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Projeto recebe investimento milionário para levar CO₂ de indústrias e armazená-lo abaixo do fundo do mar
Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 24/10/2026 às 17:57
Atualizado em 24/10/2026 às 18:23
Setor Offshore
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Projeto Atlas prevê transportar CO₂ de indústrias europeias por navios e armazenar o gás no subsolo do Mar do Norte, na Noruega, com apoio financeiro europeu e início das operações previsto a partir de 2031.
Aker BP e Höegh Evi anunciaram a concessão de 223 milhões de euros do Fundo de Inovação da União Europeia ao Projeto Atlas, que pretende conectar indústrias europeias a um reservatório submarino na Noruega.
Segundo a Offshore, que publicou a informação em 22 de outubro, o empreendimento prevê transportar dióxido de carbono capturado em instalações industriais para armazenamento permanente no subsolo da parte norueguesa do Mar do Norte.
O anúncio das empresas foi feito em 19 de outubro de 2026. O apoio financeiro está condicionado à decisão final de investimento, prevista para 2028. A primeira injeção de CO₂ é esperada a partir de 2031.
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Navios levarão o gás até o reservatório
A rede proposta reúne concentração regional de CO₂, transporte marítimo em grande escala e armazenamento offshore. O gás será encaminhado a pontos de exportação próximos de polos industriais, antes de seguir em embarcações dedicadas ao local de armazenamento.
O transporte marítimo será feito em baixa pressão. No destino, uma infraestrutura submarina permitirá injetar o CO₂ em um aquífero salino situado a mais de 2.000 metros abaixo do leito marinho.
Esse armazenamento integra uma cadeia conhecida pela sigla CCS, que reúne captura, transporte e armazenamento de carbono. No Atlas, o trajeto previsto liga as emissões industriais europeias ao reservatório localizado na plataforma continental norueguesa.
Capacidade poderá superar 10 milhões de toneladas
Conforme o comunicado da Aker BP, a capacidade projetada é de 6 milhões de toneladas anuais. Existe potencial para ultrapassar 10 milhões, conforme o desenvolvimento do mercado europeu de captura e armazenamento.
A área está na licença EXL011, operada pela Aker BP, que detém 80% de participação. Os outros 20% pertencem à ORLEN Upstream Norway.
As empresas afirmam que reunir volumes regionais e transportá-los por mar permite ganhos de escala. O modelo também prevê flexibilidade para conectar outras regiões industriais à medida que a rede crescer.
Nils Jakob Hasle, executivo da Höegh Evi, relacionou a possibilidade de expansão ao avanço desse mercado. Pela Aker BP, Ørjan Jentoft afirmou que a escala pretendida busca reduzir custos da cadeia de CCS.
Investimento ainda depende de decisão final
Em abril de 2026, o Atlas foi reconhecido como Projeto de Interesse Mútuo da União Europeia, sob a identificação PMI 13.17. A classificação reconhece seu caráter de infraestrutura europeia transfronteiriça para CO₂.
O empreendimento está atualmente na etapa chamada Select.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Fabio Lucas Carvalho.

