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Aerolíneas Argentinas passa a fazer escala no Rio para abastecer voos a Roma e Madrid, e a pista de Ezeiza encurta de 3.300 para 1.850 metros por 18 dias
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 25/10/2026 às 13:24
Atualizado em 25/10/2026 às 13:25
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A pista de Ezeiza cai para 1.850 metros entre 25 de outubro e 11 de novembro, e entre 14 e 15 das 30 companhias que operam lá suspendem voos. A outra metade segue, na maioria dos casos com mudanças.
A pista de Ezeiza, em Buenos Aires, começa a operar encurtada neste domingo, 25 de outubro, e segue assim até 11 de novembro. São 18 dias de restrição, no aeroporto internacional. Segundo a LA NACION, a causa é uma obra na pista secundária, e a pista principal passa de 3.300 para 1.850 metros.
Qual é a obra que mexe na pista?
Na pista de Ezeiza, a obra é a renovação da pista secundária. Os trabalhos na pista secundária começaram em 1º de agosto. A Aeropuertos Argentina, concessionária do aeroporto, disse à LA NACION que a pista será refeita por completo. A vida útil fica estendida em 20 a 25 anos, com margem para aviões maiores e melhor categoria tecnológica para operar por instrumentos.
A página de obras do ORSNA, o órgão que regula os aeroportos argentinos, dá a medida: a pista secundária, a 17-35, tem 3.105 metros. As cabeceiras são refeitas em concreto de 45 centímetros, e todas as luzes viram LED, com o sistema subindo da categoria CAT II para CAT III de pouso por instrumentos. Para mexer no cruzamento com a pista principal sem fechar o aeroporto, a cabeceira da 11-29 é deslocada temporariamente.
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Agora a etapa mais difícil chegou à pista principal, que fica com 1.850 metros durante a obra. É isso que pesa para os voos.
Quanto a pista encolhe, na conta?
São 1.450 metros a menos, a conta de 3.300 menos 1.850. Um campo de futebol tem 105 metros de comprimento no padrão internacional, e 1.450 dividido por 105 dá 13,8. Ou seja, quase 14 campos de futebol enfileirados ficam fora da pista nos 18 dias.
Por que um avião precisa de mais pista?
Quanto mais pesado o avião, mais pista ele precisa para ganhar velocidade e sair do chão. Os aviões de corredor duplo, como Boeing 777, 787 e Airbus A330, são os mais afetados nos voos longos.
Pablo Díaz, especialista em aviação citado pela LA NACION, faz a conta com um Boeing 787-8. Ele decola com peso máximo de 228 mil quilos numa pista de cerca de 2.400 metros. Com a pista principal de 1.850 metros, deveria sair com cerca de 50 mil quilos a menos.
Para tirar esse peso antes de decolar da pista principal, a companhia pode cortar passageiros, carga ou combustível. Na prática, as companhias costumam cortar o combustível, porque é mais simples fazer uma escala para abastecer do que reorganizar as pessoas a bordo.
Quais companhias param e quais mudam?
O número varia conforme a fonte. A LA NACION lista 15 companhias que suspendem voos, e o portal Flipr fala em 14, de um total de 30 que operam em Ezeiza. A tabela junta o que a reportagem diz para cada grupo.
Os casos mais curiosos estão nas escalas. A Aerolíneas Argentinas mantém Miami, Punta Cana, Cancún e Aruba. Já os voos para Roma e Madrid, feitos com Airbus A330-200, vão parar no Rio de Janeiro para abastecer antes de seguir para a Europa. A Iberia cai de quatro para dois voos diários a Madrid, com escala em Montevidéu na volta.
A Copa Airlines faz uma escala curta em Rosário ou Córdoba em todos os voos que saem de Ezeiza, antes de seguir para o Panamá. A Latam deixa de voar temporariamente Santiago, Buenos Aires e Miami, porque essa rota usa Boeing 787, e o resto da operação segue com Airbus A320.
E o Brasil, o que muda?
Para o Brasil, o efeito aparece em duas companhias. A GOL mantém os voos sem mudanças. A Aerolíneas Argentinas faz escala técnica no Rio nos voos para Roma e Madrid, para abastecer antes de seguir para a Europa. Quem tem bilhete nesse trajeto deve confirmar a viagem com a companhia.
Quanto custa a obra?
O conjunto das obras do plano de modernização, que inclui a pista de Ezeiza, vai demandar US$ 120 milhões, segundo a LA NACION. O plano também prevê uma plataforma nova para sete aviões de corredor único. Inclui ainda a finalização do terminal de courier de 12 mil metros quadrados e cinco portões de embarque a mais, o que leva o total a 12.
O que diz a concessionária?
Daniel Ketchibachian, CEO da Aeropuertos Argentina, disse à LA NACION que as obras na pista de Ezeiza estão em ritmo acelerado. A empresa confia em terminá-las nos prazos previstos. Sebastián Villar Guarino, gerente geral de Ezeiza, afirmou que o calendário foi planejado com antecedência, de acordo com o cronograma da IATA, e coordenado com as companhias para manter a conectividade do país.
Segundo a empresa, os voos de aviões de corredor único seguem normalmente na pista de Ezeiza, e a mudança pesa sobre os de longa distância.
Se você tem voo marcado para Ezeiza, o que fazer?
Quem tem voo com a Aerolíneas Argentinas ou outra companhia entre 25 de outubro e 11 de novembro deve falar direto com a empresa. Pela reportagem, com a pista principal em 1.850 metros, algumas trocam o avião por um modelo menor, outras incluem uma escala técnica e algumas cortam a rota.
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Ezeiza, aeroporto, Aerolíneas Argentinas, voos internacionais, Buenos Aires, obra, pista, Argentina
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

