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Fim dos operários humanos na pulverização: a máquina inteligente que reduz de 3 para 2 trabalhadores por equipe, usa braço robótico no lugar da aplicação manual e já eleva em 50% a produtividade por pessoa
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 16/09/2026 às 15:46
Atualizado em 16/09/2026 às 15:47
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Usado em uma obra pública na província japonesa de Kanagawa, o Robo-Spray II participou da aplicação de cerca de 900 metros quadrados de revestimento resistente ao fogo, enquanto abastecimento, controle do equipamento e acabamento continuaram sob responsabilidade dos trabalhadores.
Uma equipe convencional de pulverização formada por três trabalhadores conseguiu ser reduzida a duas pessoas com o uso do Robo-Spray II, mantendo produção próxima de 100 metros quadrados por dia. O robô assumiu a aplicação do revestimento, atividade antes executada diretamente por um dos profissionais.
Desenvolvido pela construtora japonesa Shimizu, o equipamento utiliza um braço robótico de seis eixos para aplicar material resistente ao fogo sobre elementos estruturais de edifícios. A empresa empregou o sistema entre janeiro e abril deste ano em uma obra pública na província de Kanagawa.
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Ao longo desse período, o robô participou da execução de aproximadamente 900 metros quadrados, área apresentada pela companhia como a maior já realizada por ela com o equipamento. A produção diária permaneceu em torno dos 100 metros quadrados registrados pela equipe convencional.
A diferença aparece quando o resultado é dividido pelo número de trabalhadores envolvidos. Com três pessoas, 100 metros quadrados representam cerca de 33 metros quadrados diários por trabalhador; com duas, o mesmo volume equivale a aproximadamente 50 metros quadrados, uma produtividade individual cerca de 50% maior.
O braço robótico assume a pulverização
No método convencional descrito pela Shimizu, três profissionais dividem as tarefas. Um fica ligado à preparação e ao fornecimento do material, outro realiza ajustes e acabamento, enquanto o terceiro controla diretamente o bico responsável por distribuir o revestimento sobre a estrutura.
Com o Robo-Spray II, a pulverização passa para o braço mecânico. A equipe permanece com um trabalhador responsável pelo fornecimento do material e outro que combina o acabamento com a operação do equipamento, preservando a participação humana nas etapas que não foram automatizadas.
O sistema reúne um braço de seis eixos, um mecanismo de elevação para ajustar a altura de trabalho e uma plataforma elétrica utilizada no deslocamento do conjunto pelo canteiro. Durante a aplicação, o braço reproduz a trajetória programada do bico sobre a superfície definida.
Antes do início do serviço, o operador seleciona em uma tela sensível ao toque as informações correspondentes ao formato da viga. A máquina se posiciona diante da estrutura, utiliza sensores para determinar o alinhamento, aciona os estabilizadores e inicia a sequência automática de pulverização.
Depois de concluir a aplicação naquele ponto, o equipamento recolhe os apoios e pode ser reposicionado para a etapa seguinte. A automação concentra no robô os movimentos repetitivos do bico, enquanto preparação, abastecimento, comandos e acabamento permanecem com os profissionais que acompanham o serviço.
O revestimento aplicado tem a função de aumentar a resistência de elementos estruturais às altas temperaturas em caso de incêndio. Na execução manual, o operador precisa controlar continuamente posição, distância e trajetória do bico para espalhar o material pela área prevista.
No Robo-Spray II, parte desse controle passa para os movimentos programados e para os sensores usados no posicionamento. A máquina, portanto, substitui uma função específica da equipe, sem transformar a aplicação em um processo independente de trabalhadores.
Grandes superfícies concentram o uso do equipamento
A Shimizu aponta grandes vigas e outras superfícies extensas como áreas adequadas ao uso do robô. Nesses locais, a repetição dos movimentos ao longo de trechos maiores permite manter a aplicação automatizada por mais tempo e aproveitar a trajetória programada do braço.
Pequenas vigas e encontros entre pilares e vigas estão entre os exemplos citados pela empresa de regiões que podem continuar recebendo aplicação manual. Esses trechos exigem adaptações de acordo com a geometria encontrada na estrutura e com as características de cada obra.
A divisão permite que robô e trabalhadores sejam usados no mesmo processo. O equipamento fica concentrado nas áreas em que a pulverização pode seguir movimentos repetitivos programados, enquanto a equipe permanece responsável por pontos que exigem ajustes específicos, acabamento e acompanhamento da execução.
O trabalho em Kanagawa também colocou o sistema em uma situação real de canteiro, com deslocamentos, posicionamento diante das estruturas e integração com as funções mantidas pela equipe. A aplicação acumulada ao longo de vários meses permitiu avaliar o equipamento fora de uma demonstração isolada.
A publicação especializada BUILT também registrou a redução da equipe durante a aplicação e o volume próximo ao alcançado pelo método convencional. O ganho informado está, portanto, na quantidade produzida por trabalhador, e não em um aumento equivalente da produção diária total.
A Shimizu também trabalhou em uma versão simplificada e de menor custo do Robo-Spray II. Entre as mudanças divulgadas estava a retirada da função de deslocamento autônomo, mantendo uma configuração de movimentação elétrica mais simples e reduzindo o número de funções embarcadas no equipamento.
A empresa previa utilizar essa versão modificada posteriormente em um projeto de grande porte em Tóquio. O teste seria uma etapa seguinte do desenvolvimento do sistema, enquanto a aplicação concluída em Kanagawa permaneceu como a experiência divulgada pela companhia com cerca de 900 metros quadrados executados em condições reais de obra.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

