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Macaé estuda criar fundo soberano que pode acumular R$ 20 bilhões com recursos dos royalties do petróleo
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 11/09/2026 às 16:36
Atualizado em 11/09/2026 às 16:40
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Município pretende reservar parte da arrecadação atual, investir os recursos e utilizar os rendimentos para reduzir a dependência econômica do petróleo nas próximas décadas
Macaé, uma das principais cidades brasileiras ligadas à indústria de petróleo e gás, estuda destinar parte dos royalties recebidos atualmente para a criação de um fundo soberano municipal.
A proposta busca transformar receitas provenientes de uma riqueza finita em patrimônio financeiro para sustentar investimentos públicos no futuro.
A iniciativa foi apresentada pelo prefeito Welberth Rezende durante entrevista ao Portalviu. O plano consiste em retirar gradualmente uma parcela dos royalties disponíveis no orçamento municipal e aplicar esse dinheiro, formando uma reserva financeira de longo prazo.
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Em vez de gastar toda a arrecadação no presente, o município passaria a acumular patrimônio e utilizar os rendimentos gerados pelos investimentos. O fundo funcionaria, segundo o prefeito, como uma espécie de poupança pertencente à cidade.
“Vou arrancar parte dos royalties que eu arrecado hoje para mandar para o fundo, criando uma espécie de poupança. O rendimento dele vai ajudar a cidade”, declarou Welberth.
Fundo poderia ultrapassar R$ 20 bilhões em 20 anos
As estimativas apresentadas pelo prefeito indicam que o fundo soberano poderá superar R$ 20 bilhões em patrimônio dentro de aproximadamente duas décadas. Caso essa projeção se concretize, as aplicações poderiam gerar rendimentos anuais entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões.
“Estou estimando que, daqui a 20 anos, mais de R$ 20 bilhões de investimento. Isso vai me dar um rendimento de aproximadamente R$ 1,5 bilhão a R$ 2 bilhões, que é um valor considerável”, afirmou.
Os números são projeções mencionadas pelo prefeito e dependerão de diferentes fatores, como o valor reservado anualmente, a arrecadação futura dos royalties, o desempenho das aplicações e as regras estabelecidas para a gestão do patrimônio.
A proposta ainda precisará avançar no campo legislativo para definir quanto será destinado ao fundo, quais investimentos poderão ser realizados e em quais circunstâncias os recursos ou seus rendimentos poderão ser utilizados.
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Reserva busca preparar Macaé para o período pós-petróleo
A criação do fundo soberano está diretamente relacionada à dependência histórica de Macaé em relação à exploração de petróleo e gás. Embora os royalties representem uma importante fonte de receita, eles estão ligados a uma atividade sujeita a mudanças econômicas, produtivas e energéticas.
A estratégia seria converter parte dessa receita temporária em um patrimônio permanente. Dessa maneira, mesmo diante de uma eventual redução na produção de petróleo ou na arrecadação dos royalties, o município teria uma reserva capaz de contribuir para a manutenção dos investimentos e dos serviços públicos.
Outro ponto considerado essencial é a proteção do dinheiro contra retiradas indiscriminadas. Welberth reconheceu que o fundo dependerá de uma legislação rigorosa, com limites claros para impedir que administrações futuras utilizem o patrimônio sem planejamento.
As regras deverão estabelecer mecanismos de governança, fiscalização e controle do fundo. O objetivo é garantir que os recursos acumulados permaneçam protegidos e sejam utilizados de acordo com sua finalidade de longo prazo.
Se implantada e mantida pelas próximas administrações, a iniciativa poderá representar uma mudança na utilização dos royalties em Macaé: parte do dinheiro gerado pelo petróleo deixaria de financiar somente as despesas atuais e passaria a formar uma reserva para as próximas gerações.
Com informações de odia.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

