis países trabalharem sob uma mesma estrutura de comando.
Cenário fictício criou o país Carana, com conflito armado e crise humanitária
imagem: Exército Brasileiro
O roteiro do exercício teve como referência um país fictício chamado Carana, descrito como marcado por conflito armado, instabilidade e crise humanitária.
Dentro dessa ambientação, os militares enfrentaram situações semelhantes às encontradas em operações de paz reais, sem que houvesse qualquer país verdadeiro envolvido no enredo.
Participantes formaram uma Força-Tarefa Conjunta-Combinada
imagem: Exército Brasileiro
Para atuar em Carana, os militares dos seis países foram reunidos em uma Força-Tarefa Conjunta-Combinada, estrutura que agrupa efetivos de diferentes Forças e nacionalidades sob coordenação única.
As atividades envolveram tanto o planejamento de Estado-Maior, feito na etapa de decisão, quanto a execução das ações no terreno.
Ajuda humanitária, campos de deslocados e escolta de comboio entraram no roteiro
Entre as situações simuladas estiveram a desobstrução de vias, a distribuição de ajuda humanitária e a proteção de campos de deslocados, três tarefas típicas de ambientes em crise.
A escolta de comboio também fez parte do treinamento, exigindo coordenação entre as equipes que se deslocavam pelo terreno.
Detecção e neutralização de artefatos explosivos foi uma das tarefas simuladas
O exercício incluiu a detecção e a neutralização de artefatos explosivos, procedimento que costuma aparecer em áreas onde houve conflito armado.
Essa etapa integrou o mesmo conjunto de ações no terreno realizadas pela Força-Tarefa durante as duas semanas.
Descontaminação química de ambientes e evacuação aeromédica também foram treinadas
A descontaminação química de ambientes entrou na lista de atividades práticas do Felino 2026, ao lado da evacuação aeromédica.
São dois procedimentos que exigem equipes especializadas e resposta rápida, e que no exercício foram executados dentro do cenário de crise humanitária montado em Carana.
Defesa contra drones fechou o pacote de simulações
imagem: Exército Brasileiro
A defesa contra sistemas aéreos remotamente pilotados, os drones, foi outra das situações simuladas durante o exercício em Foz do Iguaçu.
O treinamento buscou exercitar a coordenação multinacional, contribuindo para o aperfeiçoamento dos processos decisórios e para o incremento do preparo operacional dos militares participantes, segundo a publicação do Exército Brasileiro.
Exercício Felino é realizado desde 2000 entre países da CPLP
O Exercício Felino acontece desde 2000 e promove o treinamento conjunto-combinado das Forças Armadas dos países da CPLP.
De acordo com o Exército Brasileiro, a atividade favorece o intercâmbio de conhecimentos, o desenvolvimento de procedimentos comuns e o fortalecimento da confiança mútua entre os participantes.
Edição de 2026 deu sequência ao planejamento feito na Guiné Equatorial
A edição realizada no Brasil deu prosseguimento ao planejamento desenvolvido no ano anterior, durante o Exercício Felino na modalidade Exercício na Carta, realizado na Guiné Equatorial.
O ciclo avançou, assim, da etapa de planejamento para a execução das ações no terreno, em Foz do Iguaçu.
Bandeira da CPLP passou do Brasil para Timor-Leste no encerramento
A cerimônia de encerramento marcou a passagem da bandeira da CPLP do Brasil para Timor-Leste, gesto que simboliza a transição para o próximo ciclo do exercício.
A solenidade integrou ainda as comemorações pelos 30 anos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
Timor-Leste assume o próximo ciclo e cooperação em Defesa segue
Com a entrega da bandeira, o Timor-Leste passa a conduzir a etapa seguinte do Exercício Felino, dando continuidade ao rodízio entre os países da comunidade.
Para o Exército Brasileiro, a continuidade do Exercício Felino e o treinamento realizado no Brasil reforçam a cooperação em Defesa entre os países da CPLP e contribuem para o adestramento e a prontidão operacional dos militares, ampliando a capacidade de atuação conjunta-combinada em ambientes multinacionais.
Na sua opinião, o Brasil deveria ampliar esse tipo de treinamento militar com os países de língua portuguesa, manter o formato atual de um exercício por ano, ou concentrar esforços apenas na defesa do próprio território? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

