O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa (foto em destaque), se manifestou nesta sexta-feira (29/8) sobre o plano descoberto pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela Polícia Militar que tinha como alvo o promotor Amauri Silveira Filho, integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em Campinas.
De acordo com as investigações, empresários ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) financiaram a compra de armas, veículos e a contratação de operadores para emboscar o promotor, responsável por conduzir apurações contra a facção. O mesmo plano também previa a morte de um comandante da Polícia Militar.
Leia também
-
“Dragão”: empresário famoso financiou plano do PCC para matar promotor
-
Emboscada do PCC: entenda como era o plano para matar promotor em SP
-
Quem são os empresários que ajudaram PCC a planejar morte de promotor
-
Quem é “Mijão”, líder do PCC que ordenou morte de promotor em SP
O esquema foi desmontado pela Operação Pronta Resposta, deflagrada nesta sexta-feira (29/8), que resultou na prisão de dois empresários e na expedição de mandados de prisão e busca contra outros envolvidos, entre eles Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, considerado um dos principais chefes do PCC.
Apoio
Em nota oficial, o procurador-geral afirmou que o Ministério Público paulista prestará “irrestrito apoio” ao promotor ameaçado e reiterou que nenhuma tentativa de intimidação afastará a atuação dos membros da instituição.
“Essa pronta resposta será dada por nossa instituição a qualquer um que desafiar o Estado Democrático de Direito, cuja marca é o império da lei. A população paulista pode ficar tranquila. O eminente membro do Gaeco seguirá firme na sua missão, defendendo de forma inflexível a ordem jurídica”, declarou o chefe do MPSP.
Segundo Oliveira e Costa, o destemor e a firmeza são características que marcam a atuação dos promotores e procuradores no combate à criminalidade organizada:
“Destemor é a marca dos promotores e procuradores do Ministério Público de São Paulo, que não recuarão sequer um centímetro no cumprimento das atribuições que lhes foram conferidas pela Constituição Federal”, enfatizou.
Operação
A Operação Pronta Resposta foi deflagrada em Campinas e resultou na prisão de dois empresários investigados por ligação com o PCC. O grupo teria arquitetado o plano para interromper investigações que apuram crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.
As apurações continuam com o objetivo de identificar novos envolvidos, localizar foragidos e reforçar as medidas de segurança aos integrantes do Ministério Público e demais agentes públicos que atuam contra facções criminosas.