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Governo coloca R$ 176 milhões na mesa para derrubar ponte histórica de 1960 após inspeção revelar danos graves em concreto, metal e armaduras numa das principais entradas rodoviárias de São Luís
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/09/2026 às 18:46
Atualizado em 13/09/2026 às 18:47
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A intervenção atinge a estrutura no sentido de entrada na capital maranhense, hoje interditada, enquanto a ponte paralela continuará recebendo o tráfego. O contrato prevê demolição controlada, elaboração de projetos e construção de uma nova travessia, com entrega estimada para 2027.
As obras para substituir a estrutura original da Ponte Marcelino Machado, no Estreito dos Mosquitos, começaram na quinta-feira (10), na BR-135, uma das principais ligações rodoviárias de São Luís com o continente. O contrato emergencial firmado para a intervenção soma R$ 176,7 milhões.
O Ministério dos Transportes informou que a contratação foi concluída em conjunto com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A ordem de serviço havia sido emitida no dia 1º deste mês, quando o Extrato de Contrato nº 571/2026 também foi publicado no Diário Oficial da União.
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A intervenção atinge o lado esquerdo da travessia, no sentido de entrada na capital maranhense. Essa estrutura permanece interditada, enquanto a ponte paralela concentra o fluxo de veículos durante as etapas de demolição e reconstrução.
Inspeções levaram à reconstrução integral
A decisão de substituir totalmente a ponte foi tomada após inspeções identificarem problemas em diferentes componentes da estrutura. Entre os danos registrados estão deslocamento de bloco de concreto, corrosão da camisa metálica, fissuras acentuadas, exposição e oxidação das armaduras e perda de rigidez estrutural.
Com esse diagnóstico, a solução adotada passou a incluir a demolição integral da passagem existente, em vez de uma recuperação localizada. A retirada será controlada e gradual ao longo dos próximos meses, para que os trabalhos ocorram ao lado da estrutura que continuará em funcionamento.
A execução ficará a cargo do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, formado pela Construtora A. Gaspar S/A e pela Arteleste Construções Ltda. O contrato abrange estudos, desenvolvimento dos projetos e construção da nova ponte, além das etapas necessárias para substituir a estrutura interditada.
Tráfego seguirá pela ponte paralela
Enquanto a estrutura de entrada permanecer fechada, os veículos continuarão passando pelo lado direito da travessia. Antes do início da nova etapa, o DNIT realizou melhorias nesse trecho e recuperou juntas de dilatação, componentes que absorvem movimentos provocados por variações térmicas, circulação de veículos e outros esforços da operação.
O Ministério dos Transportes informou que a ponte mantida em operação não apresentava anormalidades e ficará sob monitoramento do DNIT durante 24 horas por dia. A programação divulgada pelo governo também prevê que não haverá operação de Pare e Siga por causa da reconstrução.
O lado direito continuará concentrando o tráfego durante a execução do contrato. A travessia integra o acesso rodoviário a São Luís e, segundo o ministério, também é usada no abastecimento da capital e no deslocamento em direção ao complexo portuário da região.
A condição da ponte interditada já vinha sendo acompanhada antes da contratação da nova obra. Em maio deste ano, o DNIT informou que realizava investigação complementar para mapear manifestações patológicas e avaliar a capacidade estrutural da passagem.
Naquele momento, o fluxo já havia sido desviado para o lado direito, classificado pela autarquia como estruturalmente satisfatório. A análise posterior da ponte antiga levou à definição pela demolição e reconstrução integral do trecho fechado.
Estrutura original foi construída em 1960
A Ponte Marcelino Machado é formada por duas estruturas construídas lado a lado sobre o Estreito dos Mosquitos. A passagem no sentido de entrada em São Luís, que será substituída, tem 459 metros, enquanto a ponte usada no sentido de saída possui 465 metros.
A estrutura interditada é a mais antiga do conjunto e foi construída em 1960. A outra ponte surgiu posteriormente, durante a ampliação do acesso rodoviário à ilha, e hoje recebe o tráfego desviado do trecho em obras.
O projeto original também foi concebido com parâmetros de carga diferentes dos adotados atualmente. O Ministério dos Transportes informou que a ponte de 1960 foi dimensionada para o chamado trem-tipo Classe 24, correspondente a um veículo-tipo de 24 toneladas.
Para novas pontes, o padrão normativo citado pelo governo considera 45 toneladas. Essa diferença, por si só, não é apresentada pelo ministério como causa dos danos encontrados, mas mostra que a estrutura original foi projetada sob exigências diferentes das aplicadas às novas obras.
A previsão oficial é que a nova ponte seja entregue em 2027, sem data específica anunciada para a conclusão. Até a entrega, a estrutura paralela continuará recebendo o tráfego e será monitorada pelo DNIT enquanto avançam a demolição controlada e a construção da nova passagem.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

