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Garoto de 8 anos abre mão do dinheiro que guardava para comprar um videogame e doa R$ 25,15 a um hospital de Viamão, depois de se inspirar em uma reportagem, sem imaginar que quatro médicos e dois colaboradores fariam uma vaquinha para devolver a ele o sonho em forma de presente
Escrito por Carla Teles
Publicado em 18/09/2026 às 10:56
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Carlos Eduardo, de 8 anos, juntava dinheiro para comprar um videogame quando decidiu doar R$ 25,15 ao hospital de Viamão após assistir a uma reportagem; quatro médicos e dois colaboradores do Instituto de Cardiologia arrecadaram dinheiro, compraram o aparelho e surpreenderam o menino apenas dois dias depois da doação realizada.
O dinheiro que Carlos Eduardo Lopes, de 8 anos, guardava tinha um destino bem definido: comprar um videogame. Morador de Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, o menino vinha economizando até assistir a uma reportagem na televisão e decidir entregar ao hospital da cidade os R$ 25,15 acumulados.
Segundo reportagem do Alegrete Tudo, publicada em 29 de maio de 2020, a decisão aconteceu enquanto Cadu, como é chamado pela família, almoçava com a mãe, Nany Lopes, e assistia ao Jornal do Almoço. Depois de ver uma história sobre solidariedade, ele perguntou se poderia doar a caixa onde mantinha o dinheiro do videogame.
Dinheiro guardado tinha como objetivo comprar um videogame
Antes daquela reportagem, Cadu vinha juntando pequenas quantias pensando em realizar um desejo pessoal. O videogame era o objetivo e o dinheiro acumulado no cofrinho representava o caminho que ele havia encontrado para chegar ao presente que queria.
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A família também relacionava o aparelho ao aniversário seguinte do menino. Carlos Eduardo estava a aproximadamente um mês de completar 9 anos quando tomou a decisão que mudou completamente o destino das economias.
Reportagem na televisão fez Cadu repensar o que faria com o dinheiro
A mudança aconteceu durante um almoço em casa. Ao assistir a uma reportagem sobre outra criança que havia ajudado uma instituição de saúde, Carlos Eduardo interrompeu a refeição e perguntou à mãe se poderia fazer algo semelhante.
Nany Lopes contou que se emocionou com a pergunta. Ela também lembrou imediatamente que não havia muito dinheiro dentro da caixa, porque a família não costumava colocar grandes quantias ali.
R$ 25,15 deixaram de ser economia para o videogame
Mesmo sabendo que o valor era pequeno, Cadu manteve a decisão. Na segunda-feira, 25 de maio de 2020, ele entregou os R$ 25,15 que havia conseguido juntar ao hospital de Viamão.
A instituição recebeu a contribuição e formalizou o gesto com um termo de doação entregue ao menino. O valor correspondia ao dinheiro que ele vinha separando para comprar o videogame, e não a uma quantia reunida especificamente para a doação.
Família já conhecia o interesse do garoto por ajudar outras pessoas
A atitude emocionou os parentes, mas o comportamento solidário de Carlos Eduardo não era completamente novo dentro de casa. Cadu já tinha o hábito de separar roupas que não serviam mais para doação.
A reportagem também descreve o menino como atento a questões ambientais e ao que acontecia ao seu redor. Depois de toda a repercussão, ele contou que ficou impressionado com o que havia acontecido e associou a própria mudança de comportamento à reportagem que havia assistido.
Doação chegou ao conhecimento de profissionais do Instituto de Cardiologia
A história dos R$ 25,15 acabou chegando a profissionais do Instituto de Cardiologia, unidade ligada à mesma rede do hospital que havia recebido a contribuição.
Quatro médicos e dois colaboradores ficaram sensibilizados com a escolha de Cadu. O grupo decidiu arrecadar dinheiro para comprar justamente o videogame que o garoto havia deixado de priorizar quando fez a doação.
Tiago Leiria teve a ideia de reunir dinheiro entre os colegas
O médico Tiago Leiria foi apontado como responsável por iniciar a mobilização. Depois da ideia, outros profissionais participaram da arrecadação até que houvesse dinheiro suficiente para comprar o videogame.
A compra ainda apresentou uma dificuldade prática. Era maio de 2020, durante a pandemia, e Tiago relatou que encontrar uma loja aberta foi a etapa mais complicada do processo. Mesmo assim, o grupo conseguiu localizar o aparelho.
Quatro médicos e dois colaboradores prepararam a surpresa
Enquanto Cadu já havia entregue as economias, os profissionais organizavam a compra sem que ele soubesse. A resposta ao gesto do menino foi preparada por quatro médicos e dois colaboradores.
Tiago destacou que não considerava a iniciativa dos adultos comparável à escolha feita pela criança. Para ele, o mais marcante era a atenção demonstrada por Cadu às questões da própria comunidade e ao hospital da cidade.
Dois dias depois da doação, o videogame chegou
O dinheiro foi entregue ao hospital na segunda-feira, dia 25. Apenas dois dias depois, na quarta-feira, 27 de maio, Carlos Eduardo recebeu a surpresa preparada pelos profissionais.
O garoto ganhou o videogame comprado com a arrecadação organizada pelo grupo. O aparelho chegou aproximadamente um mês antes de Cadu completar 9 anos, quando a família imaginava que o sonho poderia ser realizado como presente de aniversário.
Menino recebeu de volta em presente aquilo de que havia aberto mão
Nany Lopes comemorou o desfecho porque o filho conseguiu o videogame antes do aniversário. O caminho até o aparelho, porém, foi diferente de tudo o que a família havia planejado.
Cadu juntou dinheiro pensando no próprio sonho, viu uma reportagem, decidiu entregar toda a economia ao hospital e acabou recebendo o videogame de profissionais que conheceram sua atitude.
R$ 25,15 deram início a uma corrente de retribuição
A história começou com uma quantia de R$ 25,15 guardada por uma criança e ganhou uma nova dimensão quando outras pessoas souberam da escolha. O valor não era alto, mas representava todo o dinheiro que Cadu havia acumulado para um objetivo pessoal.
Dois dias depois, quatro médicos e dois colaboradores transformaram a decisão em uma nova surpresa. Eles reuniram dinheiro, compraram o videogame e entregaram ao menino justamente o presente que havia deixado de lado para ajudar o hospital.
E você, o que mais chama sua atenção nessa história: um garoto de 8 anos decidir entregar o dinheiro que juntava para realizar um sonho ou profissionais se unirem para devolver esse sonho a ele? Conte nos comentários.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

