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De olho na indústria de rochas do ES, grupo italiano investe R$ 60 milhões para ampliar fábrica e elevar produção de 18 mil para 30 mil toneladas ao ano
Escrito por Romário Pereira de Carvalho
Publicado em 06/10/2026 às 10:05
Atualizado em 06/10/2026 às 10:20
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Divulgação/Grupo Geofin
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Fabricante italiana vai elevar a capacidade de 18 mil para 30 mil toneladas por ano até 2027, mirando crescer 30% no mercado brasileiro de rochas e ampliar presença no Espírito Santo com novos investimentos industriais
A DDChem está colocando R$ 60 milhões na expansão de sua fábrica em Verona, na Itália. O movimento mira elevar a produção de insumos químicos e acompanhar o crescimento do mercado brasileiro de rochas, com forte concentração no Espírito Santo.
Divulgação/Grupo Geofin
Produção vai saltar de 18 mil para 30 mil toneladas
A fabricante italiana de resinas, pertencente ao Grupo Geofin, iniciou em 2025 um ciclo de investimentos para ampliar seu parque industrial no Norte da Itália. A conclusão está prevista para o fim de 2027.
Com o projeto, a capacidade anual de fabricação de resinas, endurecedores e outros produtos químicos deverá passar das atuais 18 mil toneladas para 30 mil toneladas.
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O aumento é de 12 mil toneladas por ano, uma expansão de aproximadamente 67% sobre a capacidade atual. O investimento, porém, não está restrito apenas a colocar mais produto no mercado.
Segundo Dino Sprea, sócio e fundador do Grupo Geofin, o projeto também envolve avanços em automação, padronização, controle dos processos e capacidade de reação às mudanças do mercado.
Espírito Santo está no centro dos planos da DDChem
O Brasil tem peso relevante nessa estratégia. A DDChem responde por mais da metade das resinas utilizadas pela indústria brasileira de rochas, segundo as informações fornecidas pela companhia.
E boa parte desse mercado está concentrada no Espírito Santo. Aproximadamente 80% da indústria brasileira de rochas está instalada no estado, o que coloca o mercado capixaba diretamente no radar da nova capacidade industrial da empresa.
A expectativa da DDChem é crescer 30% dentro do mercado brasileiro de rochas. Parte relevante das toneladas adicionais produzidas na Itália deverá, portanto, dar suporte a essa expansão.
“O Espírito Santo, desta forma, é um mercado que absorverá grande parte deste nosso importante aumento de produção”, afirmou Sprea.
Quartzitos aumentam demanda por máquinas e insumos
Outro fator observado pela fabricante é o avanço dos quartzitos brasileiros no mercado internacional. Esse tipo de rocha exige processos específicos de beneficiamento e maior utilização de equipamentos e insumos químicos.
De acordo com Sprea, as mudanças também atingem a resinagem e o parque industrial dos fabricantes brasileiros. Para a DDChem, esse cenário cria espaço para ampliar a venda de produtos voltados ao processamento das rochas.
O grupo também pretende crescer em outros segmentos que utilizam produtos químicos, incluindo as indústrias de colas, tintas e adesivos.
Grupo já mantém operação ligada ao Espírito Santo
A relação do Grupo Geofin com o mercado capixaba não começou agora. O conglomerado é dono da Nebrax, empresa fundada no Espírito Santo há 20 anos.
A Nebrax atua na distribuição de resinas e outros insumos destinados à indústria de rochas. Paralelamente ao avanço no Brasil, o grupo afirma operar em mais de 60 países e também mira ampliar seus negócios em mercados como Estados Unidos e Índia.
Fonte
https://www.agazeta.com.b
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Romário Pereira de Carvalho.

