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Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para Lito Sousa após diagnóstico de doença rara e agressiva, e influenciador pode se tornar o primeiro paciente a receber o ALN-6457 nesse contexto, mesmo sem estudos clínicos iniciados em humanos para doenças priônicas
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 12/09/2026 às 19:30
Atualizado em 12/09/2026 às 19:47
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A autorização saiu na sexta-feira, 4, e foi comemorada no dia seguinte por Mila Seidl. O ALN-6457, da Regeneron Pharmaceuticals, chegou por programa de uso compassivo e deve desembarcar no Brasil entre sete e nove dias. O tratamento deve ficar a cargo do Einstein Hospital Israelita, que acompanha o paciente
A Anvisa autorizou a importação de um medicamento experimental para o influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob. O remédio é o ALN-6457, ainda em fase pré-clínica, e Lito deverá ser o primeiro paciente a recebê-lo nesse contexto.
As informações foram publicadas pelo portal Só Notícia Boa em 6 de setembro de 2026, em texto assinado por Rinaldo de Oliveira, com dados também divulgados pela Agência Brasil.
Autorização saiu na sexta-feira, 4, após semanas de espera
A liberação da importação foi concedida pela Anvisa na sexta-feira, dia 4, depois de semanas de espera da família.
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‘O impossível está virando realidade’, comemorou Mila Seidl
No sábado, dia 5, Mila Seidl usou as redes sociais para celebrar a decisão: “O impossível está virando realidade!”
Também foi publicado no Instagram um agradecimento a quem colaborou com o processo: “Obrigada a todo mundo que ajudou”.
ALN-6457 é desenvolvido pela Regeneron Pharmaceuticals
O medicamento autorizado é o ALN-6457, desenvolvido pela farmacêutica Regeneron Pharmaceuticals.
Substância está em fase pré-clínica
O que torna o caso incomum é o estágio da pesquisa. A substância ainda está na fase pré-clínica.
Não há estudos clínicos formalmente iniciados em seres humanos para doenças priônicas.
Lito deve ser o primeiro paciente a receber o medicamento nesse contexto
Diante desse cenário, Lito Sousa deverá ser o primeiro paciente a receber o ALN-6457 nessas condições.
Acesso veio por programa de uso compassivo
O acesso ao medicamento foi obtido por meio de um programa de uso compassivo da empresa responsável pela substância.
Esse tipo de autorização existe para pacientes com doenças graves ou potencialmente fatais que não dispõem de alternativas terapêuticas satisfatórias.
Uso compassivo não significa medicamento aprovado
O uso compassivo permite o acesso a uma substância ainda experimental, mas não significa que o medicamento esteja aprovado.
Também não quer dizer que já existam comprovações de segurança e eficácia para o tratamento da doença.
Einstein apresentou o pedido de importação
O pedido de importação foi apresentado pelo Einstein Hospital Israelita depois que Lito foi aceito no programa da farmacêutica.
Anvisa autorizou importação individual em caráter excepcional
Como o medicamento não possui registro comercial nem representante responsável no Brasil, a Anvisa autorizou a importação individual em caráter excepcional.
A agência levou em conta ainda a evolução rápida, letal e irreversível da doença de Creutzfeldt-Jakob.
Medicamento deve chegar ao Brasil entre sete e nove dias
A expectativa da família é que o remédio chegue ao país entre sete e nove dias após a autorização.
Segundo a Agência Brasil, o tratamento deverá ser administrado pelo Einstein Hospital Israelita, que acompanha o paciente.
‘Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito’, diz Mila
No sábado, Mila voltou às redes sociais para esclarecer como a autorização foi obtida, afirmando que não houve privilégio nem regra criada especialmente para o marido.
Nas palavras dela: “Não é algo que foi feito excepcionalmente para o Lito”. Segundo Mila, pacientes em situação semelhante também podem solicitar acesso compassivo, cabendo à Anvisa analisar cada caso.
Processo envolveu hospital, Anvisa, Ministério da Saúde e FDA
Mila contou que reuniu documentos da farmacêutica, exames e informações médicas para apresentar às autoridades.
O processo envolveu o hospital, a Anvisa, o Ministério da Saúde e também contatos com a FDA, agência reguladora dos Estados Unidos.
Tecnologia de RNAi busca reduzir a proteína priônica
O ALN-6457 usa uma tecnologia de interferência de RNA, conhecida como RNAi. A estratégia é reduzir a produção da proteína priônica no organismo.
Nas doenças priônicas, uma forma anormal dessa proteína desencadeia um processo que compromete progressivamente o cérebro. Os resultados disponíveis até agora, porém, são pré-clínicos: pesquisas com abordagens semelhantes conseguiram reduzir a proteína priônica e retardar a progressão da doença em modelos animais, o que não permite prever qual será o efeito em Lito.
Doença não tem tratamento capaz de reverter a progressão
A doença de Creutzfeldt-Jakob é rara, avança rapidamente e ainda não possui tratamento capaz de interromper ou reverter definitivamente a progressão.
Por isso, a chegada do ALN-6457 será acompanhada de perto pela equipe médica e também por pesquisadores que estudam doenças causadas por príons.
Na sua opinião, a Anvisa deveria facilitar mais o acesso a medicamentos experimentais por uso compassivo em casos de doenças graves e sem alternativa, ou a falta de estudos em humanos exige cautela maior? Deixe sua opinião nos comentários.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

