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Emirados Árabes inauguram fábrica solar de 30 mil m² com capacidade para produzir 600 MW em painéis por ano, criar 500 mil m² de fachadas fotovoltaicas e superar 1,8 GW em expansão futura
Escrito por Roberta Souza
Publicado em 18/09/2026 às 19:00
Atualizado em 18/09/2026 às 19:01
Energia Solar
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Os Emirados Árabes Unidos ganharam uma nova fábrica de equipamentos solares em Ras Al Khaimah. A ZAKH Renewable Energy and Engineering Manufacturing inaugurou uma instalação de 30 mil metros quadrados que reúne a fabricação de painéis fotovoltaicos e fachadas capazes de produzir eletricidade. A unidade possui capacidade anual anunciada de 600 MW em módulos solares e pode fabricar até 500 mil metros quadrados de soluções integradas a edifícios. Além disso, a empresa planeja ampliar a capacidade de produção de painéis para mais de 1,8 GW nos próximos anos.
Uma empresa dos Emirados Árabes Unidos colocou em operação uma instalação industrial que pretende transformar paredes e fachadas de edifícios em superfícies capazes de gerar energia elétrica. A ZAKH Renewable Energy and Engineering Manufacturing inaugurou uma fábrica de painéis solares e soluções fotovoltaicas integradas à construção civil, na zona econômica de Ras Al Khaimah.
Segundo reportagem publicada pela Renewables Now em 11 de setembro de 2026, o empreendimento reúne diferentes etapas de desenvolvimento e fabricação de equipamentos solares.
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Além disso, um comunicado divulgado pelo governo de Ras Al Khaimah em 14 de setembro confirma que a unidade ocupa um terreno de 30 mil metros quadrados e apresenta capacidade anual de produção de 600 MW em módulos fotovoltaicos.
Entretanto, essa capacidade não representa a geração de eletricidade de uma usina. O número indica a potência nominal dos painéis que a fábrica pode produzir ao longo de um ano.
Nova fábrica reúne painéis solares e fachadas que geram eletricidade
A instalação funciona na Al Ghail Industrial Zone, dentro da Ras Al Khaimah Economic Zone, conhecida pela sigla RAKEZ.
O projeto reúne duas atividades principais. A primeira envolve a fabricação de módulos fotovoltaicos tradicionais, destinados à instalação em telhados, estruturas de solo e outros sistemas de geração solar.
Além disso, a empresa produz soluções chamadas BIPV, sigla inglesa para Building-Integrated Photovoltaics, ou sistemas fotovoltaicos integrados a edifícios.
Nesse modelo, os componentes de geração elétrica fazem parte de elementos da própria construção, como fachadas.
Consequentemente, o equipamento pode desempenhar duas funções: integrar a arquitetura e converter a luz solar em eletricidade.
Entretanto, a quantidade efetiva de energia gerada depende de fatores como orientação da fachada, insolação, temperatura, sombreamento e desempenho dos módulos.
Instalação de 30 mil m² tem capacidade anual de 600 MW em módulos solares
O governo de Ras Al Khaimah informa que a nova unidade possui capacidade anual de fabricação de 600 MW em painéis solares.
Esse indicador representa a soma da potência nominal dos equipamentos que a instalação consegue produzir em um ano, conforme sua capacidade industrial anunciada.
Portanto, não significa que a fábrica consome ou fornece continuamente 600 MW de eletricidade.
Também não comprova que a empresa já fabricou ou comercializou 600 MW em painéis desde a inauguração.
Além disso, o complexo pode produzir até 500 mil metros quadrados de soluções para fachadas fotovoltaicas, ampliando a oferta de componentes destinados a projetos arquitetônicos personalizados.
Os dois indicadores utilizam unidades diferentes. Enquanto os 600 MW medem a potência nominal anual dos módulos fabricados, os 500 mil m² indicam a capacidade de produção de soluções para fachadas.
Empresa pretende ampliar produção solar para mais de 1,8 GW
A instalação começou suas atividades com uma capacidade industrial anunciada de 600 MW por ano.
Entretanto, a ZAKH já apresentou planos para ampliar sua produção.
