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Plataforma de 27 mil toneladas é levada por 7 rebocadores para desmonte no Rio após 27 anos de operação
Escrito por Andriely Medeiros de Araújo
Publicado em 02/11/2026 às 16:04
Indústria Naval
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Plataforma P-35 atravessa a Baía de Guanabara com sete rebocadores e segue para desmonte no Rio de Janeiro após 27 anos de operação.
A plataforma P-35 é transportada nesta segunda-feira (2 de novembro) pela Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, com auxílio de sete rebocadores. A movimentação leva a unidade até um estaleiro no Caju, na Zona Portuária da capital fluminense, onde será desmontada após encerrar 27 anos de produção de petróleo no Campo de Marlim, localizado na Bacia de Campos.
Com 56 metros de altura, 27 mil toneladas e cerca de 330 metros de comprimento, a estrutura exige uma operação planejada para realizar o deslocamento. Os rebocadores foram distribuídos ao redor da embarcação e trabalham para conduzi-la lentamente até seu destino.
Antes de produzir petróleo, P-35 era um navio petroleiro
A história da P-35 começou antes de sua utilização na exploração de petróleo. Originalmente construída para atuar como navio petroleiro, a embarcação passou por uma conversão que permitiu seu aproveitamento como unidade de produção no Campo de Marlim.
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Nessa função, permaneceu em atividade durante 27 anos. Com o encerramento desse período, a estrutura passou por procedimentos técnicos relacionados à finalização de seu ciclo produtivo.
Atualmente, a unidade se encontra na fase de descomissionamento, processo que antecede o desmonte. A viagem até o estaleiro representa mais uma etapa desse encerramento.
Passagem da P-35 pela Ponte Rio-Niterói exigiu preparação
Um dos pontos que demandaram atenção no planejamento foi a passagem pelo vão central da Ponte Rio-Niterói, que possui um espaço de 75 metros abaixo da estrutura.
Para viabilizar o deslocamento, componentes da plataforma foram retirados previamente, diminuindo sua altura para a travessia. A preparação também levou em consideração as condições do tempo e as variações da maré.
Durante o percurso, os sete rebocadores conduzem a embarcação pelas águas da Baía de Guanabara. A movimentação exige cuidados em razão das dimensões da unidade e das características do trajeto até a região portuária.
Cerca de 100 profissionais acompanham a movimentação na Baía de Guanabara
Além das equipes envolvidas no transporte, a travessia é acompanhada pela Marinha do Brasil, Petrobras, Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e Corpo de Bombeiros.
De acordo com o Inea, cerca de 100 agentes e técnicos estão mobilizados para acompanhar o deslocamento da plataforma.
A atuação desses profissionais tem como finalidade prevenir acidentes e preservar a segurança ambiental durante a passagem da embarcação pela baía.
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Fonte
G1
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Andriely Medeiros de Araújo.

