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Austrália aprova parque eólico com até 141 turbinas de 300 metros, bateria de 718 MWh e energia suficiente para abastecer cerca de 463 mil casas por ano
Escrito por Carla Teles
Publicado em 02/10/2026 às 10:52
Atualizado em 02/10/2026 às 10:55
Energia Renovável
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Bullawah Wind Farm será instalado na zona de energia renovável do sudoeste de Nova Gales do Sul e recebeu autorização condicionada a medidas sobre estradas, biodiversidade, incêndios e segurança.
Um projeto de energia renovável com até 141 turbinas eólicas de até 300 metros de altura recebeu aprovação em Nova Gales do Sul, na Austrália. O Bullawah Wind Farm poderá atingir 804 MW de capacidade instalada e incluirá um sistema de armazenamento em baterias de 359 MW e 718 MWh, com geração estimada suficiente para abastecer aproximadamente 463.400 residências por ano.
A aprovação foi anunciada em 1º de outubro de 2026 pela Independent Planning Commission of New South Wales, responsável pela análise da proposta. O órgão autorizou o desenvolvimento sujeito a condições voltadas a trânsito, estradas, biodiversidade, prevenção de incêndios e resposta a emergências antes e durante a construção.
Turbinas poderão alcançar 300 metros de altura
O projeto foi apresentado pela BayWa r.e. Projects Australia Pty Ltd e prevê a construção e operação de até 141 turbinas eólicas, cada uma com altura máxima de ponta de 300 metros.
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Quando implantadas, as turbinas formarão uma usina com capacidade de geração de até 804 MW. O empreendimento ficará aproximadamente 28 quilômetros a sudeste de Hay e ocupará áreas dos governos locais de Hay Shire, Edward River e Murrumbidgee.
O Bullawah Wind Farm está localizado dentro da South West Renewable Energy Zone, área destinada ao desenvolvimento de novos projetos ligados à geração e à infraestrutura elétrica.
A autorização permite que o empreendimento avance para uma nova etapa, mas não elimina as condições impostas pela comissão antes e durante a implantação.
Bateria terá 359 MW de potência e 718 MWh de armazenamento
Além das turbinas, o Bullawah Wind Farm contará com um sistema de armazenamento de energia em baterias, conhecido pela sigla BESS.
A estrutura terá 359 MW de potência e 718 MWh de capacidade de armazenamento. O projeto inclui ainda instalações necessárias para conectar tanto a geração eólica quanto as baterias às redes de transmissão existentes e planejadas.
Essa combinação permite reunir geração renovável e armazenamento dentro do mesmo empreendimento. A fonte oficial, porém, não detalha no comunicado quantas horas de operação específica da bateria serão utilizadas em diferentes condições do sistema nem apresenta um cronograma operacional para sua utilização.
A comissão também determinou que a empresa responsável prepare um Estudo de Segurança contra Incêndios antes do início da construção do sistema de baterias.
Além disso, será obrigatório desenvolver um plano de emergência em consulta com os serviços responsáveis por atendimento a ocorrências e com os governos locais afetados pelo projeto.
Energia poderá atender aproximadamente 463,4 mil residências por ano
A estimativa oficial é que o empreendimento consiga gerar eletricidade renovável suficiente para abastecer aproximadamente 463.400 residências anualmente.
A comissão considerou que o projeto poderá contribuir para a geração renovável e para os objetivos energéticos estratégicos do estado de Nova Gales do Sul.
O órgão também avaliou benefícios econômicos para a região e concluiu que atividades agrícolas poderão continuar sendo desenvolvidas junto ao parque eólico.
Segundo a decisão, a coexistência entre as turbinas e as propriedades rurais poderá permitir a manutenção da produção agrícola, além de apoiar práticas relacionadas à sustentabilidade e à resiliência das terras utilizadas.
A conclusão da análise dependeu da avaliação de diferentes efeitos do empreendimento, incluindo impactos ambientais e alterações provocadas durante a construção.
Comunidade levantou preocupações sobre estradas e biodiversidade
Antes da decisão, o painel de três integrantes da comissão realizou reuniões com partes envolvidas, inspeção do local e visita à região.
O processo recebeu 35 manifestações por escrito. A pedido do ministro de Planejamento e Espaços Públicos, a comissão também realizou uma audiência pública, na qual ouviu 17 integrantes da comunidade.
Entre as preocupações apresentadas estavam os impactos do tráfego durante as obras, condições das estradas, biodiversidade, resíduos e efeitos cumulativos do empreendimento.
Para reduzir esses problemas, a aprovação foi acompanhada de uma série de condições que a empresa responsável terá de cumprir.
Estradas terão de passar por melhorias antes dos veículos pesados
Uma das principais exigências está relacionada ao tráfego provocado pela construção. A empresa deverá elaborar um Plano de Gestão de Tráfego para reduzir interferências em estradas locais, ônibus escolares, máquinas agrícolas, movimentação de animais e demais usuários.
O uso da rotatória de Hay por veículos pesados ligados ao projeto também ficará limitado a um pequeno número de caminhões relacionados ao transporte proveniente de pedreiras.
Outra condição obriga a realização de melhorias na Jerilderie Road antes do início da circulação de veículos pesados.
Durante a construção, a empresa ainda terá de realizar inspeções regulares nas condições das vias e executar reparos quando forem identificados danos relacionados às atividades do empreendimento.
Proteção de espécie ameaçada entrou nas condições da aprovação
As exigências ambientais incluem a elaboração de um Plano de Gestão da Biodiversidade e de um plano específico para o Plains-wanderer, espécie ameaçada considerada durante a avaliação do projeto.
A empresa também deverá retirar créditos de ecossistema e participar de iniciativas regionais destinadas à conservação da espécie e de seus habitats.
Essas medidas foram impostas depois de a comissão analisar as preocupações levantadas pelas comunidades e pelos governos locais durante o processo de avaliação.
A aprovação, portanto, não representa autorização irrestrita. O empreendimento poderá avançar desde que cumpra as condições ambientais, viárias e de segurança estabelecidas pela Independent Planning Commission.
Projeto segue aprovado sob condições
A decisão foi tomada por um painel formado pelo professor Neal Menzies, presidente, além de Suellen Fitzgerald e Michael Wright.
No documento de justificativa, a comissão concluiu que o projeto contribuirá para a geração renovável, apoiará objetivos energéticos estaduais e poderá produzir benefícios econômicos regionais.
Ao mesmo tempo, estabeleceu mecanismos destinados a limitar efeitos negativos sobre moradores, estradas, atividades agrícolas e biodiversidade.
O Bullawah Wind Farm permanece, portanto, aprovado sob condições, com até 141 turbinas, 804 MW de geração e sistema de baterias de 359 MW/718 MWh, enquanto a empresa terá de cumprir as exigências impostas antes e durante a construção.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

