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Campo de gás retomado após descoberta em 1978 começa a produzir no Mar do Norte, aproveita plataformas existentes e pode prolongar sua operação até 2036
Escrito por Flavia Marinho
Publicado em 27/09/2026 às 17:15
Atualizado em 27/09/2026 às 18:58
Petróleo e Gás
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Descoberto há quase cinco décadas, o campo de gás Eirin começou a produzir em maio de 2026 após uma reavaliação econômica, e sua ligação com plataformas já instaladas deve ampliar a vida útil de Gina Krog
O campo de gás retomado Eirin, descoberto em 1978 no Mar do Norte, entrou em produção em maio de 2026. A Equinor, empresa de energia que opera o campo na Noruega, anunciou que o gás já segue para exportação por meio das plataformas Gina Krog e Sleipner A.
Durante décadas, a descoberta não foi desenvolvida porque o projeto não oferecia rentabilidade suficiente. A mudança veio com uma nova avaliação e com a possibilidade de usar estruturas que já operavam na região. A expectativa é que Eirin ajude a estender a vida econômica de Gina Krog de 2029 para 2036.
Por que o campo de gás retomado esperou desde 1978?
A existência de gás no subsolo não basta para iniciar a produção. Também é preciso construir uma forma viável de retirá-lo, processá-lo e transportá-lo. No caso de Eirin, a falta de rentabilidade levou ao abandono dos planos de desenvolvimento após a descoberta em 1978.
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O campo fica a cerca de 250 km a oeste de Stavanger, na Noruega, em uma área onde o mar tem aproximadamente 120 metros de profundidade. O reservatório está a cerca de 4.000 metros de profundidade.
A descoberta permaneceu conhecida durante todo esse período. O que mudou foi a avaliação das condições para colocá-la em operação. O projeto foi retomado em 2023, em um momento no qual o gás norueguês havia ganhado importância para o abastecimento da Europa.
Como Eirin passou da reavaliação à produção?
A reavaliação deu origem a um projeto de produção no fundo do mar ligado à plataforma Gina Krog. Em vez de instalar uma nova plataforma sobre o campo, a operação usa estruturas existentes para receber e encaminhar os recursos retirados de Eirin.
A Equinor, empresa de energia responsável pela operação de Eirin, estima o investimento total em 4,5 bilhões de coroas norueguesas. Da criação do projeto, em janeiro de 2023, até o início da produção, passaram três anos.
Os recursos que a operação espera recuperar somam aproximadamente 27,6 milhões de barris de óleo equivalente, principalmente gás. Essa unidade reúne diferentes tipos de combustível em uma mesma medida para facilitar a comparação. O número é uma estimativa de recuperação ao longo da operação, não um volume já produzido.
Qual é o caminho do gás até a exportação?
Eirin produz por meio de uma instalação no fundo do mar conectada a Gina Krog. Depois, o gás passa pela plataforma Sleipner A e segue para exportação pela rede de gasodutos. Os líquidos retirados junto com ele são enviados a Kårstø para processamento e exportação.
Essa ligação permite aproveitar parte da infraestrutura instalada na região. Na prática, um campo que ficou décadas sem produzir passa a usar plataformas e rotas de transporte disponíveis, o que ajuda a explicar por que seu desenvolvimento se tornou viável.
A instalação submarina foi preparada com dois espaços para ligação de poços. O projeto também permite conectar novas descobertas da área em etapas, caso elas venham a ser desenvolvidas.
O que muda para a plataforma Gina Krog?
O efeito de Eirin vai além do gás retirado do novo campo. Ao receber essa produção, Gina Krog pode continuar economicamente ativa por mais tempo. A projeção apresentada para a plataforma passa de 2029 para 2036, uma extensão de sete anos.
A produção começou em maio de 2026. O caso mostra como uma descoberta antiga pode ganhar condições de exploração quando um novo projeto consegue aproveitar instalações próximas.
Depois de quase cinco décadas entre a descoberta e o início da produção, Eirin passou a enviar gás para a Europa. Seu desenvolvimento também oferece uma perspectiva mais longa de operação para Gina Krog.
Você conhece outro campo que demorou décadas para começar a produzir? Conte nos comentários ou compartilhe esta história com quem acompanha o setor de petróleo e gás.
Fonte
Equinor
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Flavia Marinho.