Segundo o comunicado do governo de Ras Al Khaimah, a empresa pretende elevar sua capacidade de fabricação de módulos solares para mais de 1,8 GW nos próximos anos.
Isso equivale a mais de três vezes a capacidade atual anunciada de 600 MW.
Entretanto, a companhia não divulgou no comunicado um cronograma definitivo para concluir essa expansão.
Além disso, não apresentou um valor de investimento separado para o aumento de capacidade.
Portanto, os 1,8 GW representam uma meta industrial futura, e não a produção já disponível na unidade.
Fachadas fotovoltaicas poderão ter cores, formas e dimensões personalizadas
Um dos diferenciais do empreendimento está na fabricação de componentes solares desenvolvidos para integrar projetos arquitetônicos.
Por meio da marca FAERS, a empresa oferece soluções BIPV que podem receber personalizações de formato, tamanho, cor e aparência.
Além disso, a tecnologia permite desenvolver superfícies fotovoltaicas adaptadas às características de determinados edifícios.
Consequentemente, arquitetos e engenheiros poderão incorporar a geração solar ao desenho das construções, em vez de depender exclusivamente da instalação de painéis convencionais sobre telhados.
Entretanto, cada configuração precisa considerar as exigências técnicas do projeto, o desempenho energético e as condições de instalação.
A fabricante também não divulgou uma eficiência elétrica única que possa ser atribuída a todas as fachadas personalizadas.
Marca FAERS começou como laboratório no Azerbaijão em 2017
A trajetória da tecnologia começou antes da inauguração da fábrica nos Emirados Árabes Unidos.
Segundo a ZAKH e o governo de Ras Al Khaimah, a marca FAERS nasceu em 2017 como uma iniciativa de pesquisa e desenvolvimento no Azerbaijão.
Inicialmente, o trabalho procurava melhorar o desempenho de painéis solares em condições climáticas extremas.
Posteriormente, a iniciativa evoluiu para atividades de fabricação industrial e desenvolvimento de soluções fotovoltaicas integradas a edifícios.
Agora, a instalação de Ras Al Khaimah reúne engenharia, personalização, fabricação, instalação e comissionamento em uma mesma estrutura empresarial.
Entretanto, a expressão ciclo completo, utilizada pela companhia, descreve essa integração de atividades. Ela não comprova, por si só, que a empresa produz internamente todas as matérias-primas e todos os componentes utilizados nos painéis.
Painéis solares foram desenvolvidos para enfrentar calor intenso e clima desértico
A ZAKH pretende atender mercados que apresentam elevada incidência solar e condições climáticas exigentes.
Por isso, a FAERS desenvolve equipamentos voltados especialmente ao funcionamento em ambientes de alta temperatura e regiões desérticas.
O portfólio anunciado inclui módulos solares com potências nominais entre 400 W e 750 W, além das soluções fotovoltaicas para fachadas.
Entretanto, a potência de cada módulo não indica isoladamente quanta eletricidade ele produzirá ao longo de um ano.
O resultado depende da instalação, das condições meteorológicas e das características elétricas do sistema.
Além disso, temperaturas elevadas podem afetar o desempenho de equipamentos fotovoltaicos, o que torna importante avaliar as especificações técnicas de cada produto.
Fábrica possui aprovação da autoridade de eletricidade e água de Dubai
A companhia também divulgou informações sobre a aceitação de seus produtos no mercado regional.
Segundo informações apresentadas pela empresa, a instalação e os módulos da marca FAERS receberam aprovação da Dubai Electricity and Water Authority, a DEWA.
Essa aprovação representa uma etapa importante para a utilização dos equipamentos em projetos elegíveis conectados à rede de Dubai.
Entretanto, ela não significa que todos os modelos receberam automaticamente certificação para qualquer país.
Da mesma forma, a aprovação não comprova que a empresa já firmou contratos para vender toda a capacidade anual da fábrica.
Portanto, os resultados comerciais dependerão da demanda e das exigências aplicáveis em cada mercado atendido.
Emirados querem atender mercados do Golfo, África, Europa e Estados Unidos
A ZAKH não pretende limitar a produção ao mercado de Ras Al Khaimah.
Segundo o governo local, os equipamentos atenderão prioritariamente os Emirados Árabes Unidos e outros países do Conselho de Cooperação do Golfo e do Oriente Médio e Norte da África.
