Celebração da morte de Jesus
Muito tempo atrás, Deus revelou uma mensagem a um profeta. Deus disse que um dia as pessoas vão viver em harmonia com a natureza. Ninguém vai ficar doente. As famílias vão construir suas próprias casas, tirar seu sustento da terra e ficar muito satisfeitas com seu trabalho. — Isaías 11:6-9; 35:5, 6; 65:21-23.
Como podemos ter certeza que isso vai acontecer? Jesus fez milagres para mostrar às pessoas que o mundo inteiro vai ser bom assim. Ele também morreu por nós. Por causa da morte dele, a tristeza vai deixar de existir e todas as promessas de Deus vão se cumprir. A morte de Jesus foi tão importante que ele mandou seus discípulos se reunirem todos os anos para lembrar da morte dele. — Lucas 22:19, 20.
Pelo calendário usado nos tempos bíblicos, o dia da morte de Jesus vai cair neste ano na terça-feira, dia 11 de abril. As Testemunhas de Jeová convidam você para estar com elas nessa data e aprender como a morte dele pode ajudar você e sua família.
As Testemunhas de Jeová convidam toda a comunidade tarauacaense para estar presente a Celebração da morte de Cristo. 
Evento bíblico gratuito dia 11 de Abril, em dois horários:
18 às 19h ou das 19:40h às 20:40h
No Salão do Reino das Testemunhas de Jeová na entrada do Bairro Avelino Leal (Bairro Novo) 
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    Quanto vale o seu eu digital? (por Vera Lúcia Raposo)

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    A economia contemporânea é movida por dados. Tudo o que fazemos — comunicar, viajar, consumir, trabalhar — gera rastros digitais que se converteram no principal recurso econômico do século XXI. Até o mero ato de dormir se torna fonte de dados, caso a pessoa durma com um smartwatch no pulso ou outro wearable junto ao corpo.

    Os dados são hoje o novo petróleo, mas também a nova forma de poder. Empresas e governos extraem, cruzam e analisam volumes inimagináveis de informação, para prever comportamentos, condicionar escolhas, antecipar riscos e tomar melhores decisões (melhores para quem, é o que resta saber). Vivemos num contexto de vigilância difusa, em que plataformas digitais, dispositivos de identificação biométrica, mecanismos de geolocalização e outros múltiplos aparelhos e tecnologias constroem uma teia de observação permanente.

    Os riscos associados a esta nova “ordem informacional” são múltiplos. A vigilância algorítmica e as decisões automatizadas ameaçam reduzir o ser humano a um conjunto de padrões estatísticos, reproduzindo discriminações (os chamados “enviesamentos”). A opacidade dos sistemas de inteligência artificial levanta dúvidas sérias sobre o direito à informação e à explicação, pilares de um Estado que se pretende de direito. Mesmo os dados ditos “anonimizados” podem ser reidentificados em ambientes de big data, expondo de várias formas o indivíduo ao olhar intrusivo da tecnologia.

    A privacidade tornou-se um bem escasso, constantemente negociado num mercado em que a bolsa de valores negocia informação e, numa versão mais dramática, seres humanos. A erosão da privacidade resulta de pequenas concessões diárias: aceitamos cookies, partilhamos dados, cedemos autonomia em troca de conveniência. Quanto mais transparente o cidadão se torna, mais opaco se torna o poder que o observa.

    Nada disto é inevitável. Os governos podem optar por abrandar o ritmo económico, hoje sustentado pelo desenvolvimento tecnológico e pela recolha massiva de dados. Os cidadãos, por outro lado, podem escolher deixar de ser o produto e o alvo passivo de informação selecionada por algoritmos para passarem a ser consumidores conscientes de conteúdos escolhidos livremente.

    Tal mudança, porém, tem um preço. Para os governos, significa aceitar a desaceleração econômica e uma posição menos competitiva no cenário internacional. Exige também um reajustamento cultural profundo: estarmos dispostos a pagar para que as plataformas não nos interrompam a cada cinco minutos com publicidade personalizada; a limitar as permissões das aplicações, mesmo que isso torne a experiência digital menos fluida; e a evitar a partilha de dados sensíveis nas redes sociais, ainda que nos custe alguns likes.

    Outras concessões — estas bem mais prementes — terão ainda de ser feitas: políticas públicas menos informadas, logo, potencialmente menos eficazes; diminuição na capacidade de combate à criminalidade, devido à escassez de informação disponível; menos dados para melhorar cuidados médicos e desenvolver tratamentos inovadores. Não seria um regresso às cavernas, mas um passo atrás na evolução civilizacional. Podemos viver com menos likes, mas poderemos viver com menos ciência?

    Proteger a privacidade e reconquistar o controle sobre os nossos dados implica escolhas difíceis. O futuro digital será, em larga medida, o reflexo do tipo de compromissos que estivermos dispostos a aceitar.

     

    (Transcrito do PÚBLICO)

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