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Buraco de até 15 metros se abriu sob casa à beira-mar em Swansea Heads e revelou antigo poço de mina; outra cratera surgiu duas casas adiante no dia seguinte
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 12/09/2026 às 12:30
Atualizado em 12/09/2026 às 12:31
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Duas pessoas deixaram o imóvel sem ferimentos depois que parte da estrutura cedeu em Lambton Parade, na Austrália. A ocorrência foi associada a antigas atividades de mineração de carvão e exigiu preenchimento do vazio subterrâneo, reforço das fundações e inspeções em propriedades próximas.
Um vazio relacionado a antigas atividades de mineração pode permanecer escondido por décadas antes de provocar efeitos na superfície. Foi o que ocorreu em Swansea Heads, na região australiana de Lake Macquarie, onde o terreno cedeu sob uma residência e comprometeu parte da construção.
A ABC News informou que duas pessoas precisaram deixar o imóvel e não ficaram feridas. A estimativa inicial divulgada pela polícia de Nova Gales do Sul apontava uma abertura de aproximadamente 15 metros de largura e 10 metros de profundidade.
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Paulo Nogueira
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Quando as equipes de emergência chegaram a Lambton Parade, encontraram o canto frontal da residência parcialmente cedido. A ocorrência foi registrada em 27 de maio de 2014, e a investigação passou a considerar a presença de uma estrutura subterrânea ligada à mineração realizada décadas antes na região.
Antigo poço estava sob a propriedade
Os trabalhos relacionaram o colapso a um antigo poço de mina sob o imóvel. Registros mencionados na cobertura da ABC indicavam que a mineração naquele ponto havia sido abandonada por volta de 1953, aproximadamente seis décadas antes de o terreno perder sustentação.
As dimensões apresentadas ao longo da operação não descreviam necessariamente o mesmo ponto do vazio. A polícia estimou inicialmente a abertura em até 15 metros por 10 metros, enquanto a área subterrânea tratada diretamente sob a casa foi descrita posteriormente com cerca de 7 metros de largura e 6 metros de profundidade.
A prioridade das equipes era estabilizar o terreno antes de avaliar integralmente os danos da construção. Para isso, o espaço subterrâneo começou a ser preenchido com concreto, enquanto a residência recebia escoramento para reduzir o risco de novos movimentos próximos às fundações.
Durante uma das primeiras etapas da operação, cerca de 35 metros cúbicos de concreto já haviam sido bombeados para o vazio, incluindo material de cura rápida. O preenchimento criava condições para que engenheiros examinassem depois as partes da casa afetadas pelo deslocamento do solo.
A intervenção não se limitava ao reparo da porção visível da residência. Antes de reconstruir o trecho danificado, era necessário tratar o espaço deixado pelo colapso abaixo da superfície e assegurar uma base estável para as fundações que seriam recuperadas.
Segunda abertura ampliou as inspeções
Na manhã seguinte ao primeiro colapso, outra abertura surgiu no jardim frontal de uma propriedade situada duas casas adiante. O segundo buraco media aproximadamente 2 metros de largura e 1 metro de profundidade, o que levou as equipes a verificar também as condições das propriedades vizinhas.
Concreto foi usado no preenchimento dos vazios identificados durante a operação. A proximidade das duas ocorrências levou técnicos a acompanhar a estabilidade do terreno ao redor das residências, enquanto os moradores aguardavam as avaliações e as medidas necessárias para reduzir o risco imediato.
Outro ponto considerado era a localização de Lambton Parade fora do distrito de subsidência de Swansea North Entrance, área formalmente delimitada com base nos registros disponíveis sobre antigas operações de mineração. A ABC informou, porém, que os proprietários afetados receberiam cobertura pelos mecanismos de compensação existentes na época.
O risco de uma sequência de colapsos também foi discutido. À ABC, o professor de engenharia Stephen Fityus, da Universidade de Newcastle, explicou que minas de carvão são formadas principalmente por estruturas horizontais e que a existência de um poço não significava, isoladamente, que dezenas de pontos semelhantes estivessem prestes a ceder.
Essa avaliação não eliminava a necessidade de inspeções na rua, mas delimitava o que podia ser concluído a partir daquela descoberta. A identificação de uma estrutura vertical sob uma propriedade exigia investigação do entorno, sem permitir presumir que toda a área estivesse diante do mesmo problema imediato.
Recuperação exigiu novas fundações
Nas semanas seguintes, a operação passou da estabilização emergencial para a recuperação da residência. Em acompanhamento publicado pela ABC News, o volume aplicado no vazio já chegava a aproximadamente 60 metros cúbicos de cimento, e novas fundações estavam sendo instaladas na região do antigo poço.
A parte danificada da casa começou a ser reconstruída depois desses trabalhos. Na mesma reportagem, o deputado estadual Garry Edwards informou que as atividades de mineração naquele setor haviam terminado entre 1947 e 1953 e avaliou como muito improvável a repetição de um episódio semelhante em Swansea Heads.
Os reparos mostraram que o atendimento não terminava com o simples preenchimento da abertura visível no terreno. A recuperação dependia de estabilizar o espaço subterrâneo, reforçar a sustentação da construção e somente então reparar as partes do imóvel afetadas pelo movimento do solo.
O episódio também atingiu propriedades próximas à primeira residência, o que explica a ampliação das inspeções e das intervenções ao longo de Lambton Parade. A resposta técnica combinou preenchimento dos vazios, reforço das fundações e reparos estruturais antes da retomada das condições normais dos imóveis afetados.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

