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China retoma compras de soja americana e fecha 272 mil toneladas da safra 2026/27, enquanto USDA confirma outras 206,5 mil toneladas para destinos não revelados; pacote de quase 480 mil toneladas aquece Chicago e aproxima chineses da meta de 25 milhões de toneladas até o fim do ano
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 11/09/2026 às 16:15
Atualizado em 11/09/2026 às 16:22
Agronegócio
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O anúncio do USDA saiu na quinta-feira (10) e somou 478,5 mil toneladas da temporada atual. Na Bolsa de Chicago, os futuros que já subiam ampliaram os ganhos, com alta de dois dígitos, e os contratos março e maio foram negociados a US$ 13,42 e US$ 13,47 por bushel, respectivamente
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou na quinta-feira (10) um novo pacote de vendas extras de soja da safra 2026/27, com 272 mil toneladas destinadas à China e mais 206,5 mil toneladas para destinos não revelados. Somados, os volumes chegam a 478,5 mil toneladas, todas referentes à temporada atual.
As informações foram publicadas pelo portal Notícias Agrícolas em 10 de setembro de 2026, em texto assinado por Carla Mendes. Segundo a publicação, o anúncio reforça o momento de apetite aquecido por parte dos compradores internacionais no mercado americano.
USDA confirmou 272 mil toneladas vendidas para a China
O maior lote do pacote divulgado tem a China como destino: 272 mil toneladas de soja, conforme os números reportados pelo USDA na manhã da quinta-feira.
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Paulo Nogueira
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A confirmação marca a volta dos chineses às compras no mercado americano.
Outras 206,5 mil toneladas foram para destinos não revelados
A segunda parte do anúncio corresponde a 206,5 mil toneladas vendidas para destinos não revelados.
Esse tipo de registro é comum nos relatórios diários do órgão americano e aparece quando o comprador final não é identificado no momento do negócio.
Pacote soma 478,5 mil toneladas, todas da safra 2026/27
A soma dos dois lotes chega a 478,5 mil toneladas de soja, e todo o volume se refere à atual temporada, a safra 2026/27.
Contratos março e maio subiram a US$ 13,42 e US$ 13,47 por bushel
Na Bolsa de Chicago, a notícia seguiu atuando como combustível imediato para sustentar os preços. Os futuros da oleaginosa, que já subiam, intensificavam os ganhos e registravam altas de dois dígitos nos principais contratos.
Com o movimento, os contratos março e maio foram a US$ 13,42 e US$ 13,47 por bushel, respectivamente.
Analistas apontam que ‘destino desconhecido’ costuma ser a própria China
Analistas de mercado lembram que compras classificadas como “destino desconhecido” costumam ser, em sua grande maioria, novas aquisições indiretas do próprio mercado chinês.
Se essa leitura se confirmar, a participação da China no pacote divulgado seria maior do que o número oficialmente registrado.
Demanda pela soja americana pesa também na precificação da brasileira
A demanda pela soja norte-americana neste momento não funciona apenas como catalisador para os ganhos na CBOT, segundo o Notícias Agrícolas.
O movimento é apontado como fator importante também para a precificação da soja brasileira.
Escoamento rápido da safra dos EUA reduz pressão sobre o Brasil
Quanto mais rápido os Estados Unidos escoarem a própria safra, menor será a pressão de oferta global no momento em que a colheita do Brasil entrar no mercado.
Esse cenário sustenta prêmios e favorece quem precisa travar custos de produção ou fechar vendas futuras, como já vem acontecendo.
Compras avançam rumo à meta de 25 milhões de toneladas até o fim do ano
Os volumes adquiridos estão dentro do previsto e avançam para que a China alcance o montante alinhado com os Estados Unidos, de 25 milhões de toneladas compradas da oleaginosa até o final deste ano.
Quase metade do volume alinhado já foi comprada
Com as compras fortes feitas nas últimas semanas, quase metade das 25 milhões de toneladas já foi adquirida pelos chineses.
O ritmo, portanto, coloca o cumprimento da meta em curso antes do encerramento do ano.
Visita de Xi Jinping a Washington está prevista para os próximos dias
Todo esse movimento também acontece diante da proximidade da visita do líder chinês, Xi Jinping, a Washington, prevista para os próximos dias, conforme apontou a publicação.
Tarifa adicional de 10% da China sobre produtos americanos segue em vigor
Apesar da presença efetiva da nação asiática no mercado norte-americano, a China ainda mantém uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos americanos, incluindo os agrícolas, resultado de uma guerra tarifária de retaliações no ano passado.
Caso a taxa venha a ser derrubada, a demanda do país pela soja dos Estados Unidos poderia ser ainda mais intensa, segundo os especialistas citados pelo Notícias Agrícolas.
Para você, a China deve mesmo chegar às 25 milhões de toneladas compradas até o fim do ano, ou a tarifa adicional de 10% vai segurar esse ritmo? Deixe sua opinião nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

