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Japão liga computador quântico que funciona em temperatura ambiente e quer saltar de 50 para 10 mil qubits até 2031
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 24/09/2026 às 22:24
Atualizado em 24/09/2026 às 22:25
Ciência e Tecnologia
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Chamado Shunkai, o computador quântico japonês usa lasers para controlar átomos e deve começar com cerca de 50 qubits. Pesquisadores planejam ampliar o sistema e testar técnicas de correção de erros até 2031.
O Japão colocou em operação o computador quântico Shunkai, um sistema de átomos neutros que funciona à temperatura ambiente. A máquina começará com cerca de 50 qubits, enquanto seus pesquisadores trabalham para ampliar a capacidade e testar a correção de erros.
Sistema já opera, mas expansão ainda é uma meta
O Instituto de Ciência Molecular do Japão anunciou a entrada em operação do Shunkai em 24 de agosto de 2026. A equipe o apresenta como o primeiro computador quântico de átomos neutros do país a integrar as camadas necessárias para receber instruções de usuários e produzir resultados.
A Live Science, em reportagem publicada em 24 de setembro, destacou a meta de ampliar o sistema para 10 mil qubits. Esse número pertence ao plano de desenvolvimento: a capacidade prevista para a fase inicial é de aproximadamente 50 qubits.
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Segundo o comunicado do Instituto de Ciência Molecular, a etapa seguinte prevê chegar a cerca de 500 qubits. A meta de 10 mil qubits físicos, acompanhados de recursos de detecção e correção de erros, foi estabelecida para março de 2031.
Como o computador quântico Shunkai faz cálculos
A unidade básica de informação do sistema é um átomo neutro usado como qubit. Feixes de laser concentrados, chamados de pinças ópticas, capturam os átomos e os organizam em um arranjo dentro de uma câmara de vácuo.
Para executar operações, o equipamento aplica micro-ondas ou luz de laser aos átomos. Uma câmera observa a fluorescência de cada um deles para permitir a leitura dos resultados, conforme a descrição divulgada pelos pesquisadores.
A escolha por átomos neutros permite operar sem o refrigerador exigido por algumas outras arquiteturas quânticas. É nesse sentido que a instituição descreve o Shunkai como um sistema que funciona à temperatura ambiente.
A equipe também aponta a possibilidade de mover os átomos durante os cálculos. Com isso, pretende ajustar quais qubits interagem e modificar sua disposição conforme o algoritmo utilizado. Essas características fazem parte da estratégia para ampliar o equipamento.
O que significa ser um sistema completo
A expressão full-stack, usada pelos pesquisadores, indica que o Shunkai reúne diferentes camadas de funcionamento. Elas convertem as instruções fornecidas por um usuário em sinais de controle para o equipamento e permitem interpretar a saída do cálculo.
O Instituto de Ciência Molecular liderou o desenvolvimento. De acordo com seu comunicado, a Hitachi participou da camada de software, enquanto a Infleqtion colaborou com a unidade de processamento quântico.
Essa integração é relevante para os testes previstos. A instituição planeja abrir parcialmente o sistema a pesquisadores externos, que poderão desenvolver aplicações e trabalhar na demonstração e no aperfeiçoamento de técnicas de correção de erros.
Erros são um obstáculo central para a computação quântica porque a informação armazenada nos qubits pode ser afetada por imperfeições nas operações e pela influência do ambiente. Colocar o Shunkai em operação não significa que a correção desses erros já esteja resolvida; ela é parte do trabalho anunciado para as próximas etapas.
Próximos passos até 2031
A segunda fase do projeto começou em abril de 2026. Nela, os pesquisadores pretendem aprimorar a integração e o controle do sistema, aumentar sua escala e buscar cálculos mais estáveis e precisos por períodos prolongados.
O objetivo para março de 2031 é disponibilizar a usuários externos um computador quântico de átomos neutros com 10 mil qubits físicos e capacidade de detectar e corrigir erros. Trata-se de uma meta de pesquisa, sujeita aos avanços das etapas intermediárias.
O coordenador do projeto, Kenji Ohmori, também prevê integrar o Shunkai à infraestrutura compartilhada de supercomputação do instituto. A proposta é formar um centro de computação que combine recursos quânticos e GPUs.
Por enquanto, o marco confirmado é a entrada em operação da máquina e a apresentação de seu plano de expansão. O comunicado não informa que o Shunkai já tenha atingido 500 qubits ou realizado cálculos com os 10 mil qubits previstos para 2031.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

