Petrobras enviará sonda à Foz do Amazonas em janeiro para perfurar três novos poços
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 23/09/2026 às 17:44
Atualizado em 23/09/2026 às 17:45
Petróleo e Gás
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A Petrobras planeja enviar uma sonda à Foz do Amazonas em janeiro de 2027 para perfurar três poços e avaliar a viabilidade comercial da área.
A Petrobras pretende deslocar uma sonda para a Bacia da Foz do Amazonas, no litoral do Amapá, em janeiro de 2027 para iniciar uma campanha com três novas perfurações. Os poços serão usados para levantar informações necessárias à avaliação comercial da descoberta de petróleo na região. Renata Baruzzi, diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da estatal, informou o cronograma à Reuters nesta terça-feira (22).
O avanço ocorre após autorização ambiental do Ibama para as atividades de perfuração, segundo a Reuters. A exploração na costa amapaense integra uma campanha maior da companhia na Margem Equatorial, área que reúne diferentes bacias sedimentares do Norte e Nordeste brasileiro.
Foz do Amazonas entra em plano maior de exploração
A programação da companhia prevê a perfuração de 15 novos poços na Margem Equatorial até 2030. A própria Petrobras informa que a região faz parte das áreas escolhidas para ampliar a pesquisa de novas reservas durante os próximos anos.
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O Plano de Negócios 2026-2030 destina US$ 2,5 bilhões à Margem Equatorial. Considerando o orçamento exploratório apresentado pela estatal para o período, essa frente absorve uma parcela relevante dos recursos destinados à busca de novas acumulações de petróleo e gás.
Petrobras precisa confirmar se descoberta pode virar produção
A chegada da sonda representa uma etapa de investigação do potencial da área. Os resultados obtidos nos poços ajudarão a companhia a determinar se existem condições técnicas e econômicas para avançar futuramente com o desenvolvimento da descoberta.
A Petrobras já descreve a Margem Equatorial como uma nova fronteira exploratória e associa o interesse pela região às descobertas realizadas em países vizinhos do norte da América do Sul. Qualquer avanço posterior seguirá condicionado às etapas técnicas, ambientais e regulatórias correspondentes.
Projetos na região enfrentam questionamentos ambientais
A expansão da atividade petrolífera na Foz do Amazonas também é contestada por organizações socioambientais. O Greenpeace Brasil destaca a presença do sistema recifal amazônico e de extensos manguezais na costa, além da relação desses ambientes com a sobrevivência de comunidades que dependem dos recursos marinhos.
Grupos indígenas e comunidades tradicionais também manifestam preocupação com possíveis efeitos sobre a pesca e os ciclos naturais usados para organizar alimentação e atividades locais. No relato fornecido, Luene Karipuna, da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amapá e Norte do Pará, relaciona esses calendários às mudanças sazonais e à disponibilidade de peixes, aves e outras espécies.
Com a movimentação da sonda prevista para janeiro, a Petrobras entra em uma nova fase de avaliação da Foz do Amazonas. Os três poços terão papel importante na decisão sobre o futuro comercial da descoberta, dentro de uma campanha exploratória que a companhia pretende estender pela Margem Equatorial até o fim da década.
Fonte
g1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

