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Caminhoneiros e frotistas vão encontrar na Fenatran o novo G430 de 11 litros da Scania, que promete gastar até 8% menos diesel e quer vender ao menos 3 mil caminhões na feira, o equivalente a 2 a 3 meses da fábrica do ABC
Escrito por Paulo Nogueira
Publicado em 16/10/2026 às 12:21
Atualizado em 16/10/2026 às 12:50
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A Scania na Fenatran, que acontece de 9 a 13 de novembro no São Paulo Expo, terá como principal novidade o G430 4×2 com motor Super de 11 litros e uma meta de vendas que, se confirmada, ocupa de dois a três meses da linha de montagem da fábrica de São Bernardo do Campo.
Montadora projeta vender ao menos 3 mil caminhões durante os cinco dias da feira
A projeção foi apresentada pela Scania em 15 de outubro, em encontro com a imprensa antes do salão. Segundo a AutoData, a marca espera vender ao menos 3 mil caminhões na Fenatran.
O número é uma meta.
Não se trata de pedidos já fechados, e a confirmação só deve vir depois de 13 de novembro, quando o pavilhão fechar e as negociações feitas no estande forem contabilizadas.
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Volume equivale a dois a três meses de produção em São Bernardo do Campo
De acordo com a reportagem, as 3 mil unidades correspondem a dois a três meses de produção da fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.
Ou seja, a montadora pretende sair de uma única feira com a carteira de um trimestre praticamente preenchida, caso a projeção se confirme.
Conta da meta aponta ritmo de 1.000 a 1.500 caminhões por mês no ABC
A Scania não divulgou a produção mensal da fábrica. A comparação feita pela própria empresa, porém, permite estimá-la, e esse cálculo é conta da reportagem.
Se 3 mil caminhões equivalem a dois meses, a linha monta cerca de 1.500 por mês. Se equivalem a três meses, o ritmo cai para perto de 1.000.
A faixa de 1.000 a 1.500 caminhões mensais é, portanto, o que a meta revela sobre a capacidade efetivamente usada em São Bernardo do Campo.
“Não produzimos para estoque”: cada venda na feira vira encomenda na linha
A frase de Silvio Renan, diretor de vendas de soluções, ajuda a ler o número. “Não produzimos para estoque, somente o veículo vendido para a aplicação do cliente”, afirmou à AutoData.
Dessa forma, cada caminhão negociado na Fenatran entra na fila de uma fábrica que monta sob encomenda, configurado para o uso que o comprador declarou.
Para o frotista, isso significa que a assinatura no estande não equivale a caminhão no pátio no dia seguinte.
G430 4×2 chega com motor Super de 11 litros e 430 cavalos
A principal novidade do estande é o G430 4×2. O caminhão usa o motor Super de 11 litros, na potência de 430 cv.
O preço do modelo não foi divulgado.
Promessa de gastar até 8% menos diesel tem duas versões nas fontes
O argumento de venda é o consumo. A Scania promete economia de combustível de até 8% com o novo conjunto.
Há, no entanto, uma divergência de redação. A AutoData registrou “pelo menos 8%”, enquanto a Transporte Moderno publicou “até 8%”, que é a forma mais conservadora e a adotada aqui.
Quem já acompanhou a planilha de custo de uma frota sabe o peso desse percentual, multiplicado por milhares de quilômetros rodados por mês.
Diretor chama o 11 litros de “novo matador” nas versões 4×2 e 6×2
A aposta comercial ficou clara na fala de Eronildo Barros, diretor-geral das operações comerciais da marca.
“O motor 11 litros, na potência 430, nas configurações 4×2 e 6×2, é um novo matador”, disse o executivo, segundo a AutoData.
A declaração indica que o motor não ficará restrito à versão 4×2 mostrada como destaque. Além disso, a versão 6×2 deve fazer parte da oferta.
Linha Super soma 25.500 caminhões vendidos a 5 mil clientes desde 2022
O G430 chega apoiado em um histórico de vendas. Desde 2022, a Scania vendeu 25.500 veículos da linha Super a 5 mil clientes, segundo a AutoData.
A divisão simples dá uma média de cerca de cinco caminhões por cliente. Como é média, ela esconde clientes de uma unidade e frotas grandes no mesmo número.
Conforme a empresa, esses clientes economizaram 256 milhões de litros de diesel, o que equivale a cerca de R$ 1,5 bilhão.
Cada Super vendido desde 2022 poupou em média 10 mil litros de diesel
A Scania divulgou o total, mas não a média por veículo. Dividir um pelo outro é o que transforma o número de vitrine em dado útil para quem compra, e a conta é da reportagem.
São 256 milhões de litros divididos por 25.500 caminhões. O resultado é de aproximadamente 10 mil litros por caminhão desde 2022.
Pelo mesmo raciocínio, o valor de R$ 1,5 bilhão corresponde a cerca de R$ 59 mil por veículo no período. Como o total em reais é aproximado, a média também é.
A média, contudo, mistura caminhões com tempos de uso diferentes, já que parte deles foi vendida em 2022 e parte há poucos meses.
Economia declarada corresponde a 686 mil toneladas de CO2 evitadas
A montadora também converteu o diesel poupado em emissões. Segundo os números apresentados, foram 686 mil toneladas de CO2 evitadas pela linha Super.
Dividido pela frota de 25.500 veículos, o total dá perto de 27 toneladas por caminhão, outra conta direta da reportagem.
Caminhões a gás já somam 3 mil unidades e miram 10% das vendas
O diesel não é a única frente. A Scania tem 3 mil caminhões a gás rodando desde 2020, o que representa cerca de 6% das suas vendas.
A meta é chegar a 10% em um prazo de três a cinco anos.
Enquanto isso, o motor de 11 litros a diesel aparece como a aposta de curto prazo para a feira, com a promessa de reduzir consumo sem exigir troca de combustível pelo frotista.
Preço do G430 e pedidos confirmados ficam para depois de novembro
Até a abertura da Fenatran, duas perguntas seguem sem resposta: quanto custa o G430 e quantos dos 3 mil caminhões vão de fato virar contrato.
Os detalhes da apresentação estão na reportagem da AutoData sobre a projeção da Scania para a Fenatran, com as falas dos executivos e os números da linha Super.
O balanço da feira, depois de 13 de novembro, deve mostrar se a fábrica do ABC terá mesmo de dois a três meses de trabalho garantidos.
E você, acredita que gastar até 8% menos diesel basta para convencer o frotista a trocar de caminhão na Fenatran?
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Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Paulo Nogueira.

