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Com 43 metros de altura e uma estrutura de armazenagem que sustenta o próprio galpão, gigante de bebidas recebe em MG um armazém autoportante colossal de 15 níveis, com 28 mil posições para paletes de até 1,5 tonelada e 6 transelevadores
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 23/07/2026 às 15:45
Curiosidades
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Estrutura verticalizada em Minas Gerais combina engenharia, automação e armazenagem em grande escala, revelando como estantes metálicas integram a sustentação do próprio edifício enquanto máquinas percorrem corredores estreitos para movimentar milhares de paletes distribuídos por diferentes níveis dentro de uma operação logística de grande porte.
Em Itabirito, Minas Gerais, uma estrutura de armazenagem com 43 metros de altura, 15 níveis e capacidade para receber 28 mil paletes passou a integrar a operação de uma grande empresa ligada ao setor brasileiro de bebidas.
Construído no sistema autoportante, o armazém utiliza as próprias estantes metálicas como parte da sustentação do edifício, enquanto seis transelevadores percorrem corredores internos para retirar, transportar e depositar cargas nas posições determinadas pelo sistema operacional.
Segundo a Bertolini Sistemas de Armazenagem, responsável pelo projeto, em informações publicadas pela Tecnologística, cada posição suporta paletes de até 1.500 quilos, e a implantação mobilizou 80 profissionais para ampliar a capacidade logística da unidade.
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Como funciona o sistema autoportante
Diferentemente de um galpão convencional, no qual pilares e vigas formam a estrutura principal antes da instalação das estantes, o modelo autoportante transforma os próprios suportes dos paletes em componentes do fechamento externo e da cobertura.
Ao integrar armazenagem e sustentação em uma única construção, essa configuração concentra milhares de cargas numa área verticalizada, reduzindo a necessidade de distribuir o mesmo volume por blocos mais baixos espalhados sobre uma superfície horizontal mais extensa.
Com altura comparável à de um edifício de vários andares, os 43 metros não são divididos em pavimentos para circulação de pessoas, mas ocupados por corredores estreitos, níveis sucessivos e equipamentos capazes de alcançar posições muito acima do piso.
Distribuídas em 15 níveis, as 28 mil posições formam uma extensa grade metálica, na qual cada palete recebe um endereço específico para organizar entradas, retiradas e transferências conforme a lógica definida pelo sistema de controle do estoque.
Seis transelevadores percorrem os corredores
No centro dessa operação estão seis transelevadores, equipamentos que combinam deslocamentos horizontais e verticais para alcançar diferentes alturas, substituindo parte das manobras que, em instalações convencionais, dependeriam de empilhadeiras conduzidas por operadores em cada trecho.
Como trabalham em trajetos previamente determinados entre as estantes, essas máquinas retiram ou depositam os paletes nas posições programadas, mantendo a movimentação vinculada aos endereços cadastrados e às necessidades de entrada, armazenagem ou expedição da unidade.
Quanto maior a verticalização do edifício, mais importante se torna a precisão para encaixar cargas pesadas em pontos específicos, sobretudo porque a distância entre o piso e os níveis superiores aumenta significativamente dentro de uma estrutura com 43 metros.
Embora as posições não operem necessariamente no limite durante todo o tempo, cada espaço foi dimensionado para suportar até 1,5 tonelada, exigência que ajuda a explicar o uso de cálculo estrutural, montagem especializada e controle preciso dos equipamentos.
Operação atende à cadeia de bebidas
Instalado para atender a uma empresa do setor de bebidas, o armazém integra uma cadeia que movimenta caixas, lotes e paletes entre áreas de produção, armazenagem e distribuição, exigindo rapidez para localizar e transferir grandes quantidades de mercadorias.
A identidade da companhia atendida não foi divulgada na apresentação pública do projeto, e a Bertolini concentrou as informações nas características técnicas da instalação, descrita como destinada a uma gigante da indústria brasileira de bebidas.
Sem depender apenas da expansão horizontal, o desenho vertical permite reunir 28 mil posições em uma estrutura mais concentrada, aproveitando os 43 metros disponíveis para transferir para cima parte expressiva da demanda por espaço de armazenagem.
Estrutura metálica integra prédio e estoque
Como as estantes participam da sustentação do edifício, a sequência construtiva precisa permanecer coordenada com o fechamento externo, a cobertura e os equipamentos instalados nos corredores, criando uma relação direta entre engenharia estrutural e funcionamento logístico.
Em vez de levantar um prédio vazio para definir posteriormente a disposição das prateleiras, o projeto reúne cobertura, fechamento, armazenagem e movimentação num único conjunto, desenvolvido desde o início segundo as dimensões dos paletes e dos transelevadores.
Durante a implantação, os 80 profissionais envolvidos precisaram considerar alturas disponíveis, capacidade de carga, trajetos das máquinas e alinhamento das estruturas, pois pequenas diferenças ganham maior relevância quando os equipamentos atendem milhares de endereços em 15 níveis.
Paletes de até 1,5 tonelada
Garrafas, latas e outras embalagens utilizadas pelo setor de bebidas costumam ser agrupadas em caixas e organizadas sobre paletes, formato que facilita o transporte por máquinas e veículos de carga ao longo das etapas logísticas.
Preparada para esse padrão de movimentação, a instalação mineira reúne dezenas de milhares de posições dimensionadas para receber cargas de até 1.500 quilos, enquanto os transelevadores circulam entre as estruturas para atender endereços distribuídos do piso ao topo.
Além de reduzir a necessidade de corredores largos para manobras constantes de empilhadeiras, a automação permite configurar o espaço conforme as dimensões das cargas e dos equipamentos, mantendo cada palete associado a uma posição definida dentro do sistema.
Mesmo sem a divulgação do volume diário de entradas e saídas, os dados estruturais revelam o porte físico da operação: 28 mil posições, 15 níveis, seis transelevadores, 43 metros de altura e capacidade individual de até 1.500 quilos.
Dentro dessa configuração, máquinas percorrem corredores estreitos para transportar paletes entre posições previamente determinadas, enquanto a mesma grade metálica usada para guardar os produtos também participa da sustentação do galpão e de seus componentes externos.
Até onde construções autoportantes como essa poderão levar a verticalização dos estoques brasileiros?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

