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Refinaria de Mataripe aumenta em 17,5% o gás de cozinha na Bahia, o maior reajuste desde que foi vendida pela Petrobras, e o botijão de 13 kg pode subir até R$ 15
Escrito por Bruno Teles
Publicado em 06/11/2026 às 18:33
Atualizado em 06/11/2026 às 18:34
Petróleo e Gás
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A Acelen, dona da antiga refinaria da Petrobras, cobra R$ 4.664,90 por tonelada das distribuidoras desde domingo. Antes da alta, o botijão custava em média R$ 117,35 na Bahia, pela pesquisa da ANP.
A Acelen, dona da Refinaria de Mataripe, subiu em 17,5% o gás de cozinha vendido às distribuidoras da Bahia no domingo (1º), e o botijão pode ficar mais caro. A tonelada passou de R$ 3.971,60 para R$ 4.664,90, informou o Correio.
Esse é o preço da refinaria, não o do balcão. A estimativa publicada pelo jornal é de R$ 12 a R$ 15 a mais no botijão de 13 kg.
Pode ser isso, pode ser outro valor. Cada revenda decide quanto repassa e quando, porque o preço de venda é livre.
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Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), disse ao g1 que este é o maior aumento desde que a Acelen assumiu a refinaria, em dezembro de 2021, conforme relato do Bahia Notícias.
Quanto custava o botijão de 13 kg na Bahia antes da alta da Acelen?
A referência mais recente é a pesquisa semanal da ANP de 25 a 31 de outubro, a última antes do aumento. A média da Bahia ficou em R$ 117,35, em 160 revendas pesquisadas.
O número do Brasil foi R$ 115,13. Salvador marcou R$ 119,44.
A média esconde muita distância. Veja algumas cidades baianas na mesma semana:
Entre Ilhéus e Teixeira de Freitas, a diferença nas médias chega a R$ 42,89 pelo mesmo botijão.
Feira de Santana, segunda maior cidade do estado, ficou fora da coleta nessa semana. Na anterior, dois registros deram R$ 109,94.
Por que a Refinaria de Mataripe não segue o preço da Petrobras?
Um anúncio da Petrobras não muda o preço de Mataripe automaticamente. Em nota citada pelo Bahia Notícias, a Acelen diz que a política segue critérios de mercado, como a cotação internacional do petróleo, o frete e o câmbio.
Quatro dias depois da alta do botijão, a mesma empresa foi na direção contrária em outros produtos. Na quinta-feira (5), reduziu o diesel em 2,8% e a gasolina em 4%, com o petróleo abaixo de US$ 100, conforme a eixos.
O gás de cozinha não aparece nessa redução. A nota da Acelen repete que os valores podem variar para cima ou para baixo.
Quanto da alta de 17,5% cabe em cada botijão de 13 kg?
A conta da refinaria é direta. A tonelada subiu R$ 693,30. Em 13 kg, isso dá R$ 9,01 a mais: de R$ 51,63 para R$ 60,64 só nessa etapa.
A refinaria responde por R$ 9,01 dessa estimativa. Os R$ 12 a R$ 15 publicados ficam de R$ 3 a R$ 6 acima dessa conta.
Essa sobra não é irregular por si só. A ANP explica que há liberdade de preços na produção, na distribuição e na revenda desde 2002, sem tabelamento nem preço máximo.
O valor final depende da refinaria, dos tributos, dos custos e das margens de distribuição e revenda.
Sobre a média baiana de outubro, a estimativa levaria o botijão a algo entre R$ 129,35 e R$ 132,35. É simulação, não preço pesquisado.
Quando a alta do gás de cozinha chega ao bolso de quem compra botijão?
O setor de revenda espera que o consumidor sinta o aumento já nas próximas compras, segundo o iBahia. O valor pode variar conforme a revenda e a região, registra o Voz da Bahia.
As mudanças deste ano dão uma pista do ritmo. Juntamos a lista do setor publicada pelo iBahia com os resumos semanais da ANP para Salvador, da semana da virada do mês até duas semanas depois:
O maior salto de 2026 em Salvador foi o de abril. Foram R$ 4,59 na primeira semana e R$ 5,73 em duas.
A estimativa para novembro é mais do que o dobro disso. A série não diz se ela vai se confirmar: a alta atual é maior que todas as da lista, e as revendas pesquisadas mudam de uma semana para outra.
Nem sempre o reajuste passou inteiro. Em maio, a alta de 4,3% foi absorvida pelos revendedores, sem repasse integral, de acordo com a mesma lista.
A primeira medição depois do aumento sai na segunda-feira (9). A ANP avisou que publica nesse dia o resultado de 1º a 7 de novembro, por causa do feriado de Finados.
Foram quantos reajustes do gás de cozinha na Bahia em 2026?
A lista do setor traz seis altas e três quedas até agora, com março estável:
- Altas: janeiro (2,38%), abril (15,2%), maio (4,3%), junho (9,59%), outubro (cerca de 9%) e novembro (17,5%).
- Quedas: fevereiro (4,19%), julho (6,8%) e agosto (7,1%).
Multiplicando os percentuais de janeiro a outubro, a alta na refinaria dá cerca de 22%.
No balcão, a história foi outra. Salvador saiu de R$ 120,65 na semana de 4 a 10 de janeiro para os R$ 119,44 do fim de outubro. A média da Bahia foi de R$ 113,41 para R$ 117,35.
A refinaria é só uma parte do botijão, então o percentual dela não vira o mesmo percentual na revenda.
Como comparar o preço do botijão na sua cidade?
A planilha da ANP lista revenda por revenda, com nome, endereço, bairro, marca, preço e data da coleta.
Na mesma cidade, o botijão pode mudar muito de preço. Em Serrinha, a pesquisa de outubro foi de R$ 100 a R$ 135. Em Santo Antônio de Jesus, de R$ 99,99 a R$ 137.
Antes de pedir, pergunte o preço em mais de uma revenda e coloque ao lado da média da sua cidade na tabela acima. Lembre que ela é de antes da alta.
A partir de segunda, a planilha nova mostra quanto cada revenda pesquisada já estava cobrando em novembro.
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Gás de cozinha
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Bruno Teles.

