5 min de leitura
Aos 11 anos, Orion Jean vê famílias perderem acesso a itens básicos durante a pandemia, usa o prêmio de um concurso para iniciar uma campanha e, com uma rede de apoio, consegue distribuir 100 mil refeições a famílias e 500 mil livros a crianças sem exemplares em casa
Escrito por Carla Teles
Publicado em 12/09/2026 às 19:18
Atualizado em 12/09/2026 às 19:43
Curiosidades
Canal
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Morador de Fort Worth, no Texas, Orion Jean criou a Race to Kindness durante a pandemia após ver famílias perdendo acesso a necessidades básicas; a mobilização cresceu com a ajuda dos pais, de empresas, organizações comunitárias e pessoas que ele sequer conhecia.
Orion Jean, um menino de 11 anos de Fort Worth, no Texas, foi escolhido pela TIME como Criança do Ano de 2021 depois de transformar o prêmio conquistado em um concurso de discurso no ponto de partida da Race to Kindness, iniciativa criada durante a pandemia para mobilizar ações solidárias.
Com a participação dos pais, de organizações comunitárias, empresas e pessoas que ele nunca havia encontrado, a campanha reuniu e distribuiu 100 mil refeições a famílias em situação de insegurança alimentar e depois ajudou a levar 500 mil livros a crianças. Os números foram apresentados pela TIME em perfil publicado em fevereiro de 2022.
Um concurso de discurso deu a Orion o primeiro recurso para agir
A origem da campanha de gentileza não foi uma grande organização pronta ou uma doação milionária. Segundo Orion contou à TIME, ele acompanhava as notícias em casa com os pais quando a pandemia começou e passou a ver relatos de pessoas perdendo emprego, comida, moradia e outras necessidades básicas.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Recomendado para você
Logística e Transporte
Passageiro que usa o Aeroporto de Brasília entra no horizonte de R$ 1,2 bilhão em obras, com novo terminal internacional, edifício-garagem e 10 aeroportos regionais na concessão
Passageiros de Brasília entram no horizonte de uma concessão repactuada com R$ 1,2 bilhão em obras, novo terminal internacional, edifício-garagem e a inclusão de dez aeroportos regionais.
O edital publicado para…
Paulo Nogueira
0
A oportunidade concreta apareceu quando um professor sugeriu que ele participasse de um concurso de discurso. Orion decidiu que, caso recebesse o prêmio em dinheiro, usaria o valor para iniciar uma iniciativa capaz de envolver outras pessoas. Foi desse ponto que nasceu a Race to Kindness, nome dado à mobilização que ele descreveu como um chamado para que a comunidade saísse da observação e participasse de ações práticas.
A proposta não se limitava a uma campanha isolada. A ideia era fazer com que pessoas encontrassem uma necessidade ao redor e buscassem uma forma de ajudar, reunindo doadores, voluntários, empresas e entidades locais em torno de metas específicas.
A primeira mobilização chegou a 100 mil refeições
A primeira grande meta da Race to Kindness foi enfrentar a insegurança alimentar que atingia famílias durante a pandemia. Com apoio da comunidade, Orion e os parceiros da campanha montaram e distribuíram 100 mil refeições a famílias que precisavam de ajuda.
A TIME registrou que as refeições foram reunidas e distribuídas no outono de 2020. O resultado trouxe escala à iniciativa: o prêmio de um concurso de discurso se tornou o primeiro passo de uma rede que alcançou famílias em diferentes partes dos Estados Unidos.
O número não representa uma ação feita individualmente pelo menino de 11 anos. O próprio Orion enfatizou que a mobilização dependeu de uma equipe formada por sua família, empresas doadoras, organizações parceiras e desconhecidos que decidiram contribuir. Essa estrutura permitiu que a campanha transformasse doações separadas em um volume coletivo de alimentos.
Depois dos alimentos, a nova meta chegou a 500 mil livros
Após a campanha das refeições, Orion voltou sua atenção ao acesso à leitura. Leitor desde pequeno, ele decidiu que a próxima etapa precisava alcançar ainda mais pessoas e passou a buscar a doação de livros para crianças que não tinham títulos em casa.
A meta chegou a 500 mil livros. Em entrevista à TIME, Orion relacionou a alfabetização a possibilidades futuras, como o acesso a oportunidades de trabalho, mas também ao contato com novas histórias, culturas e realidades. Para ele, um livro pode oferecer tanto informação quanto uma forma de sair temporariamente da rotina.
A campanha também chamou atenção para os chamados desertos de livros, áreas em que crianças têm pouco ou nenhum acesso a obras de leitura. Em vez de apresentar a distribuição como uma solução definitiva para o problema, Orion afirmou que a intenção era reduzir esses vazios e levar livros a comunidades por meio de organizações que já atuavam nesses locais.
Em alguns momentos, ele acompanhou crianças escolhendo exemplares durante a distribuição. A pandemia, porém, limitou o contato direto com parte dos beneficiados, o que tornou necessária a atuação de parceiros comunitários para fazer os livros chegarem aos destinos.
Família, empresas e desconhecidos formaram a rede por trás dos números
Os dois números que marcaram a Race to Kindness, 100 mil refeições e 500 mil livros, foram resultado de uma rede de colaboração. Orion citou os pais e outros familiares, além de empresas, organizações comunitárias e doadores que ele nunca conheceu pessoalmente.
A participação de entidades locais era importante especialmente na distribuição dos livros. Elas ajudavam a identificar comunidades com menos acesso à leitura e a encaminhar os exemplares para crianças e famílias. Assim, a campanha não ficou restrita a uma arrecadação centralizada, mas funcionou por meio de parcerias capazes de alcançar diferentes regiões.
A mobilização também transformou o concurso de discurso em algo maior do que o valor inicial do prêmio. O recurso abriu a primeira porta, mas foram as contribuições posteriores e a atuação dos voluntários que permitiram ampliar as ações. A dimensão coletiva é central para entender como uma iniciativa criada por um menino de 11 anos atingiu metas de centenas de milhares de itens distribuídos.
A mobilização levou Orion à escolha de Criança do Ano pela TIME
A TIME escolheu Orion Jean como Criança do Ano de 2021 entre milhares de indicados. O perfil sobre ele foi publicado em fevereiro de 2022, com uma entrevista conduzida por Angelina Jolie, colaboradora da revista e enviada especial do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados.
Ao apresentar a escolha, a publicação destacou tanto a entrega de refeições quanto a campanha de livros. O reconhecimento, portanto, veio após uma sequência de ações com objetivos mensuráveis e voltadas a dois temas concretos: famílias em vulnerabilidade alimentar e crianças sem acesso regular à leitura.
A história de Orion mostra como uma oportunidade escolar serviu de ponto de partida para uma rede comunitária. Primeiro veio o prêmio de um concurso de discurso. Depois, a campanha de alimentos. Em seguida, a arrecadação de livros e as parcerias que deram escala às metas. O resultado foi uma mobilização que associou gentileza a ações verificáveis, com 100 mil refeições e 500 mil livros reunidos para quem precisava.
Você já participou de alguma campanha comunitária de alimentos, livros ou doações? Conte nos comentários qual foi a iniciativa e como ela mobilizou pessoas na sua cidade.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

