O presidente Lula foi melhor tratado por aliados na véspera de sua prisão, em 2018, do que o ex-presidente Jair Bolsonaro tem sido nos dias que antecedem seu julgamento final no STF.
Lula foi preso em abril de 2018. Mesmo com sua condenação dada como certa, a maioria dos petistas evitava falar publicamente em “plano B” para a eleição presidencial de outubro daquele ano.
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Lula criticou Trump durante o encontro ministerial
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O discurso, mesmo com Lula já preso, era de que o então ex-presidente seria o candidato do PT ao Palácio do Planalto. A sigla chegou, inclusive, a registrar a candidatura do petista no TSE.
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A candidatura, como se viu, foi indeferida pela Justiça Eleitoral, pois Lula estava inelegível. Só então o PT passou a trabalhar com mais afinco o nome de Fernando Haddad, substituto de Lula na disputa.
Sete anos depois, Bolsonaro chega à reta final do julgamento que deve condená-lo no inquérito do golpe com seus aliados no Centrão e até no PL disputando publicamente seu espólio político.
Em prisão domiciliar, Bolsonaro tem assistido governadores e até seu próprio filho Eduardo Bolsonaro disputarem quem será o principal nome da direita nas eleições de outubro de 2026.
Parte expressiva do Centrão bolsonarista trabalha arduamente para viabilizar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como substituto do ex-presidente na disputa.
Tarcísio nega ser candidato ao Palácio do Planalto, embora discurse como tal. Em evento promovido pelo grupo Esfera na segunda-feira (25/8), em São Paulo, ele falou como presidenciável.
Em sua intervenção, o governador criticou a política externa do governo Lula, defendeu reduzir o número de ministérios e disse que um próximo de centro-direita precisa ter o lema “crescer 40 anos em 4”.
Quem visitou Bolsonaro nos últimos dias, na prisão domiciliar, diz que ele está acompanhando a disputa por seu espólio. O ex-presidente, porém, está com a cabeça em seu julgamento, que começa na terça-feira (2/9).