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Brasil conquista 1º lugar em desafio militar com nove países após cadetes enfrentarem 15 provas e mais de 36 horas ininterruptas de competição
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 21/09/2026 às 22:38
Atualizado em 21/09/2026 às 22:42
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A equipe da Academia Militar das Agulhas Negras venceu a 7ª edição do Desafio Agulhas Negras, em Resende (RJ). O pódio foi dividido em três níveis, e o padrão ouro ficou com duas equipes brasileiras e o México.
A equipe da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) venceu a 7ª edição do Desafio Agulhas Negras (DAN), disputada entre 16 e 18 de setembro de 2026 em Resende, no interior do Rio de Janeiro. Segundo o Exército Brasileiro, a competição reuniu cadetes brasileiros e delegações de nove países.
Participaram equipes da Argentina, Colômbia, Equador, Guiana, Itália, México, Nigéria e Uruguai. As Filipinas enviaram uma delegação como observadora, sem disputar as provas.
Pódio teve padrões ouro, prata e bronze
foto: Exército Brasileiro
Em vez de uma classificação tradicional, o resultado foi dividido em três categorias:
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- Padrão Ouro: AMAN 1, AMAN 2 e México
- Padrão Prata: Argentina, Equador, Colômbia, Itália e Uruguai
- Padrão Bronze: Guiana e Nigéria
Segundo o Exército, a primeira colocação ficou com a AMAN, que colocou suas duas equipes no nível mais alto do pódio.
Mais de 36 horas de prova sem parar
foto: Exército Brasileiro
A disputa começou às 18h30 de 16 de setembro e só terminou na manhã de 18 de setembro. Foram mais de 36 horas ininterruptas de atividades, espalhadas por diferentes instalações da academia.
Nesse período, as equipes passaram por 15 oficinas, criadas para avaliar o treinamento, a capacidade técnica e o desempenho coletivo dos participantes. Entre as provas estavam marchas de 16 km e de 12 km, pistas de liderança, exercícios de tiro e orientação.
As tarefas exigiam preparo físico, técnico e psicológico. Segundo o Exército, os cadetes precisaram de resistência, equilíbrio emocional e capacidade de decisão sob pressão.
Cada equipe tinha 11 integrantes, com pelo menos duas mulheres
Cada equipe foi formada por 11 competidores: nove homens e, no mínimo, duas mulheres. Outros dois militares, um homem e uma mulher, ficaram na reserva para possíveis substituições durante a prova.
Delegações passaram dias se adaptando antes da largada
As equipes estrangeiras chegaram à AMAN no início da semana anterior à disputa. Antes da competição, visitaram as instalações da academia, participaram de atividades internas e receberam instruções de nivelamento, para que todos começassem com a mesma base.
Também houve uma prova para definir a ordem de largada das equipes. De acordo com o Exército, essa fase serviu para adaptar os participantes ao formato do evento e para aproximar os cadetes dos diferentes países antes do combate simulado.
Desafio também funciona como diplomacia militar
O DAN tem três objetivos declarados: fortalecer a camaradagem entre as delegações, desenvolver competências para funções de segurança e defesa e avaliar o trabalho em equipe e a liderança dos competidores num cenário simulado de combate.
O Exército trata o evento como parte da diplomacia militar do Brasil. A edição de 2026 teve comitivas das Américas, da Europa, da África e da Ásia.
Edição de 2026 cresceu em relação à anterior
foto: Exército Brasileiro
A 6ª edição, em setembro de 2025, foi bem menor. Segundo o site Defesa em Foco, ela reuniu 66 competidores do Brasil, do México e do Equador, com militares do Reino Unido como observadores. Também teve 15 oficinas, mas ao longo de 40 horas seguidas.
Naquele ano, as equipes da AMAN ficaram em primeiro e segundo lugar, e o México terminou em terceiro. Em 2026, o número de delegações estrangeiras passou de dois para oito competidores, além das Filipinas como observadoras.
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Brasildesafio militar
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

