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Niterói entra no grupo das 10 cidades brasileiras que mais concentram trabalhadores do petróleo e gás, ocupa a 7ª posição nacional e aparece em pesquisa que revela salários acima de R$ 15 mil e alta terceirização
Escrito por Felipe Alves da Silva
Publicado em 01/11/2026 às 18:51
Atualizado em 01/11/2026 às 18:52
Petróleo e Gás
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Levantamento com 24.532 profissionais das bacias de Santos, Campos e Espírito Santo mostra Niterói entre os principais municípios de residência da mão de obra petrolífera, enquanto 63,9% dos entrevistados trabalham para empresas terceirizadas.
Niterói ocupa a sétima posição entre as cidades que mais concentram trabalhadores do petróleo e gás no Brasil, segundo o segundo boletim anual do Programa Macrorregional de Caracterização Socioespacial dos Trabalhadores (PMCST). O município fluminense reúne 2,68% dos profissionais entrevistados, ficando à frente de Vila Velha, Serra e São Gonçalo.
O levantamento ouviu 24.532 trabalhadores, aproximadamente 38% da força de trabalho das empresas consideradas na pesquisa, com atuação nas bacias de Santos, Campos e Espírito Santo. Os dados foram coletados em 2024, consolidados em 2025 e divulgados em outubro de 2026.
A pesquisa, apresentada pelo Informa Petróleo em 23 de outubro, também revela um mercado marcado por salários elevados, forte presença de terceirizados e baixa participação feminina.
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Niterói supera São Gonçalo e aparece entre os principais polos de residência
O Rio de Janeiro lidera o levantamento, concentrando 17,4% dos trabalhadores entrevistados, seguido por Macaé (11%) e Campos dos Goytacazes (7,15%).
Na sequência aparecem Rio das Ostras (4,96%), Santos (4,18%), Vitória (2,85%) e Niterói (2,68%). Vila Velha, Serra e São Gonçalo completam as dez primeiras posições.
Juntas, essas cidades concentram 55,9% dos profissionais pesquisados.
Segundo reportagem do A Seguir Niterói, publicada em 29 de outubro, o município também possui atividades relevantes em estaleiros, manutenção de plataformas e serviços ligados à cadeia offshore.
Existe uma distinção importante: o ranking considera onde os profissionais moram, e não necessariamente onde trabalham. Entre os embarcados, as principais cidades de residência são Rio de Janeiro, Campos, Macaé e Rio das Ostras.
Salários acima de R$ 15 mil convivem com alta terceirização
A pesquisa identificou que 30% dos entrevistados recebem mais de R$ 15 mil mensais. Para 89,5%, a atividade representa a principal fonte de sustento familiar.
O levantamento também mostra que 63,9% possuem vínculo terceirizado, enquanto 62% atuam embarcados.
Outro dado chama atenção: as mulheres representam apenas 16,7% dos participantes. Entre os profissionais embarcados, a presença feminina cai para 6%.
Esses percentuais representam o conjunto da pesquisa, não exclusivamente os trabalhadores residentes em Niterói.
Nova pesquisa continuará recebendo respostas até dezembro
O PMCST integra ações do licenciamento ambiental federal e busca compreender os deslocamentos, a renda e as condições de trabalho na indústria petrolífera.
O Censo dos Trabalhadores 2026 está aberto para profissionais de empresas como Petrobras, Shell, PRIO, Equinor, TotalEnergies e outras operadoras.
A coleta continuará até 31 de dezembro de 2026.
Para Niterói, o resultado reforça uma característica importante da economia local: além das instalações industriais e dos serviços offshore, a cidade também concentra profissionais cuja renda está diretamente ligada à produção de petróleo e gás no país.
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Felipe Alves da Silva.

