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Carioca sem as duas pernas dirigia carro de aplicativo com cabo de vassoura nos pedais, foi parado sem CNH e um ano depois conquistou habilitação após aulas em veículo adaptado
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 12/09/2026 às 17:51
Atualizado em 12/09/2026 às 17:52
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João Marcelo Drummond transformou uma situação irregular e arriscada em um processo de habilitação formal, com aulas gratuitas, carro adaptado e aprovação no exame prático, mostrando como a tecnologia assistiva pode substituir improvisações perigosas e ampliar a mobilidade de pessoas com deficiência.
A cena chamou atenção durante uma fiscalização no Rio de Janeiro. João Marcelo Drummond, que não tem as duas pernas, dirigia um carro de aplicativo sem CNH e usava um cabo de vassoura para alcançar os pedais de acelerador e freio.
A abordagem ocorreu em fevereiro de 2024. João foi multado e levado à delegacia. O caso, porém, ganhou um novo rumo meses depois, quando ele entrou em um programa voltado à formação de pessoas com deficiência que precisam dirigir veículos adaptados.
A história foi divulgada pelo Detran.RJ, órgão estadual responsável pelo trânsito no Rio, que registrou a passagem de João da condução irregular para um processo formal de habilitação com treinamento em veículo preparado para sua condição.
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Cabo de vassoura era usado para acelerar e frear o carro de aplicativo
João foi encontrado ao volante de um carro de aplicativo durante uma fiscalização de trânsito. Sem as duas pernas, ele havia improvisado um cabo de vassoura para acionar os pedais, solução que permitia controlar acelerador e freio, mas não era uma adaptação regular do veículo.
Além da improvisação, havia outro problema decisivo: ele dirigia sem habilitação. A fiscalização terminou com multa e condução à delegacia.
O próprio João revelou posteriormente que conduzia o veículo porque precisava trabalhar para sustentar a família. Ele é casado, pai de três filhos e morador de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Programa Cidadania Sobre Rodas abriu caminho para a CNH
Meses após a abordagem, João foi inscrito no Cidadania Sobre Rodas, programa da Escola Pública de Trânsito destinado a pessoas com deficiência que precisam utilizar carro adaptado para aprender a dirigir.
A iniciativa oferece aulas gratuitas e disponibiliza veículos preparados para os participantes. No caso de João, as aulas práticas foram realizadas em um carro especialmente adaptado às necessidades dele.
Na prática, a mudança eliminou a necessidade do cabo de vassoura durante o aprendizado. João passou a realizar as aulas com um veículo apropriado para sua condição física e avançou pelas etapas necessárias para obter a CNH.
Carro adaptado substituiu a improvisação usada nos pedais
O contraste entre os dois momentos resume a transformação da história. Em 2024, João recorria a um objeto doméstico para controlar acelerador e freio. Durante a formação, passou a treinar em um veículo preparado especificamente para suas necessidades.
O Detran.RJ, órgão estadual responsável pelo trânsito no Rio, registrou que João concluiu o processo no início de abril de 2025 e utilizou nas aulas práticas um carro especialmente adaptado para ele.
A diferença é central para entender o caso. O problema não era apenas conseguir movimentar um automóvel, mas fazer isso com os recursos adequados e cumprir o processo exigido para dirigir legalmente.
Aprovação no exame prático veio antes da entrega da carteira
João foi aprovado no exame prático de direção na semana anterior à entrega do documento. Depois dos meses de preparação, ele conseguiu concluir as etapas necessárias para obter a carteira de motorista.
A CNH foi entregue em 7 de abril de 2025, durante uma edição do Dia D da pessoa com deficiência, no Rio de Janeiro. A data marcou a passagem de uma condução irregular para uma situação formalizada após treinamento e aprovação no exame.
Ao falar sobre a experiência, João contou como encarou o processo: “Estava muito receoso, mas percebi que não é um bicho de sete cabeças. Basta ter força de vontade e trabalhar a parte mental.”
Com a CNH em mãos, João pretende adaptar o próprio carro
Depois de receber a habilitação, João afirmou que pretende procurar empresas especializadas para adaptar o próprio veículo. A intenção é utilizar o carro para fazer entrega de mercadorias, agora com habilitação e dentro das regras de trânsito.
A conquista não apaga o risco da situação encontrada na fiscalização de 2024. Ela mostra outro caminho possível para alguém que precisava dirigir e recorria a uma improvisação perigosa: acesso à formação, veículo adequado e conclusão do processo legal.
O caso começou com uma imagem difícil de ignorar: um motorista sem as duas pernas e sem CNH tentando controlar acelerador e freio com um cabo de vassoura. Em 7 de abril de 2025, João já havia feito aulas em carro adaptado, passado pelo exame prático e recebido sua carteira.
Você conhecia esse tipo de formação para pessoas com deficiência que precisam de carros adaptados? Conte nos comentários o que mais chamou sua atenção nessa história e compartilhe a publicação.
Tags
processo de habilitação formalveículo adaptado
Fonte
Detran.RJ
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

