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No Acre, faccionado que matou bebê com tiro na cabeça será julgado

Faccionado que coordenou ataque a residência e matou bebê de 20 meses com tiro na cabeça em Rio Branco, em fevereiro de 2017, terá de responder pelo crime perante o Tribunal do Júri. A decisão foi tomada pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC), que, de forma unânime, deu provimento a recurso do Ministério Público e determinou a pronúncia de Alexandre Costa de Lima, conhecido como “B10”.

O réu já cumpre pena superior a 50 anos de reclusão pelo assassinato de um policial penal. Agora, deverá responder também pela morte da criança Tyson Júnior Nogueira da Silva, de apenas 20 meses, além de duas tentativas de homicídio e corrupção de menores. “B10” havia sido impronunciado pelo Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri por falta de provas, e o Ministério Público recorreu da sentença.

O relator do processo, desembargador Samuel Evangelista, entendeu que “B10” coordenou toda a ação criminosa e forneceu as armas utilizadas no ataque. Seu voto foi seguido pelos demais desembargadores da Câmara Criminal.

O crime

Na noite de 25 de fevereiro de 2017, integrantes de uma facção criminosa, portando armas de grosso calibre, invadiram uma residência da Rua Venezuela, no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco, com o objetivo de eliminar pelo menos dois membros de grupo rival. Após uma troca de tiros, os moradores constataram que o bebê Tyson Júnior, que estava deitado em uma rede, havia sido atingido por um tiro na cabeça e morreu na hora.

Na mesma ocorrência, William da Costa Mendonça e Cleyton Lima da Silva foram baleados e encaminhados ao Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (HUERB). As forças de segurança prenderam em flagrante Tálisson de Souza Teixeira, que foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri e condenado a 50 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado.

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