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Novo contrato da SLB OneSubsea mira produção em águas profundas com bombas submarinas acima de 15.000 psi, pressão que supera limites de soluções convencionais no Golfo da América
Escrito por Carla Teles
Publicado em 10/10/2026 às 14:43
Atualizado em 10/10/2026 às 14:45
Setor Offshore
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SLB OneSubsea fornecerá sistema submarino HPHT para Shenandoah, projetado para operar acima de 15.000 psi e ampliar recuperação de petróleo e gás em águas profundas.
A SLB OneSubsea recebeu um contrato da Beacon Offshore Energy Exploration and Production para fornecer um sistema de bombeamento multifásico de alta pressão e alta temperatura ao campo de Shenandoah, no Golfo da América. O equipamento foi projetado para trabalhar de forma confiável acima de 15.000 psi, em condições que ultrapassam os limites atribuídos pela empresa às soluções submarinas convencionais.
As informações constam em comunicado da SLB datado de 9 de abril de 2026, divulgado a partir de Houston. O projeto será aplicado no campo de Shenandoah e busca apoiar a recuperação de petróleo e gás em águas profundas, combinando processamento submarino com uma solução específica para as condições de pressão e temperatura encontradas na operação.
SLB OneSubsea leva bombeamento acima de 15.000 psi para Shenandoah
O principal elemento tecnológico do contrato é o sistema de bombeamento multifásico HPHT, sigla utilizada para aplicações de alta pressão e alta temperatura. Segundo a SLB, a solução foi desenvolvida para operar acima de 15.000 psi, faixa que exige equipamentos capazes de suportar condições severas no ambiente submarino.
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A SLB OneSubsea afirma que o sistema foi concebido justamente para situações que vão além da capacidade de soluções submarinas convencionais. Isso coloca a pressão de operação no centro do projeto, já que o desempenho do equipamento precisa ser mantido mesmo diante das exigências impostas por um campo em águas profundas.
O fornecimento será destinado ao campo de Shenandoah, operado pela BOE Exploration and Production. O contrato reforça o uso de tecnologias de processamento diretamente no ambiente submarino como alternativa para melhorar o aproveitamento dos reservatórios.
Projeto começou a ser desenvolvido com a BOE em janeiro de 2025
A participação da SLB OneSubsea no projeto não começou apenas com a formalização do contrato. De acordo com Andreas Fjellbirkeland, vice-presidente de Sistemas de Processamento da companhia, o trabalho com a BOE teve início em janeiro de 2025.
Esse período permitiu que a equipe desenvolvesse uma solução adaptada às condições específicas do campo. Em vez de aplicar um equipamento padronizado sem modificações, o projeto foi direcionado às necessidades operacionais encontradas em Shenandoah.
A estratégia demonstra como projetos de águas profundas dependem cada vez mais da combinação entre engenharia, características do reservatório e capacidade dos sistemas submarinos. Pressão elevada e temperatura alta exigem equipamentos projetados para condições específicas, principalmente quando o objetivo é manter confiabilidade em operações de longo prazo.
Bombas multifásicas podem atuar diretamente sobre os fluidos produzidos
O sistema contratado é classificado como multifásico porque foi projetado para lidar com o fluxo produzido pelo campo sem depender exclusivamente da separação convencional das diferentes fases antes do bombeamento.
No contexto apresentado pela empresa, essa tecnologia de processamento submarino tem como objetivo apoiar a movimentação dos fluidos e contribuir para uma recuperação mais eficiente de petróleo e gás. A SLB OneSubsea associa ainda o sistema à possibilidade de acelerar a produção e ampliar o valor extraído do campo.
A empresa, porém, apresenta essas vantagens como objetivos e benefícios esperados da tecnologia. O comunicado não informa volumes adicionais de produção, percentual de aumento da recuperação nem cronograma detalhado para a entrada do equipamento em operação.
Águas profundas elevam exigências sobre equipamentos submarinos
Projetos localizados em águas profundas impõem desafios técnicos que aumentam a importância da confiabilidade dos equipamentos instalados no fundo do mar. Em Shenandoah, um dos pontos destacados é justamente a necessidade de operar em condições de alta pressão e alta temperatura.
