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Dois barcos autoelevatórios cruzam o oceano sobre um terceiro navio rumo ao Brasil e a um contrato de R$ 1,2 bilhão com a Petrobras
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 24/09/2026 às 22:54
Atualizado em 24/09/2026 às 22:55
Indústria Naval
Canal
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Blue Kraken e Blue Penglai viajaram sobre o convés de um navio de transporte pesado após uma preparação na China, mas a chegada prevista ao Brasil ainda não significa que as duas unidades começaram a trabalhar para a Petrobras.
Os barcos autoelevatórios Blue Kraken e Blue Penglai seguiram da China rumo ao Brasil sobre o navio Zhi Yuan Kou. A operação reúne três embarcações em uma mesma travessia para mobilizar unidades que devem atuar em serviços ligados à Petrobras.
A viagem foi informada em 22 de setembro de 2026 por Ocean Energy Resources, veículo de notícias do setor de energia. A publicação indicava 24 de setembro como data prevista de chegada à Baía de Guanabara. Essa previsão não confirma que o navio já chegou.
O transporte está ligado a contratos de três anos, no valor de R$ 1,2 bilhão, para apoiar a manutenção e a preparação de plataformas fixas que serão desativadas. O valor se refere aos contratos, não ao custo da travessia.
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Por que dois barcos viajam sobre um terceiro navio
O Zhi Yuan Kou é um navio de transporte pesado semissubmersível. Esse tipo de embarcação pode baixar parte do convés na água para receber cargas flutuantes e depois voltar a elevá-las, permitindo que estruturas de grande porte sigam apoiadas sobre ele.
Foi essa solução que permitiu transportar duas unidades offshore no mesmo navio. Na imagem da operação, Blue Kraken e Blue Penglai aparecem sobre o convés do Zhi Yuan Kou, uma escala que ajuda a mostrar o tamanho da mobilização.
Ocean Energy Resources, veículo de notícias do setor de energia, registrou que as duas unidades passaram por uma preparação em Yantai, na China, antes de seguirem para o Brasil. O embarque encerra a etapa chinesa da mobilização, mas ainda não representa o início dos serviços em alto mar.
O que faz um barco autoelevatório
Um barco autoelevatório pode transportar pessoas e equipamentos até uma área de trabalho no mar. Ao chegar ao local de operação, apoia suas pernas no fundo e ergue o casco acima da água, formando uma base mais estável para as atividades.
No contrato da Petrobras, as unidades deverão apoiar serviços de manutenção e preparação de plataformas fixas para o futuro descomissionamento. Esse termo designa o processo de retirar uma instalação de operação com planejamento e cuidados técnicos.
Por isso, a função prevista para Blue Kraken e Blue Penglai vai além do transporte marítimo: elas deverão servir de apoio às equipes que trabalharão nessas plataformas. A operação efetiva ainda depende da conclusão da mobilização.
O que falta depois da chegada prevista ao Brasil
A chegada à Baía de Guanabara era uma previsão para 24 de setembro, divulgada dois dias antes. Entre a entrada das unidades no país e o trabalho contratado, ainda há etapas de certificação e de preparação para o contrato.
O registro dos helipontos das embarcações integra essa preparação. Ele trata das áreas destinadas a helicópteros, mas não deve ser confundido com a conclusão de todas as exigências para que os barcos comecem a operar.
Até que essas etapas terminem, é preciso separar três momentos: o contrato foi firmado, o transporte foi anunciado e a operação no mar ainda é futura. A imagem da travessia mostra o avanço da mobilização, sem comprovar que os serviços já começaram.
Blue Kraken e Blue Penglai saíram de uma fase de preparação na China para uma viagem de grande porte rumo ao Brasil. O próximo marco a confirmar é a chegada das unidades; depois, virão as etapas necessárias para colocá-las a serviço do contrato.
A travessia sobre o Zhi Yuan Kou mostra apenas uma parte do trabalho necessário para levar esses barcos às plataformas. O que mais chamou sua atenção nessa operação? Conte nos comentários.
Fonte
Ocean Energy Resources
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