Além disso, a companhia pretende alcançar clientes na África, Europa e Estados Unidos.
Entretanto, a intenção de exportar não corresponde a contratos de fornecimento já comprovados para todos esses mercados.
A empresa também não divulgou volumes de exportação, receita anual ou quantidade de empregos associados à nova instalação.
Assim, a expansão comercial dependerá da obtenção de clientes, das condições de transporte e das exigências regulatórias de cada destino.
Nova indústria solar acompanha corrida por fábricas e sistemas de armazenamento
A inauguração ocorre em um momento de ampliação das cadeias industriais ligadas à energia renovável.
Entretanto, fabricantes podem escolher estratégias diferentes para crescer no setor.
Na Índia, por exemplo, a fabricante de painéis solares Premier Energies anunciou uma parceria para desenvolver uma fábrica de baterias. Uma reportagem do CPG detalhou como a companhia planeja instalar uma unidade de armazenamento de energia de 12 GWh, com uma primeira fase de 6 GWh prevista para junho de 2027.
Embora a fábrica indiana tenha foco em baterias e a unidade da ZAKH produza módulos e fachadas fotovoltaicas, ambas mostram a ampliação das atividades industriais associadas à energia solar.
Além disso, os sistemas de armazenamento podem complementar projetos fotovoltaicos ao permitir o uso da eletricidade em horários diferentes daqueles de geração.
Automação também promete modificar a instalação dos equipamentos solares
O crescimento da fabricação de módulos precisa acompanhar a capacidade de instalar novos sistemas de geração.
Por isso, empresas também desenvolvem tecnologias para acelerar a montagem de parques fotovoltaicos.
Em reportagem publicada pelo CPG, uma startup apoiada pelo Google e por um fundo criado por Bill Gates recebeu US$ 31,8 milhões para ampliar o uso de robôs autônomos em usinas solares.
Entretanto, essa tecnologia atua na etapa de instalação, enquanto a ZAKH concentra sua nova unidade na fabricação e integração arquitetônica dos equipamentos.
Consequentemente, os projetos representam partes diferentes da cadeia de energia solar, desde a produção dos componentes até sua montagem nos locais de geração.
Expansão industrial no Brasil também depende de investimentos em energia e infraestrutura
A construção de novas fábricas de equipamentos renováveis envolve fornecedores, engenharia, logística e acesso aos mercados consumidores.
No Brasil, empresas internacionais também procuram ampliar sua presença em diferentes segmentos da infraestrutura energética.
Uma reportagem do CPG mostrou como a PowerChina ampliou sua atuação em energia renovável, transmissão e grandes obras após completar duas décadas de presença no país.
Entretanto, a PowerChina e a ZAKH possuem atividades e projetos distintos. O empreendimento anunciado em Ras Al Khaimah não representa um investimento confirmado no Brasil.
Assim, a conexão entre os casos está no desenvolvimento de capacidades industriais e de infraestrutura para atender à expansão da energia renovável.
Fábrica já foi lançada, mas expansão para 1,8 GW ainda não tem prazo confirmado
A ZAKH colocou em funcionamento uma estrutura industrial voltada à fabricação de painéis solares e fachadas fotovoltaicas.
A instalação ocupa 30 mil m² e apresenta capacidade anual anunciada de 600 MW em módulos solares e até 500 mil m² em soluções BIPV.
Além disso, a empresa pretende ampliar a fabricação de painéis para mais de 1,8 GW nos próximos anos e atender mercados além dos Emirados Árabes Unidos.
Entretanto, a companhia ainda não divulgou um prazo definitivo para a expansão, investimento total, faturamento da unidade ou volumes efetivamente vendidos.
Portanto, a inauguração representa um avanço concreto na capacidade industrial anunciada da região, enquanto os resultados comerciais e o crescimento futuro dependerão da execução dos planos empresariais.
E você: acredita que fachadas capazes de gerar eletricidade poderão se tornar comuns em prédios comerciais e residenciais no Brasil, ou os painéis tradicionais sobre telhados continuarão predominando?
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curiosidadesEnergia Renovável
Fonte
Renewables Now
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Roberta Souza.