O sistema da SLB OneSubsea foi projetado para superar 15.000 psi de pressão operacional. Esse dado é especialmente relevante porque a própria empresa afirma que as condições do projeto excedem os limites normalmente associados às soluções submarinas convencionais.
Quanto mais exigente o ambiente, maior a necessidade de equipamentos desenvolvidos especificamente para suportar essas condições. Falhas em sistemas instalados no fundo do mar podem envolver operações complexas de intervenção, razão pela qual desempenho e confiabilidade tornam-se aspectos centrais na engenharia submarina.
Tecnologia busca melhorar recuperação de petróleo e acelerar produção
Além de suportar condições severas, a solução foi contratada com uma finalidade diretamente ligada ao aproveitamento do campo. Segundo a SLB, o processamento submarino deverá dar suporte à recuperação aprimorada de petróleo, à aceleração da produção e ao aumento do valor obtido com os recursos disponíveis.
A lógica é utilizar o bombeamento submarino para favorecer o deslocamento dos fluidos produzidos e melhorar as condições operacionais ao longo do desenvolvimento do reservatório. O equipamento funciona, portanto, como parte de uma infraestrutura mais ampla voltada à produção offshore.
A SLB OneSubsea relaciona esse tipo de tecnologia ao avanço dos projetos de águas profundas no Golfo da América. Para a empresa, a continuidade dos investimentos na região aumenta a demanda por sistemas capazes de operar em ambientes nos quais pressão e temperatura tornam soluções convencionais insuficientes.
Shenandoah recebe sistema desenvolvido especificamente para o campo
Um dos diferenciais destacados no comunicado é que o equipamento foi desenvolvido sob medida para Shenandoah. A cooperação iniciada em 2025 permitiu que características operacionais do campo fossem consideradas durante o projeto do sistema.
Essa abordagem é importante porque campos offshore não apresentam necessariamente as mesmas condições de pressão, temperatura, composição de fluidos ou estratégia de desenvolvimento. O sistema precisa responder ao ambiente específico em que será instalado, especialmente quando a pressão de operação ultrapassa 15.000 psi.
O contrato, portanto, não envolve apenas o fornecimento de uma bomba submarina isolada. Ele faz parte de uma solução de processamento projetada para apoiar o desenvolvimento do campo e melhorar a recuperação dos hidrocarbonetos.
SLB OneSubsea reúne SLB, Aker Solutions e Subsea7
A SLB OneSubsea é uma joint venture apoiada pela SLB, Aker Solutions e Subsea7. Segundo as informações institucionais fornecidas pela companhia, a operação possui sedes em Oslo e Houston e reúne aproximadamente 10 mil funcionários em diferentes países.
A empresa atua no desenvolvimento de tecnologias submarinas voltadas à produção de petróleo e gás, processamento e integração de sistemas. Entre seus objetivos declarados estão a otimização da produção, a redução das emissões associadas às operações submarinas e o desenvolvimento de novas soluções para campos offshore.
O contrato de Shenandoah se encaixa nessa estratégia ao combinar bombeamento multifásico com requisitos HPHT e aplicação em águas profundas.
Pressão acima de 15.000 psi coloca tecnologia no centro do novo contrato
O ponto mais relevante do acordo é a capacidade técnica exigida pelo campo. A SLB OneSubsea terá de fornecer um sistema capaz de operar acima de 15.000 psi em um ambiente de alta pressão e alta temperatura, condição que a empresa classifica como superior aos limites das soluções submarinas convencionais.
Ao mesmo tempo, o objetivo do projeto vai além de simplesmente movimentar fluidos. A tecnologia foi desenhada para contribuir com maior recuperação, apoiar uma produção mais rápida e ampliar o aproveitamento econômico do campo de Shenandoah.
O desempenho real do sistema dependerá da implantação e das condições encontradas durante a operação, mas o contrato mostra como bombas submarinas de alta pressão estão assumindo papel crescente em projetos offshore mais exigentes.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Carla Teles.

