A Diocese de Rio Branco afirmou que não possui viés político-partidário e que respeita integralmente a escolha individual de cada eleitor. Mesmo assim, orientou os fiéis acreanos a priorizar os mais necessitados e o cuidado com a Amazônia na hora do voto. O posicionamento foi enviado ao ac24horas nesta quarta-feira (30), em resposta a questionamentos da reportagem sobre o papel da Igreja Católica no período eleitoral.
Segundo a diocese, a causa da instituição “é pública e fundamenta-se na defesa dos mais pobres, no cuidado com a Casa Comum e na evangelização”. O texto define o voto como “um instrumento da democracia e uma escolha individual, integralmente respeitada pela Igreja” e trata a preservação da floresta como obrigação dos católicos. “O cuidado com a Amazônia é um dever moral, pois o Senhor nos confiou a criação”, diz a nota.
Na mensagem à população acreana para o período eleitoral, a Igreja convoca a comunidade de fé à oração e reforça as prioridades. “Desejamos que nossas escolhas priorizem sempre os mais necessitados, que o zelo pela Casa Comum seja um farol a nos guiar e que a Palavra de Deus seja o nosso alimento diário”, afirma.
Sobre os temas locais considerados prioritários, a diocese citou as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE), documento que orienta a atuação da Igreja no país. A instituição reafirmou a “opção preferencial pelos mais vulneráveis, pela defesa da Casa Comum e pela convivência pacífica entre os povos”.
A reportagem também perguntou se há relatos de fiéis confusos ou divididos por causa da política nas comunidades. A diocese informou que não recebeu manifestações nem solicitações sobre o tema por vias oficiais. A instituição disse que se mantém “atenta e pronta para acolher e ouvir toda a comunidade de fé” e que orienta os católicos a buscar a unidade e a paz.
A resposta foi a mesma sobre a repercussão, entre os fiéis acreanos, dos boatos sobre a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. De acordo com a Igreja, a comunidade católica no estado não fez manifestações oficiais sobre o assunto. “Permanecemos serenos e inabaláveis em nossa devoção à Virgem Maria”, declarou.
A diocese afirmou ainda que não há registro de incidentes oficiais na jurisdição relacionados a ataques à imagem de Nossa Senhora ou a acusações de “idolatria” contra católicos. No texto, a Igreja descreve o povo acreano como “ordeiro, alegre e pacífico” e diz que mantém boa relação com todas as denominações religiosas. “A Diocese mantém-se atenta aos fatos e pronta para o diálogo”, acrescentou.
Sobre a relação com lideranças evangélicas no estado, a diocese afirmou que respeita todas as manifestações religiosas, suas agremiações e seus líderes. A instituição disse que cultiva uma relação ecumênica “fundamentada na fé, no mútuo respeito e na caridade”. Segundo a Igreja, o padre Massimo Lombardi participa das atividades ecumênicas no Acre e mantém abertos os canais de comunicação e de apoio recíproco entre as denominações.
Conteúdo reproduzido originalmente em: Ecos da Notícia por ac24horas.

