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Usina de 4 andares no Brasil foi engolida por represa e décadas depois permanece a até 25 metros de profundidade, com visibilidade de 15 metros e um detalhe que obriga visitantes a voltar várias vezes.
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 13/09/2026 às 18:45
Atualizado em 13/09/2026 às 18:46
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Guia oficial de turismo paulista descreve quatro pavimentos preservados sob a água, acesso por embarcação e mergulhos sucessivos para percorrer o conjunto. A antiga estrutura integra a paisagem submersa formada após o alagamento ligado à implantação de Jupiá.
A antiga Usina Hidrelétrica Eloy Chaves, em Itapura, no noroeste paulista, permanece submersa no reservatório de Jupiá e pode ser explorada por mergulhadores. A construção tem quatro andares, fica entre 20 e 25 metros de profundidade e, em condições favoráveis, oferece visibilidade de até 15 metros.
O ponto integra roteiros divulgados pela Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo. O guia oficial descreve áreas restritas, salas, salões, escadarias e o espaço onde funcionavam as antigas turbinas, preservados sob a água depois da transformação da paisagem local.
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A profundidade varia conforme o nível da represa, mas o material estadual indica uma faixa de 20 a 25 metros e visibilidade entre 6 e 15 metros. As condições, portanto, não são fixas e podem mudar de uma saída para outra.
Outro dado diferencia o local de um mergulho pontual: não é possível conhecer toda a estrutura em uma única descida. A Secretaria de Turismo informa que são necessários vários mergulhos para explorar o conjunto, sempre com acompanhamento de guia especializado.
O conjunto permanece como registro material de uma paisagem anterior ao enchimento do reservatório. O mergulho permite percorrer espaços de uma antiga instalação hidrelétrica que ficou submersa, mantendo diferentes ambientes reconhecíveis no fundo.
O acesso por embarcação também distingue a experiência de uma visita convencional em terra. A aproximação ao ponto depende do deslocamento pelo reservatório, e o próprio guia estadual vincula a atividade à verificação prévia das condições de navegação, fundeio e clima.
Como é o mergulho na usina submersa
A antiga usina não aparece apenas como uma massa de concreto no leito do reservatório. O roteiro estadual identifica uma construção de quatro andares e cita ambientes ainda reconhecíveis, entre eles escadarias, salas, salões e a área onde ficavam equipamentos ligados à geração de energia.
As embarcações usadas na atividade podem atracar na própria estrutura de concreto. A saída ocorre pela Praia Municipal de Itapura, e o guia recomenda verificar previamente as condições climáticas, de navegação e de fundeio antes do deslocamento até o ponto de mergulho.
Além da arquitetura submersa, a área reúne fauna aquática. O material estadual cita cascudo, porquinho, palmito, tucunaré, piranha, pacu, caranha e prata entre os peixes encontrados nas proximidades, em um ambiente onde vestígios da antiga usina dividem espaço com a vida do reservatório.
A faixa de profundidade ajuda a definir as condições da exploração. Embora o local seja apresentado oficialmente como ponto de visitação subaquática, o acesso aos diferentes ambientes depende do nível do reservatório, da visibilidade e da condução especializada durante a atividade.
Os quatro pavimentos também explicam por que a visita precisa ser feita em etapas. Em mergulhos diferentes, o visitante pode percorrer partes distintas do conjunto, em vez de tentar atravessar toda a estrutura em uma única descida.
Como a usina foi parar debaixo d’água
A submersão da Usina Eloy Chaves está ligada à implantação da Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias, mais conhecida como Jupiá. O guia de turismo paulista registra que a construção de Jupiá, em 1968, provocou o alagamento que deixou a antiga estrutura de Itapura sob as águas.
A transformação atingiu mais do que a usina. O histórico do IBGE sobre Itapura informa que o fechamento da barragem obrigou a transferência da cidade de seu local original para uma área mais elevada, alterando de forma permanente a ocupação do município.
As origens de Itapura remontam a 1858, quando surgiu, na confluência dos rios Paraná e Tietê, a Colônia Militar de Itapura, também chamada de Estabelecimento Naval de Itapura. O registro histórico do IBGE situa esse núcleo próximo aos antigos saltos de Itapura e Urubupungá, posteriormente submersos pela represa.
A posição junto aos dois grandes rios fazia parte da própria formação do município. Depois de mudanças administrativas ao longo do século 20, Itapura foi elevada à categoria de município em 1964, quatro anos antes do alagamento citado no roteiro estadual de mergulho.
A estrutura submersa não pertence a um naufrágio, mas a uma instalação hidrelétrica que fazia parte da paisagem anterior ao reservatório. Isso explica por que o mergulho reúne ambientes construídos, equipamentos antigos e espaços internos que permaneceram sob a água após a mudança territorial provocada por Jupiá.
O guia estadual identifica o acesso por embarcação e orienta que a atividade seja feita com acompanhamento especializado. Essas condições ganham peso porque o ponto combina profundidade de até 25 metros, visibilidade variável e uma construção extensa o bastante para exigir várias descidas.
Itapura integra a Região Turística Pantanal Paulista e está na área da foz do rio Tietê, onde ele encontra o Paraná. É nessa faixa marcada pelos dois rios e pelo reservatório de Jupiá que a antiga Eloy Chaves permanece acessível como ponto de mergulho.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

