6 min de leitura
Mongólia usa 250 toneladas de aço inoxidável para erguer estátua colossal de Genghis Khan com 40 metros de altura, obra concluída em 2008 permite atravessar o corpo do cavalo e chegar a um mirante sobre a cabeça do animal
Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 23/07/2026 às 15:46
Curiosidades
Seja o primeiro a reagir!
Prefira o CPG no Google
Monumento colossal erguido na estepe mongol combina engenharia, história e turismo em uma estrutura de aço que pode ser atravessada por dentro, conduzindo visitantes até um ponto elevado com vista panorâmica e revelando detalhes pouco conhecidos sobre um dos maiores símbolos nacionais da Mongólia.
Erguida sobre a extensa estepe da Mongólia, uma figura metálica de Genghis Khan montado em um cavalo alcança 40 metros de altura e permite que visitantes atravessem o interior da estrutura até um mirante instalado próximo à cabeça do animal.
Formado por 250 toneladas de aço inoxidável, o monumento integra um complexo turístico situado a 54 quilômetros de Ulaanbaatar, onde o acabamento refletivo da escultura contrasta com o terreno aberto e torna a obra visível a longa distância.
Sentado sobre o cavalo, Genghis Khan segura um chicote dourado na mão direita e mantém o olhar voltado para a paisagem, enquanto a base circular abriga áreas de visitação e sustenta toda a composição monumental.
ARTIGO CONTINUA ABAIXO
Veja também
Estátua de Genghis Khan tem 40 metros de altura
De acordo com a Genco Tour Bureau, responsável pelo complexo, a estátua foi estabelecida em 2008, possui 40 metros de altura e utilizou 250 toneladas de aço inoxidável em sua construção na região de Tsonjin Boldog.
Apresentada pela empresa como a maior estátua equestre do mundo, a estrutura está cercada por 36 colunas, cada uma relacionada a um dos grandes cãs que ocuparam posições de destaque ao longo da história mongol.
Mais do que observar a escultura do lado de fora, o público pode entrar no conjunto e utilizar um elevador instalado na parte posterior do cavalo, que conduz os visitantes até uma área interna destinada a exposições.
A partir desse espaço, o percurso avança pelo peito e pela região traseira do pescoço do animal, terminando em uma plataforma panorâmica posicionada perto da cabeça, de onde se observa a paisagem aberta da estepe.
Ao transformar o corpo metálico do cavalo em passagem, monumento e ponto de observação, o projeto oferece diferentes perspectivas da mesma obra e permite que sua escala seja percebida tanto do solo quanto da parte superior.
Mirante fica junto à cabeça do cavalo
Associada a uma narrativa tradicional da Mongólia, a localização de Tsonjin Boldog é apresentada como o lugar onde Genghis Khan teria encontrado um chicote dourado, objeto considerado sinal de boa sorte dentro da cultura mongol.
Essa ligação histórica explica por que a figura segura o chicote na mão direita, incorporando ao monumento um elemento simbólico diretamente relacionado ao território escolhido para receber a construção.
Fora da área urbana de Ulaanbaatar, o conjunto está instalado em Erdene soum, na província de Tov, onde a superfície brilhante do aço se destaca em meio a grandes áreas abertas, rebanhos e construções tradicionais.
Logo na entrada, esculturas representam nove generais ligados a Genghis Khan, enquanto as 36 colunas que circundam a base ampliam a referência histórica para outros governantes e formam uma moldura arquitetônica ao redor da figura central.
Complexo turístico reúne museu e referências históricas
Dentro do complexo, o visitante encontra um museu com objetos associados aos hunos e ao período do Império Mongol, além de café, loja de lembranças e espaços voltados à apresentação da história e da cultura local.
Entre as atrações internas, uma bota tradicional de nove metros de altura mantém a proposta de trabalhar elementos culturais em grandes dimensões, reforçando o impacto visual que também caracteriza a estátua instalada na área externa.
Distribuída por 212 acres, a área foi planejada para apresentar aspectos do modo de vida do século 13, combinando exposições, referências históricas e atividades de visitação em um espaço que pode ser percorrido internamente e ao ar livre.
Conhecido no país como Chinggis Khaan, Genghis Khan ocupa uma posição central na identidade histórica da Mongólia, aparecendo em instituições, hotéis, produtos, espaços públicos e diferentes símbolos associados à memória nacional.
Concentrada em uma obra de grandes proporções, essa presença cultural ganha forma na estátua de Tsonjin Boldog, cuja localização isolada e escala monumental transformam o personagem histórico em um marco arquitetônico reconhecível no território mongol.
Genghis Khan ocupa posição central na história da Mongólia
Nascido com o nome Temujin, o líder ficou conhecido por unificar tribos anteriormente divididas e iniciar uma expansão que deu origem ao Império Mongol, estendido por amplas áreas da Ásia e da Europa.
Sob seu comando, formou-se o maior império territorial contínuo registrado na história, dimensão que ajuda a explicar a importância atribuída à sua imagem e a presença constante de seu nome em diferentes espaços do país.
Em vez de representar uma cena de batalha, a escultura mostra Genghis Khan imóvel sobre o cavalo, com o chicote erguido e o olhar direcionado ao horizonte, criando uma presença dominante por meio da postura e da escala.
Sem grandes construções ao redor, a paisagem amplia a percepção de altura, pois as pessoas que circulam pela base parecem pequenas diante das patas do cavalo e do volume metálico que se projeta sobre a estepe.
Vista de cima, a obra revela outra dimensão, já que o acesso ao mirante demonstra que sua parte superior não foi concebida apenas para observação externa, mas também como espaço integrado ao percurso turístico.
Aço inoxidável muda de aparência conforme a luz
Diferentemente de monumentos tradicionais construídos em pedra ou bronze, a estrutura utiliza placas de aço inoxidável que refletem as mudanças de luminosidade e alteram a aparência da superfície ao longo do dia.
Sob a incidência direta do sol, o conjunto ganha brilho intenso; em condições de céu fechado, a escultura assume tons mais próximos do cinza da paisagem, sem que sua forma ou imponência sejam reduzidas.
Concebido para transformar Genghis Khan em um símbolo arquitetônico reconhecível da Mongólia, o complexo é comparado pelos responsáveis a monumentos associados a outros países, como Torre Eiffel, Estátua da Liberdade, Grande Muralha e Taj Mahal.
A proposta turística combina escala, localização e experiência interna, permitindo que a estátua seja observada à distância, visitada na base e atravessada até o ponto mais alto aberto ao público.
Enquanto muitos monumentos mantêm o visitante restrito ao chão, a estrutura de Tsonjin Boldog permite percorrer parte do cavalo e terminar o trajeto diante da figura do governante, com ampla visão da estepe mongol.
Ao longo desse caminho, o público entra em contato direto com a escala de uma construção formada por 250 toneladas de aço e erguida em um cenário onde a paisagem aberta amplia ainda mais suas proporções.
Você atravessaria o interior desse cavalo de aço para observar a estepe mongol a partir do mirante instalado junto à cabeça?
Conteúdo reproduzido originalmente em: clickpetroleoegas por Alisson Ficher.

