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Starlink passa a TIM na banda larga fixa do Brasil com 936,8 mil acessos em agosto, mostra a Anatel, e já é a maior internet de 378 municípios
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 07/10/2026 às 16:34
Ciência e Tecnologia
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A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, fechou agosto com 6.925 acessos de banda larga fixa a mais que a TIM, pelos números da Anatel. A antena tem as maiores fatias no Norte e no Centro-Oeste, e em 33 cidades já passa de 90% dos acessos.
A Starlink passou a TIM em acessos de banda larga fixa no Brasil. Os dados de acessos da Anatel mostram a empresa de internet via satélite de Elon Musk com 936.807 acessos em agosto de 2026, contra 929.882 da operadora italiana.
A virada foi destacada nesta quarta-feira (7) pelo jornalista João Melo, do Canaltech. A distância entre as duas é curta, de 6.925 acessos, e cada uma fica com cerca de 1,6% do mercado.
Com isso, a Starlink virou a nona maior empresa de banda larga fixa do país. A lista é puxada pela Claro, com 10,9 milhões de acessos, e pela Vivo, com 8,5 milhões. A TIM desceu para o décimo lugar, logo à frente da catarinense Unifique.
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Quanto a Starlink cresceu em um ano na banda larga fixa
A ultrapassagem veio de um salto que a planilha da Anatel deixa claro quando se compara agosto com agosto. Em doze meses, a base da Starlink mais que dobrou, enquanto a TIM e o mercado inteiro andaram devagar.
Na conta, a Starlink ganhou 513.957 acessos em um ano. Só em agosto, foram 65.765 novos, quase seis vezes o saldo da TIM no mesmo mês, que ficou em 11.335.
Em janeiro, a TIM ainda tinha 866.565 acessos e a Starlink, 656.413. A diferença de 210 mil acessos foi tirada em sete meses, com a empresa de Musk crescendo todo mês sem nenhuma queda.
A Starlink também manda na própria categoria. A Anatel contava 1.100.964 acessos de internet via satélite em agosto, e 85,1% deles eram da Starlink.
Os estados onde a internet via satélite de Elon Musk mais pesa
Em número absoluto, Minas Gerais lidera, com 128.977 acessos da Starlink, seguida pelo Pará (122.902) e por São Paulo (91.984). A fatia no mercado de cada estado conta outra história, e ela é bem maior na Amazônia.
Em São Paulo, o peso da Starlink é de só 0,54%. No Nordeste a presença também é pequena, com 0,34% no Ceará e 0,51% em Pernambuco, mas o Maranhão foge da regra no ritmo: a base no estado cresceu 55,7% de janeiro a agosto.
Onde a Starlink já é a maior internet da cidade?
A base da Anatel registra acessos da Starlink em 5.515 das 5.571 localidades listadas. Em 378 delas, a empresa de Musk é a maior prestadora de banda larga fixa do município.
Em 249 cidades, ela tem mais da metade dos acessos. Em outras 33, a fatia passa de 90%, e os casos extremos estão na Amazônia.
Em Japurá (AM), 671 dos 679 acessos de internet fixa são da Starlink, ou 98,8%. Em Gurupá (PA), são 3.771 de 3.837, o que dá 98,3%. Portel, também no Pará, aparece com 97,2%.
Breves, no Marajó, tem 6.059 acessos da Starlink e é a quarta maior base da empresa no país. A cidade paraense fica atrás só do Rio de Janeiro, de Manaus e de Brasília, e à frente de São Paulo.
Quanto custa a internet da Starlink no Brasil?
O plano Residencial custa R$ 189 por mês, com dados ilimitados e velocidade de até 100 Mbps, informou o jornalista Bruno Bertonzin no Canaltech em setembro. O Residencial Max sai por R$ 249 mensais e passa de 400 Mbps.
A antena Mini custa R$ 1.199 no preço cheio. Em setembro, a Starlink passou a vendê-la por R$ 99 para quem assina o Max e aceita ficar 12 meses.
Pela tabela, o plano mais rápido sai mais barato no primeiro ano, desde que a promoção da antena ainda esteja de pé. O portal Compre Rural avisou em 5 de outubro que a oferta de R$ 99 pode ter acabado, então o preço precisa ser conferido no site oficial antes da compra.
Do segundo ano em diante, o Residencial volta a ser o mais barato. A diferença entre as mensalidades dá R$ 720 por ano, fazendo 12 vezes os R$ 60 que separam os dois planos.
O que muda para quem mora no interior
Para quem vive longe dos grandes centros, a Starlink virou uma opção de internet fixa onde o cabo não chega. A antena precisa só de céu aberto e conversa com satélites de órbita baixa, que ficam bem mais perto da Terra que os satélites de TV.
Nas cidades em que a Starlink passa de 90% dos acessos, como Gurupá e Japurá, quase não há outra rede de banda larga fixa registrada na Anatel. Ali, a internet via satélite deixou de ser plano B e passou a ser a conexão da casa.
O custo ainda pesa no bolso. O plano básico com antena a preço cheio passa de R$ 3,4 mil no primeiro ano, valor alto para famílias de cidades pequenas.
A empresa opera no Brasil desde 2022. Em abril de 2025, a Anatel autorizou a ampliação da rede de internet via satélite da Starlink no país, com licença válida até 2027, de acordo com o Canaltech.
Os números da Anatel ainda podem mudar
Os dados são enviados pelas próprias empresas, e os meses mais recentes costumam ser revistos porque há provedores que atrasam a entrega. O alerta foi feito pelo jornalista Eduardo Vasconcelos, do Teletime, que também viu a Starlink passar a TIM.
O total do país caiu de 58,6 milhões de acessos em julho para 57,9 milhões em agosto, o que reforça a chance de revisão. Com só 6.925 acessos de diferença, a ordem entre Starlink e TIM ainda pode mudar quando os números forem atualizados.
A própria Starlink diz ter mais de 1 milhão de clientes no Brasil desde janeiro. Essa conta segue um método da empresa e não bate com a contagem da agência.
Na sua cidade, a internet chega por cabo, por rádio ou por antena de satélite? Conte nos comentários quanto você paga e como é a conexão por aí.
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

