A repercussão nacional envolvendo a Igreja Batista da Lagoinha e pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro não deve alterar o vínculo da unidade de Rio Branco com a denominação. O pastor Junior Andrade, presidente da Lagoinha na capital acreana, afirmou ao ac24horas, nesta semana, que a igreja permanecerá aliançada à estrutura da Lagoinha, não fazendo parte do grupo de cerca de 70 igrejas que romperam com a sede, desde 2025.
A manifestação ocorre após a divulgação de informações atribuídas a relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sobre movimentações financeiras envolvendo a Lagoinha Belvedere, em Belo Horizonte, unidade era administrada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
O caso ganhou repercussão nacional depois que foram divulgadas informações de que Zettel teria realizado 26 transferências que, somadas, chegaram a aproximadamente R$ 19,2 milhões para a conta da igreja entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025.
Também vieram a público registros de outras movimentações envolvendo pessoas relacionadas ao banqueiro. As operações foram consideradas atípicas pelo Coaf e passaram a integrar o contexto das investigações envolvendo o Banco Master.
Diante da repercussão, o ac24horas procurou o pastor Junior Andrade para saber se a unidade de Rio Branco manteria sua vinculação com a Lagoinha Global e como a liderança local avaliava a exposição da denominação no caso.
Junior Andrade confirmou que a igreja permanecerá ligada à Lagoinha e argumentou que o episódio está relacionado a uma unidade específica. “Sobre permanecer na Lagoinha, sim, tendo em vista que somos mais de 600 igrejas no mundo, e o caso foi apenas em uma igreja local, e a realidade de uma não representa o todo”, afirmou.
O pastor também foi questionado sobre as notícias de que outras unidades da denominação estariam revendo ou rompendo a ligação ministerial com a igreja-sede após a repercussão do caso. Ele informou que responderia posteriormente aos demais questionamentos encaminhados pela reportagem.
Caso veio à tona com investigação do Banco Master
Segundo as informações divulgadas sobre o relatório do Coaf, a conta da Lagoinha Belvedere movimentou dezenas de milhões de reais no período analisado. A unidade, que tinha Zettel como responsável, passou a ser citada no contexto das investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro.
A Lagoinha Global afirmou que as igrejas que integram sua estrutura possuem autonomia administrativa, jurídica e financeira. A denominação também declarou que a gestão da unidade do Belvedere era de responsabilidade local e que não tinha conhecimento da dimensão das movimentações posteriormente identificadas pelo Coaf.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

