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Fiat Fiorino está em produção no Brasil desde 1980 e é o veículo mais longevo do país: nasceu com 61 cv e hoje tem 107 cv no etanol
Escrito por Maria Heloisa Barbosa Borges
Publicado em 02/11/2026 às 19:21
Atualizado em 02/11/2026 às 19:22
Indústria
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O Fiorino, furgão da Fiat, nunca saiu de linha desde o lançamento sobre a base do 147, é montado em Betim (MG) e ainda leva quase nove de cada dez furgões pequenos vendidos no país.
O Fiat Fiorino completou 46 anos de mercado e é o veículo mais longevo ainda em produção no Brasil, segundo o release da Fiat publicado em 26 de outubro de 2026. O primeiro Fiorino saiu em 1980 com motor de 61 cv a gasolina. A versão vendida hoje chega a 107 cv com etanol.
Nenhum outro carro, picape ou furgão feito no país está há tanto tempo na linha de montagem. A montadora informa que o Fiorino lidera o segmento de furgões desde 2003.
Onde o Fiorino é feito hoje?
O Fiorino sai do Polo Automotivo Stellantis de Betim, em Minas Gerais. Em julho de 2025, ao comemorar 18 milhões de veículos produzidos, a Stellantis listou o que a planta mineira produz hoje, com o Fiorino entre os utilitários, num comunicado sobre a fábrica de Betim.
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Na mesma linha de Betim sai o Peugeot Partner Rapid, furgão que divide a base com o Fiorino. É uma fábrica que nasceu junto com a própria Fiat no Brasil, em 1976, e que hoje monta carros de passeio e utilitários.
Como era o Fiorino de 1980?
O primeiro Fiorino usava a base do Fiat 147, o carro que inaugurou a produção da marca no país. A distância entre eixos foi alongada para 3,78 metros, e o furgão ganhou um baú alto atrás da cabine.
O motor rendia 61 cv e 9,9 kgfm com gasolina. Na versão a etanol, eram 62 cv e 11,5 kgfm. Convertendo para a unidade usada hoje pela Fiat, 9,9 kgfm equivalem a cerca de 97 Nm (9,9 vezes 9,80665).
Antes dele, a Fiat já tinha feito no Brasil o 147 Furgão, em 1977, e a 147 Pickup, em 1978, segundo o release dos 45 anos do modelo. Em 1982, o Fiorino recebeu a frente do Fiat 147 Europa e ganhou as versões Settegiorni, Vetrato e Combinato.
Quanto o Fiorino evoluiu de 1980 até hoje?
A troca de geração mais conhecida veio em 1988, quando o furgão passou para a base do Uno. Esse Fiorino tinha baú de 2.700 litros e carga útil de 540 kg. Em 2014, a terceira geração adotou a plataforma do Novo Uno, com motor 1.4 EVO e 650 kg de carga.
A potência no etanol passou de 62 cv para 107 cv, um ganho de 45 cv. A conta é nossa: 72,6% a mais do que no Fiorino de 1980. Contra os 61 cv da versão a gasolina daquele ano, a diferença é de 46 cv, ou 75,4%.
O torque também subiu: os 11,5 kgfm do motor a etanol de 1980 equivalem a cerca de 112,8 Nm. O motor atual entrega 134 Nm, quase 19% a mais.
Em janeiro de 2025, a Fiat anunciou motores novos para o Fiorino e o Scudo. Foi aí que o furgão passou a usar o 1.3 flex de até 107 cv.
Quanto o Fiorino carrega e quanto gasta?
O Fiorino atual leva até 650 kg e tem 3,3 metros cúbicos de espaço no baú. As portas traseiras abrem 180 graus. Diante do Fiorino de 1988, são 110 kg e 600 litros a mais, ou 20,4% e 22,2%.
A lista de equipamentos também mudou. A Fiat cita controle de estabilidade, alerta de frenagem de emergência, assistente de partida em rampa e sensor de pressão dos pneus, além de direção elétrica.
Na tabela do Inmetro de 2026, o Fiorino Endurance 1.3 manual faz 12,4 km/l na cidade e 13,6 km/l na estrada com gasolina. Com etanol, são 8,7 km/l na cidade e 9,6 km/l na estrada.
Para rodar 100 km na cidade, o furgão gasta cerca de 11,5 litros de etanol ou 8,1 litros de gasolina. A conta é nossa: 8,7 dividido por 12,4 dá 70,2%. Na cidade, o etanol compensa no Fiorino quando custa até cerca de 70% do preço da gasolina na bomba.
Quanto o Fiorino vende hoje?
O Fiorino segue líder entre os furgões pequenos. No Informativo de Emplacamentos da Fenabrave de setembro de 2026, o furgão aparece em primeiro lugar com 18.981 unidades no acumulado do ano, ou 86,60% da categoria.
O segundo colocado, o Renault Kangoo, somou 2.581 unidades no mesmo período. O Fiorino vendeu cerca de 7,4 vezes mais. Em setembro, foram 2.049 emplacamentos do furgão da Fiat, 11,1% acima de agosto.
Entre todos os comerciais leves, que incluem as picapes, o Fiorino ficou em sétimo lugar no acumulado. Em 2024, a Fiat diz que o modelo liderou o mercado total de vans, com mais de 20 mil unidades.
O que explica 46 anos sem sair de linha?
Ao longo das décadas, o Fiorino mudou de base três vezes, sempre ligado ao carro de entrada da marca: 147, Uno e Novo Uno. O nome e a função de furgão de trabalho ficaram os mesmos.
Os números de venda mostram por que o modelo nunca saiu de linha: nenhum concorrente direto chegou perto do volume do Fiorino em 2026. Entre os furgões pequenos, o feito em Betim segue como o mais vendido do Brasil.
O release dos 45 anos já falava em vendas sem interrupção desde 1980. Um ano depois, a Fiat repete a marca com o mesmo furgão, agora no motor 1.3 flex.
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Fiorino, Fiat, furgão, Betim, etanol, Stellantis, utilitários, Fenabrave
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Maria Heloisa Barbosa Borges.

