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Criança brasileira toca bateria de adulto, acompanha músicas que nunca ouviu e sonha em se tornar baterista famoso no futuro
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 21/09/2026 às 16:19
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Benício Soares Moura começou a demonstrar afinidade com o ritmo ainda bebê, iniciou aulas por volta dos 5 anos e hoje usa um instrumento de tamanho adulto adaptado à sua altura, participa de apresentações e mantém rotina de estudos em Itapetininga (SP).
Aos 7 anos, Benício Soares Moura toca bateria, estuda técnicas do instrumento e participa de apresentações musicais em Itapetininga, no interior de São Paulo. O menino também consegue acompanhar canções que ainda não conhece, habilidade destacada pelo professor Esdras Machado durante as aulas.
Em reportagem publicada no domingo (20), o g1 ouviu os pais, o professor e a própria criança sobre uma relação com a música que começou ainda no primeiro ano de vida. Benício ganhou uma bateria de brinquedo no aniversário de 1 ano, instrumento que a família ainda guarda.
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“Quando ele fez um ano, ele ganhou uma bateria de brinquedo e começou a batucar. A gente colocava a música na televisão e ele ia batendo. Só que percebemos que o jeito que ele batia era de forma totalmente no compasso da música”, relembrou o pai, Gezer Giliardi Martins Moura.
Gezer também é músico e toca violão. Conforme o filho crescia, passou a criar diferentes ritmos para observar se ele conseguia acompanhá-los, enquanto vasilhas, latas e tampas da casa também serviam como instrumentos improvisados nas brincadeiras.
Mayara Susy Soares de Oliveira, mãe de Benício, disse que a família percebeu que as batidas não eram feitas apenas ao acaso. “Você analisava que tinha alguma coisa, tinha sentido. Um ritmo”, relatou.
Antes das aulas formais, Gezer levou o filho a uma escola de música em Sorocaba. Benício ainda era novo demais para começar a estudar no local, mas, conforme o relato do pai, o baterista responsável pela escola também notou que ele tentava acompanhar as músicas de maneira organizada.
Das brincadeiras às aulas de bateria
Por volta dos 5 anos, Benício começou a ter aulas particulares com Esdras Machado, professor de bateria em Itapetininga. O músico afirmou que o menino já chegou com facilidade para acompanhar ritmos e uma percepção musical que chamava sua atenção antes mesmo do avanço no ensino técnico.
“Ele já tinha muita facilidade para tocar. Ele toca com uma intuição musical bem evoluída. Então, ele era uma criança de 5, 6 anos, mas já tocava como um adulto”, afirmou Esdras.
Uma das características observadas nas aulas é a capacidade de acompanhar canções desconhecidas. Em alguns exercícios, o professor coloca uma música que Benício nunca ouviu e observa o aluno reproduzir a bateria sem receber orientações específicas sobre o que deve tocar.
“Você coloca a música para ele e, às vezes, mesmo música que ele não conhece, ele já sai tocando”, relatou o professor.
As aulas incluem exercícios de coordenação motora, criatividade e integração entre mãos e pés. Esdras também segue uma metodologia apoiada em livro e trabalha o repertório escolhido pelo aluno, que aprende novas músicas ao longo do processo.
Embora a escola tenha uma bateria infantil destinada a alunos de até 7 anos, Benício já usa uma bateria de tamanho adulto. As peças são ajustadas na altura para que ele consiga alcançar os componentes durante os exercícios.
O contato de crianças com o instrumento também aparece em eventos organizados pela escola. Em 2025, a Prefeitura de Itapetininga registrou a realização do Drum KIDS Show, iniciativa da escola de Esdras que reuniu 17 crianças bateristas em apresentações individuais e coletivas.
Estudos e apresentações diante do público
Benício participa de eventos com repertórios variados. Mayara relatou que o filho já esteve em apresentações de música sertaneja, gospel e rock, além de atividades ligadas à escola de bateria.
O menino diz não ter vergonha de tocar diante de outras pessoas e conta que já se apresentou na própria escola. Durante a entrevista, também demonstrou familiaridade com componentes do instrumento ao citar tom, surdo, bumbo, caixa, chimbal, pratos, splash, ride e pedal duplo.
A preparação para cada apresentação exige estudo específico das músicas escolhidas. O g1 informou que Benício ensaiava uma versão de “Meus Próprios Meios”, da banda Oficina G3, para um festival previsto para o domingo (20), com adaptações feitas pelo professor.
“Eu estou ensaiando muito a música, porque tem que fazer muitas coisas. É muito importante. Eu tenho que ir todo dia na aula de bateria”, contou o menino durante a preparação.
Esdras também destacou a disposição de Benício durante os encontros. Segundo o professor, enquanto algumas crianças perguntam quanto tempo falta para o fim da aula, o menino permanece concentrado e disposto a continuar tocando mesmo quando a atividade se prolonga.
A família acompanha o interesse do garoto e procura apoiá-lo sem transformar a habilidade demonstrada na infância em obrigação profissional. Mayara afirmou que deseja que o filho siga um caminho ligado à música se essa continuar sendo a escolha dele.
Benício, porém, já responde de forma direta quando é perguntado sobre o futuro. “Vou ser um baterista famoso”, afirmou.
Para Esdras, as apresentações também fazem parte do desenvolvimento dos alunos, porque oferecem experiências além das aulas regulares. Ele incentiva a participação em eventos culturais, apresentações e atividades em igrejas como complemento ao estudo do instrumento.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

