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Motorista de aplicativo de 41 anos leva mãe com a filha passando mal a hospital em São Gonçalo, descobre que ela esqueceu a carteira, não cobra a corrida, ajuda a criança a entrar e ainda entrega R$ 10 para a passageira conseguir voltar para casa
Escrito por Carla Teles
Publicado em 15/09/2026 às 12:13
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Fabiano Lopes Manoel trabalhava como motorista de aplicativo nas horas vagas quando atendeu Andreia Pereira, que saiu às pressas com a filha doente e esqueceu a carteira. Ao perceber a situação, ele dispensou o pagamento, ajudou no hospital e entregou R$ 10 para que a mãe pudesse retornar para casa.
O motorista de aplicativo Fabiano Lopes Manoel, de 41 anos, transformou uma corrida até um hospital em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, em um gesto que acabou ganhando repercussão nas redes sociais. Ele levou Andreia Pereira, então com 40 anos, e a filha que estava passando mal, mas percebeu que a passageira havia saído às pressas sem a carteira.
Segundo reportagem publicada pelo O São Gonçalo em 10 de abril de 2019, Andreia havia recorrido às redes sociais em 3 de abril para tentar localizar Fabiano e agradecer pela ajuda. Além de não cobrar a viagem até o Hospital Infantil Darcy Sarmanho Vargas, ele auxiliou a mãe a levar a criança para dentro da unidade e ainda entregou R$ 10 para que ela conseguisse voltar para casa.
Corrida começou com uma mãe tentando chegar ao hospital com a filha passando mal
Andreia precisava levar a filha ao Hospital Infantil Darcy Sarmanho Vargas, em São Gonçalo. Diante da situação da criança, saiu de casa com pressa e solicitou uma viagem, entrando no carro de Fabiano Lopes Manoel sem perceber que havia deixado a carteira para trás.
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A falta do dinheiro só apareceu no decorrer daquele atendimento. Em vez de transformar o problema em uma cobrança ou impedir que a viagem continuasse, o motorista de aplicativo decidiu priorizar a chegada da criança ao hospital e dispensou o pagamento da corrida.
A atitude não terminou quando o carro chegou ao destino. Fabiano desceu e ajudou Andreia a conduzir a filha para dentro da unidade de saúde, acrescentando uma nova etapa a uma viagem que inicialmente deveria apenas ligar a casa da passageira ao hospital.
Para a mãe, aquele auxílio ocorreu justamente em um momento no qual sua atenção estava concentrada no estado da filha. A sequência de acontecimentos acabaria motivando uma tentativa pública de reencontrar o homem que havia prestado a ajuda.
Motorista de aplicativo não cobrou a corrida e ainda entregou R$ 10
Ao saber que Andreia havia esquecido a carteira, Fabiano não exigiu o pagamento da viagem. Depois de abrir mão do valor da corrida, ele ainda retirou R$ 10 do próprio bolso e entregou à passageira.
O dinheiro tinha uma finalidade prática: permitir que a mãe tivesse como retornar para casa depois do atendimento da filha. Dessa forma, Fabiano não resolveu apenas o problema imediato de chegar ao hospital sem dinheiro, mas também pensou no deslocamento que Andreia teria de fazer posteriormente.
Depois do episódio, a passageira quis encontrar o motorista novamente. Sua intenção era agradecer pessoalmente pelo gesto e também devolver os R$ 10 recebidos naquela situação de emergência.
Andreia contou que ficou emocionada quando recebeu o dinheiro. O que havia começado como uma preocupação prática provocada pela carteira esquecida acabou se transformando no motivo que a levou às redes sociais em busca do motorista.
Pedido para localizar Fabiano se espalhou pelas redes sociais
No dia 3 de abril de 2019, Andreia publicou em uma página do Facebook um pedido de ajuda para encontrar Fabiano Lopes Manoel. Ela queria identificar o homem que havia feito a corrida e prestado auxílio durante a ida ao hospital.
A história começou a circular e ganhou repercussão. O gesto que Fabiano havia tratado como parte daquele atendimento passou a ser compartilhado por outras pessoas, levando o nome do motorista às redes sociais.
A busca permitiu também conhecer melhor quem estava atrás do volante. Dirigir era uma atividade exercida por Fabiano nas horas vagas e em períodos de folga, enquanto sua atuação profissional e voluntária já o mantinha ligado ao atendimento de outras pessoas.
O episódio, portanto, não surgiu completamente separado de sua rotina. A trajetória revelada depois da repercussão mostrou que o homem que decidiu ajudar Andreia mantinha outras atividades relacionadas ao trabalho social.
Além de atuar como motorista de aplicativo nas horas disponíveis, Fabiano trabalhava como educador social na Secretaria de Desenvolvimento Social do município. Ele também era voluntário da ONG Missão Cuidar, em Santa Izabel, havia três anos quando o caso foi divulgado.
Esse contexto ajuda a compreender sua reação quando a situação da passageira mudou de uma corrida comum para um atendimento envolvendo uma criança passando mal. Ao comentar o episódio, Fabiano disse que sua principal preocupação era saber se a menina havia melhorado, e associou sua atitude à necessidade de mais empatia entre as pessoas.
Ele também relacionou sua maneira de reagir ao fato de ser avô, dizendo compreender a aflição envolvida em circunstâncias como aquela. Em vez de concentrar a repercussão no dinheiro dispensado ou nos R$ 10 entregues, voltou sua atenção para a condição da criança.
A postura contrastava com a dimensão que o caso alcançava na internet. Enquanto usuários enxergavam um ato extraordinário, Fabiano descrevia a ajuda como algo coerente com a maneira como procurava tratar outras pessoas.
Uma corrida sem pagamento terminou com uma busca pública para agradecer
A sequência que levou a história às redes sociais começou com elementos simples: uma mãe com pressa, uma filha passando mal e uma carteira esquecida. Mas cada decisão tomada durante a corrida mudou o que aconteceria depois.
Fabiano levou as duas ao hospital, dispensou a cobrança, ajudou a criança a entrar e entregou dinheiro para que Andreia não ficasse sem meios de voltar para casa. A passageira, por sua vez, transformou a gratidão em uma busca pública pelo motorista de aplicativo, tentando encontrá-lo depois que a situação mais urgente havia passado.
O caso ganhou atenção justamente porque nenhuma dessas ações dependia de uma obrigação profissional. A corrida poderia ter terminado na porta do hospital, mas o motorista decidiu continuar ajudando quando percebeu as dificuldades enfrentadas pela passageira.
Você acredita que gestos como o de Fabiano ainda são comuns no dia a dia ou histórias assim chamam atenção justamente porque se tornaram raras? Conte nos comentários se você já recebeu ou presenciou uma ajuda inesperada de um desconhecido.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

