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Máquina de 2.600 toneladas ‘rasga’ São Paulo e abre 5,8 km de túnel rumo a Guarulhos, com 133 metros de comprimento, 11,67 metros de diâmetro e avanço previsto de 12 metros por dia
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 15/10/2026 às 18:48
Atualizado em 15/10/2026 às 18:50
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Hebe Camargo parte do canteiro da futura estação Penha e atuará em paralelo à Cora Coralina; prolongamento da Linha 2-Verde é executado em duas fases, com chegada do serviço à estação Dutra, em Guarulhos, prevista para 2032.
O Metrô de São Paulo iniciou nesta quinta-feira (15) a escavação mecanizada do trecho subterrâneo entre a futura estação Penha e o poço de ventilação e saída de emergência Castelo Branco, em Guarulhos. A operação integra a ampliação da Linha 2-Verde em direção ao município da Grande São Paulo.
A Folha de S.Paulo registrou o início dos trabalhos e informou que a tuneladora Hebe Camargo percorrerá aproximadamente 5,8 quilômetros. O equipamento foi fabricado na China e montado no canteiro da futura estação Penha.
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Tuneladora escava e instala o revestimento
A máquina tem 133 metros de comprimento, 11,67 metros de diâmetro e aproximadamente 2.600 toneladas. As dimensões e a montagem do equipamento também haviam sido detalhadas pelo Governo de São Paulo antes do início da escavação.
Durante o avanço, a roda de corte instalada na parte frontal fragmenta o terreno, enquanto os demais sistemas da tuneladora dão continuidade à escavação e à montagem do revestimento. Ao longo do percurso, serão instaladas 3.867 peças de concreto para formar a estrutura do túnel.
A estimativa divulgada pelo Metrô é de avanço médio de 12 metros por dia. Nos primeiros dias da operação, o trabalho será acompanhado por monitoramento geotécnico e verificação contínua dos parâmetros da máquina, usados para observar o comportamento do solo e o desempenho do equipamento durante a escavação.
Esse acompanhamento ocorre enquanto a tuneladora avança pelo subsolo entre São Paulo e Guarulhos. A velocidade média prevista funciona como referência operacional e não elimina a necessidade de monitorar as condições encontradas no terreno ao longo do percurso.
Duas tuneladoras trabalham na expansão
A Hebe Camargo atuará em paralelo à tuneladora Cora Coralina, que escava outro segmento da ampliação da Linha 2-Verde. Segundo o Metrô, será a primeira vez que duas máquinas desse tipo avançam simultaneamente em trechos diferentes da mesma obra.
Enquanto a Hebe Camargo segue da Penha em direção ao poço Castelo Branco, a Cora Coralina trabalha no trecho da expansão situado no sentido de Vila Prudente. A operação simultânea permite que frentes subterrâneas distintas sejam executadas dentro do mesmo projeto.
A ampliação da linha está dividida em duas fases. A primeira liga Vila Prudente à Penha, soma 8,3 quilômetros, inclui oito novas estações e prevê a incorporação de 22 trens à frota destinada à operação da Linha 2-Verde.
A entrada em operação desse trecho é prevista para 2028. A segunda fase seguirá da Penha até a futura estação Dutra, já em Guarulhos, com cinco estações e um pátio destinado à manutenção e ao estacionamento dos trens.
O serviço no segmento entre Penha e Dutra é esperado para 2032. A futura estação Dutra ficará na região próxima à rodovia Presidente Dutra e está prevista também como ponto de conexão com a planejada Linha 19-Celeste.
Trecho até Guarulhos concentra R$ 9,2 bilhões
O custo estimado da ampliação completa da Linha 2-Verde é de R$ 24,2 bilhões. Dentro desse orçamento, cerca de R$ 9,2 bilhões correspondem ao trecho que prolongará a linha da Penha até Guarulhos.
A expectativa divulgada para a expansão é de acréscimo médio de 700 mil passageiros por dia. O número se refere ao conjunto da ampliação e não apenas ao trecho que está sendo escavado pela Hebe Camargo entre a Penha e o poço Castelo Branco.
Quando todo o projeto estiver concluído, a Linha 2-Verde deverá alcançar 28,5 quilômetros de extensão e 27 estações. A capacidade projetada para o corredor completo é de até 1,5 milhão de passageiros diariamente.
A escavação iniciada pela Hebe Camargo corresponde a uma das frentes necessárias para levar a infraestrutura subterrânea até Guarulhos, mas o percurso da máquina termina no poço Castelo Branco, não na futura estação Dutra.
A chegada do serviço comercial até Dutra depende ainda do avanço das estações, conexões, acessos, sistemas e demais estruturas previstas para a segunda fase. O cronograma divulgado mantém a operação desse segmento prevista para 2032.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

